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Mês corrente em destaque: Juros Europa.
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Histórico
Cartas processadas
Carta
Abril 2026Publicada 01 de abr de 2026
4 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Abril 2026A carta de abril de 2026 da JGP tem como tema central o impacto do conflito entre EUA e Irã sobre os mercados globais, com destaque para a pressão nas commodities e nos juros diante da ausência de reabertura do Estreito de Hormuz. No Brasil, o Real registrou forte apreciação e o Banco Central cortou a Selic para 14,50%, enquanto as expectativas de inflação seguiram se deteriorando, reduzindo as apostas no tamanho do ciclo de cortes. A gestora ressalta o bom momento do setor de tecnologia americano e aponta prêmios expressivos nas partes intermediária e longa da curva de juros brasileira, condicionados à dissipação do choque de energia e ao maior clareza do cenário político.
“Continuamos acreditando no bom momento do setor de tecnologia nos EUA. As revisões nos ganhos das empresas têm sido marcantes e consistentes e o salto tecnológico trazido pela inteligência artificial vai ser muito significativo.”
“As partes intermediária e longa da curva têm mantido prêmios expressivos que podem vir a ser capturados quando se dissipar o choque de oferta de energia e clarear o cenário político.”
“Apesar das incertezas políticas com as eleições, o fluxo tem sido forte no ano e o principal beneficiário tem sido o Real e as bolsas de valores.”
Carta
Março 2026Publicada 01 de mar de 2026
9 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Marco 2026A carta macroeconômica da JGP de março de 2026 analisa os impactos do choque de oferta de energia provocado pela guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo a níveis historicamente inéditos e pressionou a inflação global. No Brasil, a gestora destaca a abertura expressiva da curva de juros — com o DI Jan28 subindo 115 bps — e avalia que o Copom deverá interromper o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março diante do risco de desancoragem das expectativas inflacionárias. O cenário doméstico é descrito como de efeito fortemente inflacionário e marginalmente recessivo, agravado pelo mercado de trabalho aquecido e por crescentes dificuldades de rolagem de dívidas no setor corporativo.
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“Porém, o mesmo não pode ser dito para a Europa, onde o nosso cenário base é de início de um ciclo de aperto monetário em junho.”
“Dados os efeitos inflacionários que já se fizeram sentir e tendo em vista que o choque de oferta de combustíveis está pegando a economia brasileira em um estado relativamente aquecido, com taxa de desemprego na mínima histórica, tem-se uma combinação perigosa para as expectativas de inflação. O risco de haver uma desancoragem importante nas expectativas de inflação nesse contexto é bastante elevado.”
“Sendo assim, acreditamos que o Copom não terá condições de seguir cortando os juros, a não ser que a guerra acabe no curto prazo e os preços dos combustíveis voltem rapidamente para os patamares pré-guerra, o que nos parece improvável, dado o tamanho do estrago que já foi feito na produção e na logística de distribuição do petróleo.”
Carta
Fevereiro 2026Publicada 01 de fev de 2026
3 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Fevereiro 2026A carta da JGP referente a fevereiro de 2026 analisa o ambiente macroeconômico marcado pela eclosão do conflito no Irã, que interrompeu o bom desempenho dos ativos brasileiros — Ibovespa em alta de 4,1% e Real apreciado 2,6% no bimestre — e elevou a aversão ao risco global com reflexos no petróleo e nas moedas emergentes. No cenário doméstico, a gestora destaca a surpresa negativa do IPCA-15 de fevereiro e a posição técnica desfavorável no mercado de juros, com risco de reversão abrupta caso o fluxo de saída se intensifique. Diante desse quadro, a JGP afirma adotar posicionamento tático e cauteloso, monitorando a duração do conflito e seus possíveis impactos sobre inflação e fluxo de capitais estrangeiros para o Brasil.
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“Existe uma posição técnica desfavorável nos mercados, principalmente de juros, onde a maioria dos "players" está aplicada em taxas, posição esta que fica agravada pelo fato de o Tesouro Nacional fazer leilões semanais de colocação de papéis. Esses novos papéis precisam ser absorvidos em um momento que os investidores estão perdendo dinheiro. Pode ser que o Tesouro faça uma pausa nos leilões, mas a experiência mostra que ciclos de forte posicionamento no mercado de juros brasileiro podem se reverter de maneira abrupta, quando há um fato novo e a porta de saída fica estreita.”
