Brasil Capital
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- Cartas processadas
- 6
- Ativos únicos
- 17
- Clareza média
- 72%
Brasil Capital é uma gestora long-only fundada em outubro de 2008 por ex-sócios da FAMA Investments e CSHG, com seed money da família Ermírio de Moraes. Foca exclusivamente em ações brasileiras sob estratégia única de longo prazo e carteira concentrada.
Repertório
Ativos recentes
Últimos temas citados pela gestora — ordenados do mais recente para o mais antigo. O score é a nota da última extração.
Histórico
Cartas processadas
Carta
Março 2026Carta de Março 2026 · publicada em 16 de abr de 2026
5 ativos
Carta Brasil Capital 1T26No primeiro trimestre de 2026, a Brasil Capital registrou retorno de 8,8% no BC FIA e 8,6% no BC Institucional 30 FIA, abaixo do Ibovespa (+16,3%), cuja performance foi fortemente concentrada em Petrobras e Vale, responsáveis por cerca de 7,7 p.p. do índice. O trimestre foi marcado por rotação de capital de mercados desenvolvidos para emergentes nos dois primeiros meses, seguida de aumento da aversão ao risco em março com a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos. As principais contribuições positivas do portfólio vieram de SLC Agrícola, Petrobras e Rumo, enquanto Hapvida e SmartFit figuraram como as maiores detratoras do período.
“Por fim, mesmo após a valorização registrada no período, a companhia segue negociando a múltiplos abaixo de sua média histórica e com desconto em relação aos seus pares internacionais. Enxergamos, portanto, uma assimetria favorável, em que o investidor se beneficia tanto do vento de cauda operacional quanto de um valuation que ainda não precifica integralmente a melhora no cenário.”
“Seguimos construtivos com a SLC, enxergando a companhia bem-posicionada para navegar o cenário atual, com o timing favorável nas compras de insumos e o vento de cauda nos preços das commodities que produz.”
“A sazonalidade da safra também contribuiu positivamente no trimestre, com a colheita de soja ocorrendo de forma acelerada em contraste com o atraso relevante registrado no ano anterior, sem contar o grande estoque de passagem, de forma que ambos os efeitos contribuem para um curto prazo bem forte para a Rumo, o que já é sinalizado nas prévias de volumes que a companhia divulga. A perspectiva para o restante do ano segue construtiva, com estimativas de safra recordes renovando o otimismo em relação aos volumes a serem exportados.”
Carta
Dezembro 2025Carta de Dezembro 2025 · publicada em 09 de abr de 2026
11 ativos
Carta Brasil Capital 4T25A Brasil Capital encerra 2025 com retorno de 19,7% no BC FIA, abaixo do Ibovespa (+34,0%), atribuindo o desempenho aquém ao posicionamento mais dolarizado — via SLC Agrícola, Suzano e Jalles — em um ano de valorização do real, além de fatores micro em teses específicas. Os principais destaques positivos do ano foram Equatorial, Track & Field e Localiza, enquanto Grupo Mateus e Hapvida figuraram como as maiores detratoras, penalizadas por um ajuste contábil relevante em estoques e por resultados operacionais abaixo do esperado, respectivamente. Para 2026, a gestora aponta valuations comprimidos, fundamentos corporativos sólidos e a perspectiva de flexibilização monetária como vetores construtivos para a bolsa brasileira, em meio a um ano eleitoral que deve trazer volatilidade e oportunidades.
“Assim, a combinação de recuperação gradual de retornos, crescimento consistente de earnings, potencial de re-rating de múltiplo e um cenário operacional de curto prazo mais positivo sustenta nossa visão otimista com a tese e reforça a convicção na posição, mesmo após a boa performance recente das ações.”
“Seguimos otimistas com a Suzano, em que o fato de ser a empresa mais competitiva a nível global no segmento em que atua e por ter exposição da maior parte de sua receita a moeda forte a torna muito resiliente. Olhando para os outros elementos da tese, vemos uma forte margem de segurança, em que a commoditie está em patamares de preço abaixo do custo marginal, e em termos de valuation a companhia está negociando abaixo do seu múltiplo histórico, de forma que vemos grande potencial de valorização do equity.”
