Ago. 2024 – A novidade é a normalidade
Agosto 2024 · Mar Asset Management
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Resumo
A carta da Mar Asset de agosto de 2024 defende que a economia global retorna à normalidade pré-pandemia após o esgotamento da poupança circunstancial formada pelos estímulos fiscais extraordinários, variável que, segundo a gestora, explica as surpresas positivas de crescimento dos últimos anos e a falha dos modelos preditivos tradicionais. No cenário americano, a gestora avalia que o Fed iniciará um ciclo de cortes de juros, com risco de hard landing superior ao de reaceleração, e que o portfólio 60/40 voltará a funcionar como instrumento eficiente de alocação. Para o Brasil, a análise aponta fragilidade macroeconômica estrutural, com expansão fiscal persistente, mercado de trabalho aquecido e pressões inflacionárias latentes, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades em ações de empresas com fundamentos sólidos negociadas a valuations historicamente atrativos.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“É nesse contexto que enxergamos oportunidades únicas de investimento em empresas brasileiras geridas por excelentes executivos, com ampla oportunidade de boa alocação de capital, e sendo negociadas a taxas de retorno implícitas que nunca tivemos oportunidade de investir.”
Vê oportunidades raras em ações brasileiras, negociadas a taxas de retorno implícitas historicamente atrativas, com expectativa de desempenho guiado por fundamentos operacionais.
“As elevadas taxas implícitas na curva de juros são uma poderosa ferramenta de proteção de portfólio a uma desaceleração inesperada da economia americana. Como disse o próprio Jerome Powell em sua última coletiva de imprensa, o nível de juros atual os coloca em posição bastante confortável para combater um aumento inesperado do desemprego, uma vez que há muito espaço para a redução de juros.”
Vê as taxas implícitas elevadas na curva de juros americana como proteção de portfólio, dando ao Fed amplo espaço para cortes caso o desemprego suba inesperadamente.
“Caso o Fed postergue seu ciclo de cortes, um dólar forte global pressionaria as moedas emergentes, o Real em particular, e eventualmente potencializaria as forças inflacionárias brasileiras.”
Vê risco de depreciação do Real frente ao dólar caso o Fed adie cortes de juros, o que potencializaria pressões inflacionárias no Brasil.
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