“a volatilidade causada pela guerra do golfo, que repercutiu em maiores preços do petróleo e aumento da aversão a risco pode interromper esse bom momento.”
Carta
Janeiro 2026Publicada 01 de jan de 2026
4 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Janeiro 2026A JGP avalia que o ambiente externo segue favorável a ativos de risco, com o Fed pausando o ciclo de cortes após 75bps de redução e dados econômicos americanos na "temperatura certa", enquanto o enfraquecimento do dólar impulsionou fluxos para emergentes, metais e bolsas. No Brasil, a gestora projeta crescimento do PIB em torno de 2% a.a. em 2026, sustentado por estímulos parafiscais como a isenção de IR até R$ 5 mil/mês, e antecipa um ciclo moderado de cortes de juros pelo Banco Central da ordem de 250bps, com início em março e ritmo de 50bps por reunião até setembro. O cenário eleitoral, com provável polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, é apontado como fator de incerteza para a continuidade do ciclo monetário a partir do resultado do pleito.
“O Banco Central anunciou que vai começar a cortar a taxa de juros em março, mas com "serenidade". Esperamos um ritmo de 50 bps por reunião até setembro, véspera da eleição. Por ora, o que é possível enxergar, é um ciclo moderado de cortes de juros (250 bps) que, junto com o estímulo fiscal, deverá deixar a economia girando próxima do crescimento potencial (2,0% a.a.).”
“O resultado da combinação destes fatos foi o enfraquecimento do Dólar frente a praticamente todas as moedas, com destaque para as moedas emergentes.”
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“O fluxo de capitais para ativos não americanos se intensificou, gerando fortes altas em metais como ouro e prata, e em ações de empresas de países emergentes.”
Carta
Janeiro 2026Publicada 01 de jan de 2026
9 conceitos
JGP Asset Carta Gestao Acoes 2026A JGP dedica sua carta de janeiro de 2026 ao tema da alocação de capital como principal fator microeconômico de geração de valor, analisando os ciclos de ROIC de 83 empresas domésticas não financeiras nos últimos 15 anos e concluindo que o período 2021–2023 registrou retornos operacionais comparáveis aos da recessão de 2015–2016, apesar do crescimento econômico robusto. A gestora apresenta um "Índice de Disciplina" construído via NLP a partir de mais de 50 mil páginas de conference calls, que aponta reversão do discurso corporativo em direção a maior conservadorismo após a euforia pós-pandemia. Como pano de fundo para 2026, a JGP observa valuations menos descontados do que no início de 2025, ciclo operacional em recuperação e ambiente eleitoral como principal fonte de incerteza, mantendo concentração em utilities e setor financeiro.
“Hoje vemos a Vibra mais focada no seu negócio principal, revisando seu portfólio e se desfazendo das participações na Zeg e na Evolua. Em paralelo, já manifestou publicamente que a venda da Comerc é uma possibilidade. Somando isso ao combate à ilegalidade, ao foco operacional na eficiência e na proposta de valor ao cliente, ficamos bastante mais otimistas com a trajetória futura da companhia.”
“Naquele momento, víamos um viés claro da gestão em focar no core business, um cenário de mercado favorável para geradores térmicos (necessários para regular uma matriz que crescera muito nos últimos anos em cima de recursos intermitentes), além de uma assimetria de preço bastante favorável. Entendíamos ali que os leilões de capacidade seriam uma constante no setor elétrico e a Eneva estava numa posição muito privilegiada para capturar esse crescimento.”
“O Itaú é um exemplo claro de instituição em que a disciplina na alocação de capital é, há muitos anos, uma característica central da cultura, perceptível na interação com executivos e controladores. Mais do que um atributo isolado, essa disciplina se materializa no foco permanente em mensurar retornos para diversos segmentos e verticais, na exigência rigorosa de prêmios de risco e na disposição de devolver capital ao acionista sempre que não identifica oportunidades atrativas de reinvestimento ajustadas ao risco.”
Carta
Dezembro 2025Publicada 01 de dez de 2025
3 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Dezembro 2025A carta macroeconômica de dezembro de 2025 da JGP avalia o cenário externo e doméstico, destacando a continuidade do ciclo de cortes do Federal Reserve em meio a dados mistos e distorções nas estatísticas de inflação americana. No Brasil, a gestora descreve um ano de elevada volatilidade, no qual o aperto monetário promovido pelo BCB e uma postura fiscal menos expansionista contribuíram para a reversão da desvalorização do Real e para o encerramento do IPCA próximo a 4,3%. Para 2026, a JGP aponta desafios como o mercado de trabalho aquecido, estímulos fiscais em curso e o ambiente eleitoral, mantendo como cenário base a continuidade da desaceleração da atividade e a possibilidade de início do ciclo de queda da Selic em janeiro, com probabilidade reconhecidamente reduzida.