“Seguimos com posição relevante no fundo, confiantes na excelência operacional, na disciplina de capital e na capacidade do grupo de continuar gerando valor consistente aos acionistas.”
Carta
Setembro 2025Carta de Setembro 2025 · publicada em out de 2025 (estimativa)
7 ativos
Carta Brasil Capital 3T25Na carta do 3T25, a Brasil Capital relata queda de -0,8% do BC FIA ante alta de 5,3% do Ibovespa no trimestre, mantendo visão construtiva sobre a bolsa brasileira com base no desconto de valuation frente a pares emergentes e na perspectiva de cortes de juros nos EUA e no Brasil. Os principais destaques positivos foram Grupo Ultra, beneficiado por avanços no combate à informalidade no setor de combustíveis e pela performance da Ipiranga, e Stone, que entregou crescimento de lucro por ação de 44% ano contra ano; no campo negativo, SLC Agrícola, Grupo Mateus e Jalles foram as maiores detratoras, pressionadas por preços de commodities, desaceleração do consumo e desafios operacionais e regulatórios, respectivamente.
“Em suma, a combinação de crescimento de EPS, retornos bem acima do custo de capital, redução de juros como fator adicional positivo e uma política clara de retorno ao acionista, aliada ao múltiplo ainda baixo em que a ação negocia, reforça nossa convicção na tese. Mesmo após o forte rally do papel em 2025, acreditamos que a margem de segurança do investimento permanece atrativa.”
“Ainda assim, seguimos otimistas com a companhia por uma série de motivos, entre eles: (i) entendemos que se trata de uma excelente alocadora de capital (inclusive nos dispêndios realizados em 2025), sendo capaz de crescer o lucro por ação a uma taxa anual de 22,1% ao longo da última década; (ii) vemos na SLC um dos poucos casos de commodities com crescimento, dado o modelo de negócios asset-light de crescimento através de arrendamento, o que, aliado à fortaleza de um balanço robusto em ativos por conta das terras próprias e a capacidade operacional bastante acima da média nacional da companhia, gera ótimos retornos ao acionista, com baixo risco; e (iii) entendemos que o valuation hoje é muito pouco demandante, com as ações negociando a 0,5x o NAV, valor historicamente muito baixo.”
“Mantemos uma visão otimista para a Ultrapar. Além da perspectiva de melhora nos negócios principais, Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias, a companhia conta com baixa alavancagem financeira, subsidiárias com forte geração de caixa e espaço para políticas de dividendos e/ou recompras. Esses fatores, combinados ao ambiente regulatório mais favorável, reforçam nossa confiança na continuidade da criação de valor para os acionistas.”
Carta
Junho 2025Carta de Junho 2025 · publicada em jul de 2025 (estimativa)
7 ativos
Carta Brasil Capital 2T25A carta do 2º trimestre de 2025 da Brasil Capital reporta alta de 12,7% do BC FIA e 12,5% do BC 30 FIA, contra 5,3% do Ibovespa no período, sustentada por uma visão construtiva para o mercado acionário brasileiro apoiada em valuations descontados, baixo posicionamento de investidores domésticos em renda variável e fundamentos corporativos sólidos. Os principais destaques positivos do trimestre foram Track & Field, com crescimento acelerado de sell out e alavancagem operacional expressiva, e Localiza, beneficiada pela melhora na curva de juros e pela perspectiva de recuperação gradual do ROIC até 2026. A gestora mantém carteira majoritariamente investida e diversificada, apontando o fim do ciclo de aperto monetário como fator adicional de suporte ao mercado, enquanto reconhece as questões fiscais domésticas como principal fonte de risco.
“Seguimos otimistas com a tese de investimento em Localiza, pois enxergamos um bom potencial de crescimento nos resultados da empresa à medida que ela melhora seus retornos, apoiada em sua forte posição de mercado e vantagem competitiva.”
