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Dahlia — Improbabilidade Infinita (Maio 2026)

Abril 2026 · Dahlia Capital

Carta de Abril 2026· publicada em 08 de mai de 2026

Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
8
Publicada em
08 de mai de 2026
Trechos únicos
7

Carta sobre abril/26 publicada 37 dias depois em maio/26.

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Resumo

A carta da Dahlia Capital de abril de 2026 tem como tema central a aparente improbabilidade dos mercados globais, explorando por que a bolsa brasileira superou até mesmo o ouro em performance desde o início de 2025 e por que as bolsas mundiais operam próximas às máximas mesmo em contexto de guerra e choque de petróleo. A gestora atribui o bom desempenho dos ativos brasileiros ao dólar fraco, à diversificação para fora dos Estados Unidos e à atratividade de ativos não disruptáveis pela inteligência artificial. Para o cenário à frente, a Dahlia trabalha com três trajetórias para o preço do petróleo — desescalada, impasse prolongado e escalada —, mantendo postura otimista com ativos brasileiros ancorada nos níveis de preço considerados atrativos.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

8
  1. Seguimos posicionados principalmente em bancos, energia elétrica, commodities (petróleo principalmente) e cíclicos domésticos.

    Bancos ·Mantém posicionamento principal em bancos, ao lado de energia elétrica, commodities (sobretudo petróleo) e cíclicos domésticos, na carteira de ações Brasil.

    Energia Elétrica ·Mantém posicionamento relevante em energia elétrica no fundo de ações Brasil, ao lado de bancos, commodities e cíclicos domésticos.

  2. o Brasil, exportador líquido de petróleo e alimentos, tem uma das taxas reais de juros mais altas do mundo, o que faz com que a moeda continue a apreciar (queda do dólar).

    Espera continuidade da apreciação do real frente ao dólar, sustentada por juros reais elevados e pela posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e alimentos.

  3. Quando somamos a isso os preços atraentes e o processo de diversificação em curso, fica mais fácil entender por que a bolsa brasileira tem sido tão resiliente.

    Atribui a resiliência da bolsa brasileira a preços atraentes, resultados corporativos acima do esperado e ao processo de diversificação global em curso.

  4. Nos Estados Unidos, o S&P 500, índice da bolsa americana, está em seu nível histórico mais alto.

    Observa que o S&P 500 opera em máximas históricas, sustentado pelo boom da inteligência artificial, que mais que compensa aversão a risco e custos elevados.

  5. A questão fundamental é que a razão que tem feito o ouro subir é exatamente a mesma que tem feito a bolsa brasileira subir: o dólar fraco no mundo.

    Atribui a alta do ouro ao mesmo fator que impulsiona a bolsa brasileira: a fraqueza global do dólar.

  6. No cenário de desescalada, com o preço petróleo retornando à faixa de US$ 70-80, vemos espaço relevante para reprecificação dos ativos brasileiros, especialmente nos cíclicos domésticos. No cenário de impasse prolongado, com o petróleo se acomodando entre US$ 90-100, a tese de diversificação para fora dos Estados Unidos e para ativos não disruptáveis pela IA segue válida — é, em boa medida, o cenário em que estamos operando hoje. Já num cenário de escalada, com choque adicional de oferta e Brent acima de US$ 120, a equação muda: o impacto inflacionário global obrigaria os bancos centrais a um novo ciclo de subida dos juros, os múltiplos comprimiriam, e a postura defensiva voltaria ao centro do portfólio.

    Opera no cenário de petróleo entre US$ 90-100, vê reprecificação de ativos brasileiros se recuar a US$ 70-80 e postura defensiva acima de US$ 120.

  7. Atualmente, empresas de semicondutores e memória, por exemplo, tiveram um aumento exponencial na demanda por seus produtos e, por consequência, em suas receitas e lucros.

    Observa que empresas de semicondutores e memória vêm registrando aumento exponencial de demanda, receitas e lucros, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial.

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