“A concretização desse cenário será fundamental para manter a tendência de desinflação – em particular da inflação de serviços –, promover alguma redução à frente também das expectativas de inflação e criar condições para um ciclo de queda da Selic menos sujeito a interrupções prematuras.”
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“O Real reverteu a desvalorização observada no último trimestre de 2024, propiciando uma bem-vinda desinflação de bens e alimentos com efeitos secundários importantes para a inflação de serviços e levando o IPCA a encerrar o ano próximo de 4,3%.”
Carta
Novembro 2025Publicada 01 de nov de 2025
1 conceito
JGP Carta Macroeconomica - Novembro 2025A carta macroeconômica de novembro de 2025 da JGP analisa o cenário externo e doméstico, destacando o impacto do shutdown americano sobre o PIB dos EUA e os sinais mistos do mercado de trabalho, com o Fed sinalizando corte de 25 bps em dezembro apesar de divisão interna no FOMC. No Brasil, a gestora aponta desaceleração da atividade econômica — com PIB praticamente estagnado na segunda metade do ano — e projeta início do ciclo de cortes de juros pelo Copom em janeiro de 2026, condicionado à evolução das expectativas de inflação e ao cenário eleitoral, que deve trazer volatilidade aos ativos brasileiros em 2026.
“Por ora, seguimos projetando início do corte de juros em janeiro de 2026. Acreditamos que a evolução do cenário, com novos dados de inflação e atividade, irão seguir na direção favorável.”
Carta
Outubro 2025Publicada 01 de out de 2025
2 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Outubro 2025A carta macroeconômica de outubro de 2025 da JGP analisa o cenário externo e doméstico, destacando o shutdown prolongado nos EUA como fator de estagnação do PIB norte-americano no 4º trimestre e a possibilidade de novo corte de juros pelo Fed em dezembro. No Brasil, a gestora aponta arrefecimento da atividade e da inflação, com o Banco Central mantendo a Selic em 15%, mas com ata considerada mais dovish, o que elevou a probabilidade de corte de 50 bps em janeiro de 2026. Os ativos brasileiros tiveram desempenho positivo em outubro, com alta do Ibovespa, apreciação do Real e fechamento da curva de juros, sustentados pelo elevado diferencial de juros e pela liquidez global favorável.
“Seguimos com call de corte de 50 bps em janeiro, pois achamos que os dados até lá vão seguir mostrando melhora, tanto da inflação, quanto da atividade.”
“Desde que o Federal Reserve (Fed) voltou a cortar a taxa de juros norte-americana, a tendência de apreciação das moedas de países emergentes se acentuou. A iminência de um ciclo de relaxamento monetário no Brasil adiciona interesse em posições aplicadas, apesar de a curva de juros já apreçar um corte de tamanho razoável. Por fim, há alguma preocupação sobre o fluxo cambial no fim do ano, dado que em dez/24 ocorreu uma conjunção desfavorável de fatores, mas, por ora, o mercado cambial segue tranquilo, com tendência de apreciação do Real.”
Carta
Setembro 2025Publicada 01 de set de 2025
4 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Setembro 2025A carta macroeconômica da JGP de setembro de 2025 aborda o cenário externo marcado por sinais contraditórios na economia americana, com o Fed retomando o ciclo de cortes de juros diante da fragilidade do mercado de trabalho, o que impulsionou ativos de risco globalmente. No Brasil, a gestora destaca o enfraquecimento da atividade econômica, com PIB do 3º trimestre projetado negativo na margem, enquanto a inflação de serviços persistente mantém o Banco Central inclinado a preservar a Selic elevada por período prolongado. No campo político, a carta registra a recuperação de popularidade de Lula e a desorganização da oposição de direita, em um cenário eleitoral ainda considerado distante e indefinido pelos participantes do mercado.
“Acreditamos que o banco central americano seguirá reduzindo a taxa inferior da banda de fed funds até 3,25%, o que provavelmente ocorrerá no meio de 2026.”
“o Real teve ganho de 2,1% frente ao Dólar”
“A evolução dos dados ainda não é suficiente para dar conforto ao Banco Central (BC) para iniciar uma trajetória de corte de juros. Por este motivo, o BC tem optado por comunicar que pretende manter a taxa Selic inalterada por muito tempo.”