“Apesar da alta recente, o valuation permanece muito atrativo, com investimentos robustos na distribuição remunerados ao WACC regulatório de 8,06% real após impostos, um pipeline grande de crescimento em saneamento e maturação do turnaround da Sabesp.”
“O resultado do 1º trimestre bateu as expectativas de consenso em todas as linhas do P&L, com o sell out acelerando para 33,7% de crescimento, o que permitiu alavancagem operacional robusta, demonstrada pelo crescimento de EBITDA ajustado de 47,9% YoY com robusta geração de caixa operacional.”
- +1.5Track & Fieldativo· cl 72
Carta
Março 2025Carta de Março 2025 · publicada em abr de 2025 (estimativa)
7 ativos
Carta Brasil Capital 1T25Na carta do 1º trimestre de 2025, a Brasil Capital relata alta de 8,6% do BC FIA e 8,5% do BC 30 FIA, superando o Ibovespa (+8,3%), em um período marcado pela rotação global de capital para fora dos Estados Unidos e pelo alívio nas taxas de juros longas no Brasil. A gestora destaca que, mesmo após a valorização do trimestre, mantém projeção de TIR superior a 35% ao ano para os próximos três anos, sustentada por valuation historicamente descontado, mercado tecnicamente leve e nível recorde de recompra de ações pelas companhias. As maiores contribuições positivas vieram de Equatorial, Track & Field e Serena, enquanto Suzano, Cosan e Jalles foram as principais detratoras, afetadas pela valorização do real, alavancagem elevada e condições climáticas adversas, respectivamente.
“Seguimos com posição relevante na empresa, confiantes na excelência operacional do grupo, suas perspectivas de crescimento e alocação de capital.”
“A combinação de boas expectativas com relação à performance operacional para o ano (tanto em vendas como em margens), suportada pelo resultado do 4º trimestre, junto a um valuation bastante descontado, fizeram com que as ações reagissem e a Track & Field fosse uma de nossas principais contribuições no trimestre.”
- +2.5Track & Fieldativo· cl 72
“Diante do aumento de produção e da redução de capex, e sem perspectivas de novas alocações de capital relevantes conforme reiterado pelo management no Suzano Day no final do ano passado, vemos a companhia com um forte perfil de geração de caixa, mesmo sensibilizando cenários mais conservadores de câmbio e de preços de celulose.”
Carta
Dezembro 2024Carta de Dezembro 2024 · publicada em jan de 2025 (estimativa)
4 ativos
Carta Brasil Capital 4T24A carta da Brasil Capital referente ao 4T24 aborda um ano marcado por deterioração fiscal, aceleração da inflação e forte desvalorização do real, que resultaram em queda de -23,8% do BC FIA no período, contra -10,4% do Ibovespa. A gestora destaca que, apesar do ambiente adverso, as empresas domésticas do portfólio negociam próximo de 9x lucro — nível historicamente deprimido — e que a taxa interna de retorno projetada para a carteira atingiu cerca de 38% ao ano para os próximos três anos, patamar significativamente acima da média histórica. Entre os destaques individuais, Suzano foi a principal contribuição positiva do trimestre, beneficiada pela desvalorização cambial, enquanto Cosan, Localiza e Equatorial foram as maiores detratoras, penalizadas pela alta alavancagem e pela abertura da curva de juros.
“Acreditamos que esse evento levou a uma assimetria muito boa para o investimento, dada nossa confiança no modelo de negócios, um valuation extremamente descontado e o extenso histórico de alocação de capital da companhia.”
“A tese de investimento na Equatorial permanece bem fundamentada, com alocações de capital orgânicas consistentes, protegidas pela inflação e remuneradas por um WACC regulatório atrativo. Além disso, a redução de riscos regulatórios tem avançado positivamente com a renovação das concessões de distribuição junto ao MME e à Aneel.”
“O rejuvenescimento da frota e os repasses de preços devem contribuir para uma melhora do ROIC e expansão de margens em 2025 e em 2026, consolidando a tese de retomada de retorno sobre capital investido em níveis históricos.”