Ago. 2026 – Retorno a Ítaca
Agosto 2026 · Mar Asset Management
Coletada em 08 de ago. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 8
- Publicada em
- 07 de ago de 2026
- Trechos únicos
- 8
Resumo
A Mar Asset descreve 2026 como um ano de forte adversidade para o portfólio, marcado pelo impacto da guerra EUA-Irã sobre as teses de convergência de juros no Brasil e de ações americanas ligadas à inteligência artificial. A gestora avalia que a pressão inflacionária global é temporária e concentrada em choques de oferta, enquanto no Brasil destaca o risco de desaceleração não linear do crédito às famílias como principal preocupação do BCB — e analisa o cenário eleitoral de 2026, argumentando que Lula não seria favorito à reeleição com base em métricas de avaliação de governo. Diante do ambiente adverso, a Mar optou por reduzir exposições e retornar ao CDI na maior parte do portfólio, mantendo posições simplificadas nas teses de juros brasileiros e de infraestrutura de IA, com destaque para os chamados Powered Shell Providers como nova classe de ativos.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Na nossa visão, se 2025 foi marcado pela corrida por GPUs, 2026 consolidou uma nova etapa dessa disputa: a corrida por megawatts. Chips de última geração continuam escassos e estratégicos, mas colocá-los em operação passou a depender de um gargalo ainda mais determinante: energia disponível no prazo necessário.”
Vê energia como o gargalo central da expansão da IA em 2026, com corrida por megawatts sucedendo a disputa por GPUs.
- +2.8Powered Shell ProvidersSETORcl82
“Em um ambiente em que o time to power se tornou o ativo mais escasso, esse modelo combina contratos de 10 a 20 anos, menor exposição ao risco tecnológico e retornos médios próximos de 20% ao ano, em dólares, sobre o capital investido.”
Vê nos Powered Shell Providers um modelo atrativo, com contratos de 10 a 20 anos, baixo risco tecnológico e retornos próximos de 20% ao ano em dólares.
“alocar o caixa em CDI, o melhor ativo livre de risco do mundo, e manter exposição estrutural a ações americanas, o melhor ativo de risco do mundo.”
Mantém exposição estrutural a ações americanas, consideradas pelo gestor o melhor ativo de risco do mundo, sem risco de moeda.
- +2.5Juros nominais brasileiros (prefixados)MACROcl72
“Era, portanto, um caminho razoavelmente bem defendido para quem aplicasse em juros: já tínhamos contratado ao menos um ciclo de calibração, que poderia se transformar, depois das eleições, em um dos maiores ciclos de fechamento de juros das últimas décadas.”
Vê assimetria favorável em aplicar em juros prefixados, com ciclo de calibração já contratado e potencial de grande fechamento adicional após as eleições.
“A principal novidade do ano foi a evolução dos agentes de IA, especialmente daqueles voltados à programação. Até pouco tempo, a interação com modelos de inteligência artificial era predominantemente baseada em perguntas e respostas. Com os agentes, essa relação mudou de patamar: os modelos passaram a executar tarefas completas de forma autônoma, seguindo instruções em linguagem natural e conduzindo fluxos de trabalho sem supervisão constante.”
Vê a evolução dos agentes de IA como principal novidade do ano, catalisando adoção corporativa e aceleração exponencial da demanda por computação.
“Acreditamos, porém, que desta vez a pressão inflacionária é de fato temporária e restrita aos itens ligados ao petróleo, simplesmente porque há pouca pressão de demanda.”
Vê a pressão inflacionária do petróleo como temporária e restrita, dada a ausência de pressão de demanda na economia americana.
“Entre os riscos brasileiros, concentramos exposição em câmbio e bolsa via opções de EWZ, evitando posições aplicadas em juros.”
Concentra exposição aos riscos brasileiros em câmbio e bolsa via opções de EWZ, evitando posições aplicadas em juros.
“Nos últimos meses, o mercado foi soterrado por anúncios incessantes de novos programas públicos de estímulo, e essa avalanche, somada à guerra e à pressão das curvas globais, corroeu a confiança do aplicador de juros no Brasil.”
Vê a confiança do aplicador de juros no Brasil corroída pela avalanche de estímulos públicos, pela guerra e pela pressão das curvas globais.
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