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Galapagos Carta Mensal - Abril 2026

Abril 2026 · Galapagos Capital

Carta de Abril 2026· publicada em 08 de abr de 2026

Coletada em 31 de ago. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
3
Publicada em
08 de abr de 2026
Trechos únicos
3
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Resumo

A Galapagos Capital avalia, em sua carta de abril de 2026, que o cenário global se tornou mais complexo com a escalada do conflito no Oriente Médio, adicionando um choque energético de viés estagflacionário a um ambiente já marcado por inflação persistente nos Estados Unidos, crescimento frágil na Área do Euro e recuperação desequilibrada na China. No Brasil, a atividade surpreende positivamente no início do ano, sustentada por mercado de trabalho resiliente e crescimento real de salários, mas a inflação voltou a superar expectativas — com núcleos acelerando e expectativas do Focus subindo para 4,36% em 2026 —, levando a gestora a revisar sua projeção de IPCA para 4,50% ao final do ano. Nesse contexto, o cenário-base contempla um corte de 25 pontos-base na reunião do Copom de abril, com ciclo de calibragem gradual e assimétrico e Selic encerrando 2026 em 13% a.a., dado o espaço crescentemente limitado para flexibilização diante dos riscos inflacionários.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

3
  1. Assim, nosso cenário base permanece de continuidade do ciclo de flexibilização iniciado recentemente, com um corte de 25 pontos-base na reunião de abril, condicionado à ausência de deterioração relevante do ambiente externo, do câmbio ou das expectativas. Ao mesmo tempo, o tom das comunicações recentes reforça que o ciclo deverá ser conduzido de forma cautelosa e assimétrica, com uma barra elevada para aceleração do ritmo de cortes e foco crescente na gestão dos riscos inflacionários.

    Espera continuidade do ciclo de flexibilização com corte de 25 pontos-base em abril, de forma cautelosa e assimétrica, com Selic encerrando 2026 em 13%.

  2. A leitura probabilística aponta para um cenário intermediário, no qual a economia desacelera, mas não entra em recessão, enquanto a inflação se torna mais persistente. Isso tende a manter o Fed em pausa por mais tempo, com redução significativa da probabilidade de cortes em 2026.

    Projeta cenário intermediário de desaceleração sem recessão com inflação persistente, mantendo o Fed em pausa prolongada e reduzindo a probabilidade de cortes em 2026.

    • 0.0Juros Área do EuroMACRO
    Apesar disso, a ausência de pressão mais clara no núcleo sustenta uma postura cautelosa por parte do Banco Central Europeu (BCE), com viés de "wait-and-see" no curto prazo. A leitura predominante é de que choques de energia temporários podem ser "looked through", mas episódios mais persistentes exigiriam resposta mais ativa de política monetária.

    Vê o BCE em postura cautelosa de wait-and-see no curto prazo, tolerando choques de energia temporários, mas exigindo resposta caso persistam.

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