Carta Brasil Capital 3T25
Setembro 2025 · Brasil Capital
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Resumo
Na carta do 3T25, a Brasil Capital relata queda de -0,8% do BC FIA ante alta de 5,3% do Ibovespa no trimestre, mantendo visão construtiva sobre a bolsa brasileira com base no desconto de valuation frente a pares emergentes e na perspectiva de cortes de juros nos EUA e no Brasil. Os principais destaques positivos foram Grupo Ultra, beneficiado por avanços no combate à informalidade no setor de combustíveis e pela performance da Ipiranga, e Stone, que entregou crescimento de lucro por ação de 44% ano contra ano; no campo negativo, SLC Agrícola, Grupo Mateus e Jalles foram as maiores detratoras, pressionadas por preços de commodities, desaceleração do consumo e desafios operacionais e regulatórios, respectivamente.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Em suma, a combinação de crescimento de EPS, retornos bem acima do custo de capital, redução de juros como fator adicional positivo e uma política clara de retorno ao acionista, aliada ao múltiplo ainda baixo em que a ação negocia, reforça nossa convicção na tese. Mesmo após o forte rally do papel em 2025, acreditamos que a margem de segurança do investimento permanece atrativa.”
Mantem convicção na tese, vendo crescimento de EPS, retornos acima do custo de capital, queda de juros e múltiplo baixo como margem de segurança atrativa.
“Mantemos uma visão otimista para a Ultrapar. Além da perspectiva de melhora nos negócios principais, Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias, a companhia conta com baixa alavancagem financeira, subsidiárias com forte geração de caixa e espaço para políticas de dividendos e/ou recompras. Esses fatores, combinados ao ambiente regulatório mais favorável, reforçam nossa confiança na continuidade da criação de valor para os acionistas.”
Mantem visao otimista para Ultrapar, apoiada em melhora dos negocios principais, baixa alavancagem, forte geracao de caixa, espaco para dividendos e ambiente regulatorio favoravel.
“Ainda assim, seguimos otimistas com a companhia por uma série de motivos, entre eles: (i) entendemos que se trata de uma excelente alocadora de capital (inclusive nos dispêndios realizados em 2025), sendo capaz de crescer o lucro por ação a uma taxa anual de 22,1% ao longo da última década; (ii) vemos na SLC um dos poucos casos de commodities com crescimento, dado o modelo de negócios asset-light de crescimento através de arrendamento, o que, aliado à fortaleza de um balanço robusto em ativos por conta das terras próprias e a capacidade operacional bastante acima da média nacional da companhia, gera ótimos retornos ao acionista, com baixo risco; e (iii) entendemos que o valuation hoje é muito pouco demandante, com as ações negociando a 0,5x o NAV, valor historicamente muito baixo.”
Mantem visao otimista com SLC Agricola, destacando excelencia na alocacao de capital, modelo asset-light de crescimento via arrendamento e valuation atrativo a 0,5x NAV.
“Reconhecemos o curto prazo desafiador, mas reforçamos que isso não invalida a tese de longo prazo da companhia: o Grupo Mateus deve seguir crescendo e consolidando sua presença nos estados do Norte e Nordeste, ganhando market share de forma consistente mesmo em ambientes adversos como o atual, ao mesmo tempo em que melhora seus retornos.”
Mantém tese de longo prazo no Grupo Mateus, esperando crescimento consistente, ganho de market share no Norte/Nordeste e melhora de retornos, apesar do curto prazo desafiador.
“Apesar das dificuldades de curto prazo, seguimos construtivos em relação à companhia. A Jalles combina histórico consistente de execução, posição de liderança no mercado de açúcar orgânico, segmento diferenciado e de maior valor agregado, e uma estratégia de gestão de risco que assegura previsibilidade em momentos de volatilidade.”
Mantém visão construtiva na companhia, destacando execução consistente, liderança em açúcar orgânico, segmento de maior valor agregado e gestão de risco que traz previsibilidade.
“Apesar do bom desempenho do Ibovespa ao longo do ano, a análise dos retornos em outros horizontes como o de 24 meses, mostra que o Brasil ainda apresenta uma underperformance em relação aos outros mercados emergentes. Esse cenário reforça nossa visão de que há espaço para um movimento de recuperação adicional, sobretudo se a tendência de rotação dos mercados desenvolvidos para os emergentes continuar, somada à continuação do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos, fator que historicamente favorece os ativos de risco em países emergentes.”
Vê espaço para recuperação adicional do Ibovespa, dada underperformance em 24 meses versus emergentes, rotação global e ciclo de corte de juros nos EUA.
“Seguimos construtivos com a tese pelo potencial de crescimento do segmento e da companhia, da capacidade de execução, qualidade do ativo intangível da marca e qualidade do modelo de negócios como um todo.”
Mantém visão construtiva com a tese, apoiada no potencial de crescimento do segmento e da companhia, execução, força da marca e qualidade do modelo de negócios.
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