Carta
Agosto 2025Publicada 01 de ago de 2025
3 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Agosto 2025A carta macroeconômica da JGP referente a agosto de 2025 analisa o cenário externo e doméstico, destacando a revisão baixista do payroll americano e a sinalização do Fed para um corte de 25bps em setembro, com o ciclo projetado encerrando o fed funds em 3,3% em meados de 2026. No Brasil, os ativos financeiros registraram desempenho positivo no período, impulsionados pela desaceleração gradual da atividade econômica, moderação da inflação e movimentações políticas em torno do Governador Tarcísio de Freitas, visto pelo mercado como potencial candidato presidencial em 2026; a gestora projeta início do ciclo de corte de juros pelo BCB em janeiro de 2026, com risco de antecipação para dezembro de 2025.
“Essa evolução do cenário favoreceu as posições aplicadas em taxas de juros e reforçou a convicção de que em um futuro não muito distante o Banco Central do Brasil (BCB) deve iniciar um ciclo de corte de juros. Estamos projetando que esse início do ciclo ocorra em jan/26, com risco de ser antecipado para dez/25.”
“Acreditamos que o FED entregará um corte de 25bps na próxima reunião (setembro), e irá implementar mais alguns cortes da mesma magnitude, terminando o ciclo com o "fed funds" em 3,3% no meio de 2026.”
“O bom desempenho dos ativos veio no bojo de um cenário global mais favorável, onde o Dólar perdeu valor contra a maioria das moedas, as taxas de juros caíram na parte curta da curva norte-americana e as bolsas de valores tiveram valorização.”
Carta
Julho 2025Publicada 01 de jul de 2025
3 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Julho 2025A carta da JGP referente a julho de 2025 aborda o cenário macroeconômico global e doméstico, com destaque para a deterioração das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio de tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros, motivadas por razões políticas, o que provocou queda do Ibovespa, desvalorização do real e abertura das taxas de juros. Nos EUA, o S&P 500 registrou o terceiro mês consecutivo de alta, enquanto o Fed manteve os juros inalterados diante de sinais mistos entre inflação persistente e enfraquecimento do mercado de trabalho. No Brasil, o cenário eleitoral de 2026 emerge como fator crescente de influência sobre os ativos financeiros, com os desdobramentos políticos recentes adicionando incerteza ao ambiente já desafiador.
“as taxas de juros abriram 26 bps no vértice de Jan/27 e 50 bps no Jan/29, apesar de os dados indicarem recuo da inflação e moderação do nível de atividade econômica.”
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“O índice Ibovespa caiu 4,2% no mês, o Real desvalorizou 3,1% frente ao Dólar e as taxas de juros abriram 26 bps no vértice de Jan/27 e 50 bps no Jan/29, apesar de os dados indicarem recuo da inflação e moderação do nível de atividade econômica.”
Carta
Junho 2025Publicada 01 de jun de 2025
4 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Junho 2025A carta macroeconômica de junho de 2025 da JGP analisa o cenário global e doméstico, destacando a forte performance dos ativos de risco nos EUA — com o S&P 500 acumulando alta de 11% em dois meses — em meio a incertezas fiscais, tarifárias e geopolíticas persistentes. No Brasil, o Real se valorizou frente ao Dólar, a curva de juros apresentou fechamento relevante na parte longa e os ativos locais se beneficiaram do movimento global de diversificação para fora dos EUA. A gestora aponta melhora nos indicadores de inflação doméstica e projeta o início de um novo ciclo de corte da Selic para o primeiro trimestre de 2026, após o Banco Central sinalizar manutenção da taxa em 15% por período prolongado.
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“Acreditamos que a dinâmica mais favorável dos indicadores econômicos irá possibilitar uma revisão para baixo na expectativa de inflação para 2026 em diante e que o próximo ciclo de corte de juros deverá ter início no primeiro trimestre do ano que vem.”
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“No Brasil, houve uma grande valorização do Real frente ao Dólar, que passou de 5,72 para 5,43, e um "flattening" da curva de juros, com a parte curta (jan 27) fechando 4 bps e a parte mais longa (jan 29 e jan 31) fechando 52 bps e 55 bps, respectivamente. Os ativos brasileiros vêm se beneficiando do ambiente global de busca por diversificação de ativos para fora dos EUA e do carrego de juros atrativo.”
