Brasil Capital
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Mês corrente em destaque: Rumo Logística.
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Histórico
Cartas processadas
Carta
Março 2026Publicada 31 de mar de 2026
5 conceitos
Carta Brasil Capital 1T26No primeiro trimestre de 2026, a Brasil Capital registrou retorno de 8,8% no BC FIA e 8,6% no BC Institucional 30 FIA, abaixo do Ibovespa (+16,3%), cuja performance foi fortemente concentrada em Petrobras e Vale, responsáveis por cerca de 7,7 p.p. do índice. O trimestre foi marcado por rotação de capital de mercados desenvolvidos para emergentes nos dois primeiros meses, seguida de aumento da aversão ao risco em março com a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos. As principais contribuições positivas do portfólio vieram de SLC Agrícola, Petrobras e Rumo, enquanto Hapvida e SmartFit figuraram como as maiores detratoras do período.
“Por fim, mesmo após a valorização registrada no período, a companhia segue negociando a múltiplos abaixo de sua média histórica e com desconto em relação aos seus pares internacionais. Enxergamos, portanto, uma assimetria favorável, em que o investidor se beneficia tanto do vento de cauda operacional quanto de um valuation que ainda não precifica integralmente a melhora no cenário.”
“Seguimos construtivos com a SLC, enxergando a companhia bem-posicionada para navegar o cenário atual, com o timing favorável nas compras de insumos e o vento de cauda nos preços das commodities que produz.”
“A sazonalidade da safra também contribuiu positivamente no trimestre, com a colheita de soja ocorrendo de forma acelerada em contraste com o atraso relevante registrado no ano anterior, sem contar o grande estoque de passagem, de forma que ambos os efeitos contribuem para um curto prazo bem forte para a Rumo, o que já é sinalizado nas prévias de volumes que a companhia divulga. A perspectiva para o restante do ano segue construtiva, com estimativas de safra recordes renovando o otimismo em relação aos volumes a serem exportados.”
Carta
Dezembro 2025Publicada 31 de dez de 2025
11 conceitos
Carta Brasil Capital 4T25A Brasil Capital encerra 2025 com retorno de 19,7% no BC FIA, abaixo do Ibovespa (+34,0%), atribuindo o desempenho aquém ao posicionamento mais dolarizado — via SLC Agrícola, Suzano e Jalles — em um ano de valorização do real, além de fatores micro em teses específicas. Os principais destaques positivos do ano foram Equatorial, Track & Field e Localiza, enquanto Grupo Mateus e Hapvida figuraram como as maiores detratoras, penalizadas por um ajuste contábil relevante em estoques e por resultados operacionais abaixo do esperado, respectivamente. Para 2026, a gestora aponta valuations comprimidos, fundamentos corporativos sólidos e a perspectiva de flexibilização monetária como vetores construtivos para a bolsa brasileira, em meio a um ano eleitoral que deve trazer volatilidade e oportunidades.
“Seguimos otimistas com a Suzano, em que o fato de ser a empresa mais competitiva a nível global no segmento em que atua e por ter exposição da maior parte de sua receita a moeda forte a torna muito resiliente. Olhando para os outros elementos da tese, vemos uma forte margem de segurança, em que a commoditie está em patamares de preço abaixo do custo marginal, e em termos de valuation a companhia está negociando abaixo do seu múltiplo histórico, de forma que vemos grande potencial de valorização do equity.”
“Assim, a combinação de recuperação gradual de retornos, crescimento consistente de earnings, potencial de re-rating de múltiplo e um cenário operacional de curto prazo mais positivo sustenta nossa visão otimista com a tese e reforça a convicção na posição, mesmo após a boa performance recente das ações.”
“Seguimos com posição relevante no fundo, confiantes na excelência operacional, na disciplina de capital e na capacidade do grupo de continuar gerando valor consistente aos acionistas.”
Carta
Setembro 2025Publicada 30 de set de 2025
7 conceitos
Carta Brasil Capital 3T25Na carta do 3T25, a Brasil Capital relata queda de -0,8% do BC FIA ante alta de 5,3% do Ibovespa no trimestre, mantendo visão construtiva sobre a bolsa brasileira com base no desconto de valuation frente a pares emergentes e na perspectiva de cortes de juros nos EUA e no Brasil. Os principais destaques positivos foram Grupo Ultra, beneficiado por avanços no combate à informalidade no setor de combustíveis e pela performance da Ipiranga, e Stone, que entregou crescimento de lucro por ação de 44% ano contra ano; no campo negativo, SLC Agrícola, Grupo Mateus e Jalles foram as maiores detratoras, pressionadas por preços de commodities, desaceleração do consumo e desafios operacionais e regulatórios, respectivamente.
“Mantemos uma visão otimista para a Ultrapar. Além da perspectiva de melhora nos negócios principais, Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias, a companhia conta com baixa alavancagem financeira, subsidiárias com forte geração de caixa e espaço para políticas de dividendos e/ou recompras. Esses fatores, combinados ao ambiente regulatório mais favorável, reforçam nossa confiança na continuidade da criação de valor para os acionistas.”
“Em suma, a combinação de crescimento de EPS, retornos bem acima do custo de capital, redução de juros como fator adicional positivo e uma política clara de retorno ao acionista, aliada ao múltiplo ainda baixo em que a ação negocia, reforça nossa convicção na tese. Mesmo após o forte rally do papel em 2025, acreditamos que a margem de segurança do investimento permanece atrativa.”
