Organon Capital - Carta 9 — Oceanpact
Junho 2025 · Organon Capital
Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 5
- Publicada em
- 01 de set de 2025
- Trechos únicos
- 4
Carta sobre junho/25 publicada 2 meses depois em setembro/25.
Resumo
A carta semestral da Organon Capital aborda o ambiente macroeconômico volátil do período 2024-2025, marcado pela deterioração fiscal doméstica e pelas políticas tarifárias do governo Trump, que acabaram redirecionando fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira e contribuindo para um retorno de 24,6% do fundo no 1S25. O documento dedica extensa análise ao investimento em Oceanpact, empresa de embarcações de apoio offshore, destacando o mercado brasileiro estruturalmente restrito em oferta, as barreiras regulatórias à competição estrangeira e o potencial de crescimento expressivo de EBITDA com a rolagem de contratos para diárias de mercado. A gestora encerrou o semestre com 17 posições em carteira, concluindo o ciclo de investimento em São Carlos após retorno ajustado de 53,5% no período.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Mantemos nossa convicção de que os fundamentos detalhados ao longo desta carta ainda não estão plenamente refletidos no preço das ações.”
Mantém convicção em Oceanpact, vendo a companhia negociada a 2,3x EBITDA 2027 e com fundamentos ainda não plenamente refletidos no preço das ações.
“Com o pontual fechamento da janela de captações para fundos imobiliários, novos desinvestimentos tendem a ocorrer em magnitudes reduzidas e com preços e termos potencialmente menos atrativos do que no passado recente. Dessa forma, optamos pelo desinvestimento da posição no primeiro semestre do ano, buscando concentrar o portfólio em oportunidades com uma maior assimetria aparente de risco e retorno e com gatilhos claros de inflexão operacional.”
Desinvestiu de São Carlos no primeiro semestre, avaliando que a reciclagem de imóveis deve ocorrer em ritmo mais gradual e com termos menos atrativos.
“A competitividade da Petrobras no offshore reforça a resiliência de seu plano de investimentos, sustentada por um lifting cost extremamente competitivo, especialmente no pré-sal, que figura entre os mais baixos do mundo. Esse diferencial estrutural contribui para que a companhia preserve a atratividade econômica de seus projetos mesmo em cenários adversos de preço do barril, ao contrário de outras regiões produtoras, cujos custos de extração são significativamente mais elevados.”
Vê a Petrobras como altamente competitiva no offshore, com lifting cost do pré-sal entre os mais baixos do mundo, sustentando seu plano de investimentos mesmo em cenários adversos.
Trecho compartilhado · 2 conceitos
“Ilustrando essa dinâmica, podemos citar a performance resiliente de empresas produtoras de commodities, como Gerdau e Suzano, em comparação com quedas acentuadas das ações de empresas mais dependentes da economia doméstica, como Ânima Educação e CVC.”
Gerdau ·Cita Gerdau como exemplo de produtora de commodities com performance resiliente, beneficiada pela receita dolarizada em meio ao estresse doméstico.
Suzano ·Cita Suzano como exemplo de produtora de commodities com receita dolarizada que apresentou performance resiliente em meio ao estresse do mercado doméstico.
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