Brasil CapitalAçõesJun 2026

2T26

Junho 2026 · Brasil Capital

Carta de Junho 2026· publicada em 10 de jul de 2026

Coletada em 11 de jul. de 2026 ·

Ativos extraídos
7
Publicada em
10 de jul de 2026
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7
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Resumo

Na carta do 2º trimestre de 2026, a Brasil Capital relata queda de -14,2% do BC FIA ante -8,2% do Ibovespa no período, atribuindo a correção principalmente à reversão do fluxo estrangeiro — com saída de R$ 23 bilhões da B3 em maio e junho — impulsionada pela rotação global em direção a ações americanas ligadas à inteligência artificial. No campo doméstico, a inflação acima do esperado, o ritmo mais lento de corte da Selic e incertezas eleitorais e fiscais reforçaram a deterioração do apetite por ativos brasileiros. A gestora destaca Hapvida, BTG Pactual e SmartFit como principais contribuições positivas, e Cosan, Suzano e SLC Agrícola como maiores detratoras, mantendo o portfólio praticamente integralmente investido com carteira equilibrada entre exportadoras e empresas domésticas, sob a premissa de que a correção ampliou o desconto dos ativos em relação aos seus fundamentos.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

7
  1. A Suzano foi a segunda maior detratora do trimestre, reflexo da redução dos preços de celulose na China nas últimas semanas, por conta de: (i) entradas relevantes de novas capacidades de celulose no curto prazo, (ii) aumento da verticalização dos produtores de papel na China, o que reduz a demanda por celulose, e (iii) margens baixas dos papeleiros, dado o excesso de capacidade industrial, o que limita sua capacidade de repassar preços ao consumidor final.

    Vê pressão de curto prazo nos preços da celulose na China por novas capacidades, verticalização dos papeleiros e margens fracas da indústria.

  2. Apesar da evolução observada em alguns indicadores, entendemos que a tese passou a depender de variáveis com menor grau de previsibilidade. As adições líquidas permanecem pressionadas em um ambiente competitivo mais desafiador, enquanto a judicialização continua avançando e tende a representar um custo estrutural de maior complexidade para projeção.

    Reduziu exposição a Hapvida, avaliando que a tese passou a depender de variáveis pouco previsíveis, com judicialização crescente, competição pressionando adições líquidas e troca de gestão.

  3. A SLC Agrícola foi uma das principais contribuições negativas do trimestre, puxada pela incidência do El Niño, que gera incerteza quanto à produtividade das culturas produzidas pela companhia, bem como pelo anúncio de compra de terras da Radar, controlada da Cosan, que, apesar de estar localizada em uma região estratégica, pressiona a alavancagem de curto prazo da companhia. Sobre esses dois efeitos, julgamos que o movimento do mercado foi exagerado.

    Vê a SLC Agrícola como detratora do trimestre por El Niño e compra de terras da Radar, mas considera a reação do mercado exagerada.

  4. Vemos esse movimento de venda de ativos e redução de endividamento de forma positiva, com diversas iniciativas sendo materializadas no curto prazo. Trata-se de um dos passos necessários para a eliminação da holding, movimento que, em nossa avaliação, traz valor aos acionistas.

    Vê positivamente a venda de ativos e redução de endividamento da Cosan, considerando passo necessário para eliminar a holding e destravar valor aos acionistas.

  5. Por ser o produtor mais eficiente do mundo, a Suzano é uma das poucas empresas capazes de se manter rentável nesse ambiente mais desafiador, num momento em que ocorrem diversos fechamentos de capacidade e paradas não programadas na indústria global, como forma de ajuste da oferta.

    Vê a Suzano como produtora mais eficiente do mundo, capaz de manter rentabilidade e desalavancar mesmo em ambiente desafiador de preços de celulose.

  6. No 1T26, o banco entregou um ROE de 26,6%, com lucro crescendo mais de 40% em relação ao ano anterior e superando o consenso — desempenho notável diante de um macro doméstico ainda desafiador. A qualidade do resultado esteve na diversificação: o Investment Banking surpreendeu após trimestres de mercado de capitais fraco, Sales & Trading cresceu suportado por atividade de clientes (com VaR inclusive recuando), e o Wealth Management atingiu receita recorde, com captação líquida robusta.

    Destaca resultados recordes do BTG no 1T26, com ROE de 26,6%, lucro +40% e diversificação entre IB, Sales & Trading e Wealth Management.

  7. um real mais apreciado reduz os ganhos da companhia, visto que a maior parte de sua receita é dolarizada.

    Vê a apreciação do real como fator negativo para Suzano, dado que a maior parte da receita da companhia é dolarizada.

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