“Ainda assim, seguimos otimistas com a companhia por uma série de motivos, entre eles: (i) entendemos que se trata de uma excelente alocadora de capital (inclusive nos dispêndios realizados em 2025), sendo capaz de crescer o lucro por ação a uma taxa anual de 22,1% ao longo da última década; (ii) vemos na SLC um dos poucos casos de commodities com crescimento, dado o modelo de negócios asset-light de crescimento através de arrendamento, o que, aliado à fortaleza de um balanço robusto em ativos por conta das terras próprias e a capacidade operacional bastante acima da média nacional da companhia, gera ótimos retornos ao acionista, com baixo risco; e (iii) entendemos que o valuation hoje é muito pouco demandante, com as ações negociando a 0,5x o NAV, valor historicamente muito baixo.”
Carta
Junho 2025Publicada 30 de jun de 2025
7 conceitos
Carta Brasil Capital 2T25A carta do 2º trimestre de 2025 da Brasil Capital reporta alta de 12,7% do BC FIA e 12,5% do BC 30 FIA, contra 5,3% do Ibovespa no período, sustentada por uma visão construtiva para o mercado acionário brasileiro apoiada em valuations descontados, baixo posicionamento de investidores domésticos em renda variável e fundamentos corporativos sólidos. Os principais destaques positivos do trimestre foram Track & Field, com crescimento acelerado de sell out e alavancagem operacional expressiva, e Localiza, beneficiada pela melhora na curva de juros e pela perspectiva de recuperação gradual do ROIC até 2026. A gestora mantém carteira majoritariamente investida e diversificada, apontando o fim do ciclo de aperto monetário como fator adicional de suporte ao mercado, enquanto reconhece as questões fiscais domésticas como principal fonte de risco.
“Apesar da alta recente, o valuation permanece muito atrativo, com investimentos robustos na distribuição remunerados ao WACC regulatório de 8,06% real após impostos, um pipeline grande de crescimento em saneamento e maturação do turnaround da Sabesp.”
“Seguimos otimistas com a tese de investimento em Localiza, pois enxergamos um bom potencial de crescimento nos resultados da empresa à medida que ela melhora seus retornos, apoiada em sua forte posição de mercado e vantagem competitiva.”
“O resultado do 1º trimestre bateu as expectativas de consenso em todas as linhas do P&L, com o sell out acelerando para 33,7% de crescimento, o que permitiu alavancagem operacional robusta, demonstrada pelo crescimento de EBITDA ajustado de 47,9% YoY com robusta geração de caixa operacional.”
Carta
Março 2025Publicada 31 de mar de 2025
7 conceitos
Carta Brasil Capital 1T25Na carta do 1º trimestre de 2025, a Brasil Capital relata alta de 8,6% do BC FIA e 8,5% do BC 30 FIA, superando o Ibovespa (+8,3%), em um período marcado pela rotação global de capital para fora dos Estados Unidos e pelo alívio nas taxas de juros longas no Brasil. A gestora destaca que, mesmo após a valorização do trimestre, mantém projeção de TIR superior a 35% ao ano para os próximos três anos, sustentada por valuation historicamente descontado, mercado tecnicamente leve e nível recorde de recompra de ações pelas companhias. As maiores contribuições positivas vieram de Equatorial, Track & Field e Serena, enquanto Suzano, Cosan e Jalles foram as principais detratoras, afetadas pela valorização do real, alavancagem elevada e condições climáticas adversas, respectivamente.
“Seguimos com posição relevante na empresa, confiantes na excelência operacional do grupo, suas perspectivas de crescimento e alocação de capital.”
“A combinação de boas expectativas com relação à performance operacional para o ano (tanto em vendas como em margens), suportada pelo resultado do 4º trimestre, junto a um valuation bastante descontado, fizeram com que as ações reagissem e a Track & Field fosse uma de nossas principais contribuições no trimestre.”
“Diante do aumento de produção e da redução de capex, e sem perspectivas de novas alocações de capital relevantes conforme reiterado pelo management no Suzano Day no final do ano passado, vemos a companhia com um forte perfil de geração de caixa, mesmo sensibilizando cenários mais conservadores de câmbio e de preços de celulose.”
Carta
Dezembro 2024Publicada 31 de dez de 2024
4 conceitos
Carta Brasil Capital 4T24A carta da Brasil Capital referente ao 4T24 aborda um ano marcado por deterioração fiscal, aceleração da inflação e forte desvalorização do real, que resultaram em queda de -23,8% do BC FIA no período, contra -10,4% do Ibovespa. A gestora destaca que, apesar do ambiente adverso, as empresas domésticas do portfólio negociam próximo de 9x lucro — nível historicamente deprimido — e que a taxa interna de retorno projetada para a carteira atingiu cerca de 38% ao ano para os próximos três anos, patamar significativamente acima da média histórica. Entre os destaques individuais, Suzano foi a principal contribuição positiva do trimestre, beneficiada pela desvalorização cambial, enquanto Cosan, Localiza e Equatorial foram as maiores detratoras, penalizadas pela alta alavancagem e pela abertura da curva de juros.
“A tese de investimento na Equatorial permanece bem fundamentada, com alocações de capital orgânicas consistentes, protegidas pela inflação e remuneradas por um WACC regulatório atrativo. Além disso, a redução de riscos regulatórios tem avançado positivamente com a renovação das concessões de distribuição junto ao MME e à Aneel.”
“Acreditamos que esse evento levou a uma assimetria muito boa para o investimento, dada nossa confiança no modelo de negócios, um valuation extremamente descontado e o extenso histórico de alocação de capital da companhia.”
“O rejuvenescimento da frota e os repasses de preços devem contribuir para uma melhora do ROIC e expansão de margens em 2025 e em 2026, consolidando a tese de retomada de retorno sobre capital investido em níveis históricos.”
Repertório
Conceitos recorrentes
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