Carta Mensal Santander - Março 2026
Março 2026 · Santander Asset Management
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
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Resumo
A carta da Santander Asset Management referente a março de 2026 aborda o cenário macroeconômico global e doméstico, com destaque para o protecionismo comercial americano após a derrubada das tarifas do IEEPA e a manutenção dos juros pelo Fed em 3,75%. No Brasil, a gestora aponta a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, com projeção de encerramento do ano em 12,5%, e registra desempenho positivo do Ibovespa no mês, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pelo enfraquecimento global do dólar. Nas alocações, a casa manteve postura construtiva em renda fixa prefixada e renda variável local, adotando maior seletividade após a forte valorização recente dos ativos.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Seguimos com visão favorável para a renda variável local e mantivemos viés positivo para as Bolsas globais. O redirecionamento de fluxos para fora dos EUA tem beneficiado o mercado brasileiro, impulsionando o desempenho do Ibovespa no ano. Diante da expectativa de continuidade desse movimento de diversificação global das carteiras e da perspectiva de queda dos juros no Brasil, seguimos construtivos com a Bolsa local, ainda que mais seletivos após a forte valorização recente.”
Mantém visão construtiva para o Ibovespa, sustentada pelo fluxo estrangeiro e queda de juros, mas adota maior seletividade após a forte valorização recente.
“Nosso cenário base assume que a taxa Selic em terminará o ano de 2026 em 12,5%.”
Projeta Selic encerrando 2026 em 12,5%, com início do ciclo de flexibilização em março via corte de 0,5%, calibrado por inflação, fiscal e câmbio.
“Em termos setoriais, ampliamos a alocação no segmento de utilities e reduzimos a exposição ao setor de mineração.”
Ampliou a alocação setorial em utilities na bolsa local, em contrapartida à redução da exposição ao setor de mineração.
“No Brasil, os efeitos defasados da política monetária contracionista continuam tendo impacto nos dados locais, com a atividade mostrando sinais de moderação e a inflação evoluindo de forma benigna, embora o IPCA-15 de fevereiro tenha apresentado surpresa altista. