Resumo
A carta macroeconômica da JGP de março de 2026 analisa os impactos do choque de oferta de energia provocado pela guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo a níveis historicamente inéditos e pressionou a inflação global. No Brasil, a gestora destaca a abertura expressiva da curva de juros — com o DI Jan28 subindo 115 bps — e avalia que o Copom deverá interromper o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março diante do risco de desancoragem das expectativas inflacionárias. O cenário doméstico é descrito como de efeito fortemente inflacionário e marginalmente recessivo, agravado pelo mercado de trabalho aquecido e por crescentes dificuldades de rolagem de dívidas no setor corporativo.
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Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
- +2.8Inflação BrasilMACROcl82
“Dados os efeitos inflacionários que já se fizeram sentir e tendo em vista que o choque de oferta de combustíveis está pegando a economia brasileira em um estado relativamente aquecido, com taxa de desemprego na mínima histórica, tem-se uma combinação perigosa para as expectativas de inflação. O risco de haver uma desancoragem importante nas expectativas de inflação nesse contexto é bastante elevado.”
Vê risco elevado de desancoragem das expectativas de inflação, dado choque de combustíveis sobre economia aquecida com desemprego em mínima histórica.
“Sendo assim, acreditamos que o Copom não terá condições de seguir cortando os juros, a não ser que a guerra acabe no curto prazo e os preços dos combustíveis voltem rapidamente para os patamares pré-guerra, o que nos parece improvável, dado o tamanho do estrago que já foi feito na produção e na logística de distribuição do petróleo.”
Espera interrupção do ciclo de corte de juros pelo Copom, dado o choque inflacionário do petróleo e risco de desancoragem das expectativas.
“Porém, o mesmo não pode ser dito para a Europa, onde o nosso cenário base é de início de um ciclo de aperto monetário em junho.”
Projeta início de ciclo de aperto monetário na Europa em junho, em resposta ao choque inflacionário decorrente da alta dos preços de energia.
“Em termos de magnitude, o deslocamento do preço do petróleo foi maior do que o visto nas crises de 1973 e 1978, com impactos nas cadeias de derivados de petróleo, gás natural e petroquímicos. Por enquanto, uma combinação de retirada de sanções, uso de estoques estratégicos e sinalizações verbais do governo americano está conseguindo conter uma exacerbação de preços. Ainda assim, esse arranjo não é um equilíbrio estável.”
Vê choque no petróleo de magnitude superior às crises de 1973 e 1978, contido temporariamente por sanções e estoques, mas em equilíbrio instável.
“No mês de março, o Real passou de 5,13 para 5,18, desvalorizando-se 1,1% frente ao Dólar, movimento que pode ser considerado bastante contido tendo em vista os impactos globais da guerra no Irã.”
Avalia que a desvalorização de 1,1% do Real frente ao Dólar em março foi contida diante dos impactos globais da guerra no Irã.
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