Carta
Maio 2025Publicada 01 de mai de 2025
0 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Maio 2025A JGP avalia que maio de 2025 foi marcado por menor volatilidade global, com recuperação parcial dos ativos de risco após sinais de desescalada tarifária entre EUA e China, enquanto o ambiente de incerteza fiscal e comercial americano persistiu. No Brasil, a gestora destaca que nunca acreditou em um cenário deflacionário decorrente das tarifas, dado o caráter fechado da economia brasileira, e aponta que fundamentos domésticos — atividade robusta, mercado de trabalho aquecido, inflação elevada e expectativas desancoradas — tornam improvável um corte de juros em 2025. O desempenho dos ativos locais foi modesto, com leve alta do Ibovespa (1,5%), pequena desvalorização do real (0,9%) e flattening da curva de juros, enquanto o câmbio permaneceu sem tendência clara diante de fluxos desfavoráveis em conta-corrente.
Carta
Abril 2025Publicada 01 de abr de 2025
2 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Abril 2025A carta da JGP referente a abril de 2025 analisa o impacto das tarifas de importação anunciadas pelo governo Trump — batizadas de "Dia da Libertação" — sobre os mercados financeiros globais, destacando a elevada volatilidade e a desvalorização do dólar frente a moedas desenvolvidas e asiáticas. No Brasil, o cenário tarifário foi interpretado como desinflacionário, com o Real se valorizando levemente e o Ibovespa registrando alta de 3,7% no mês. A gestora avalia que o Banco Central brasileiro deve interromper o ciclo de aperto monetário, mas mantendo juros elevados por período prolongado diante da inflação ainda desancorada e da desaceleração gradual da economia.
“acreditamos que o Banco Central deve interromper o ciclo de aperto monetário, mas deverá sinalizar que as taxas de juros permanecerão elevadas enquanto não houver uma convergência consistente da inflação — o que, ao nosso ver, ainda deve levar bastante tempo.”
“No Brasil, o Real fechou o mês a 5,67, abaixo do patamar de 5,71 do fim de março.”
Carta
Março 2025Publicada 01 de mar de 2025
0 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Marco 2025A carta macroeconômica de março de 2025 da JGP analisa o impacto das tarifas recíprocas anunciadas pelos Estados Unidos no "Liberation Day" (2 de abril), destacando a fórmula considerada arbitrária e o choque negativo gerado nos mercados globais, com o S&P recuando quase 15% em seu pior momento. No Brasil, os ativos apresentaram boa performance em março — com o Ibovespa subindo 6,1% e o real se apreciando cerca de 3% —, mas esse movimento se reverteu no início de abril com a escalada tarifária, enquanto a gestora aponta que a fragilidade fiscal estrutural torna o país mais vulnerável a choques externos, ainda que sua economia relativamente fechada atenue os efeitos recessivos diretos.
Carta
Fevereiro 2025Publicada 01 de fev de 2025
0 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Fevereiro 2025A carta da JGP de fevereiro de 2025 analisa o cenário macroeconômico global e doméstico, com destaque para as incertezas geradas pela política tarifária do governo Trump, que elevou a volatilidade nos mercados e pode provocar desaceleração mais intensa da economia americana. No Brasil, os ativos financeiros apresentaram desempenho influenciado principalmente pelo front externo, com investidores estrangeiros aproveitando os juros elevados para posições aplicadas, enquanto o Banco Central elevou a Selic em 100 bps e sinalizou ajuste de menor magnitude para maio, condicionado à evolução da inflação e das expectativas.
Carta
Janeiro 2025Publicada 01 de jan de 2025
0 conceitos
JGP Carta Macroeconomica - Janeiro 2025A JGP analisa o cenário macroeconômico de janeiro de 2025, marcado por cautela nos mercados globais diante de dados robustos da economia americana, incertezas sobre a política tarifária do governo Trump e postura mais conservadora do Fed, que manteve os juros no intervalo de 4,25%–4,50%. No Brasil, os ativos ensaiaram recuperação após o dezembro turbulento — impulsionado pela decepção com o pacote fiscal e pela sazonalidade de remessas ao exterior —, com o câmbio se acomodando em torno de R$ 5,80, embora a gestora aponte deterioração contínua das expectativas de inflação e da dinâmica da dívida/PIB como fatores que mantêm o quadro geral desafiador para os ativos brasileiros.
Repertório
Conceitos recorrentes
Temas que aparecem em mais cartas desta gestora — ordenados pela frequência. O score é a média das extrações.