Atmos CapitalAçõesDez 2023

Carta Atmos 30 (2H23)

Dezembro 2023 · Atmos Capital

Carta de Dezembro 2023· publicada em jan de 2024 · estimativa

Coletada em 14 de mai. de 2026 · histórico ·

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Resumo

A Atmos discute os limites e contradições da transição energética, argumentando que decisões de política energética precisam ser ancoradas no binômio preço e soberania, e não em narrativas ideológicas. A carta analisa em detalhe a energia solar — destacando seu avanço competitivo impulsionado pela China e os desafios crescentes de curtailment, serviços ancilares e distorções do net-metering no Brasil — e o hidrogênio verde, cujas restrições físicas, logísticas e econômicas tornam sua viabilidade comercial em larga escala altamente questionável. Ao fundo, a gestora situa o dilema brasileiro entre consolidar seu protagonismo em renováveis e garantir soberania energética por meio da produção de hidrocarbonetos, tema a ser aprofundado na carta seguinte da trilogia.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

5
    • +3.0Energia SolarSETORcl82
    A energia solar está no campo dos bem sucedidos. Gabarita os dois atributos do binômio preço e soberania. Sua natureza descentralizada garante independência energética e seu baixo custo, competitividade.

    Vê energia solar como caso de sucesso, competitiva em preço e favorável à soberania por sua natureza descentralizada e baixo custo.

    • -2.8Energia HidrogênioSETORcl82
    Mesmo que um expressivo ganho de produtividade industrial reduza o custo de fabricação dos eletrolisadores, a viabilidade comercial do hidrogênio verde a nível da fábrica vai depender de uma redução expressiva no preço da eletricidade, o que naturalmente transformaria a própria eletricidade em um competidor feroz nos mercados disputados pelo hidrogênio.

    Vê hidrogênio verde como inviável comercialmente, pois depende de eletricidade barata que, se existisse, competiria diretamente com a própria molécula.

  1. Embora o óleo e o gás sejam os vilões momentâneos, nossa dependência intrínseca é mais límpida que o sol que alimenta nossas placas fotovoltaicas. E no horizonte já avistamos um declínio na nossa produção a partir de 2030, sem compensação equivalente na demanda.

    Considera petróleo e gás vilões apenas momentâneos e vê dependência intrínseca persistente, projetando declínio da produção brasileira a partir de 2030 sem compensação na demanda.

  2. Importante ressaltar para os saudosos da gestão Tombini (se é que eles existem) que o juro relevante é o juro longo, marretadas voluntariosas na Selic não servem qualquer propósito prático e são contraproducentes na medida em que apenas inclinam a curva

    Considera que o juro relevante é o longo e vê cortes voluntariosos na Selic como contraproducentes, por apenas inclinarem a curva.

  3. No fim das contas, para lidar com essa fartura de energia solar, vamos depender do bom e velho gás natural, assunto que exploraremos em mais detalhe na carta seguinte.

    Vê o gás natural como solução incontornável para suprir a intermitência da energia solar e garantir flexibilidade ao sistema elétrico brasileiro.

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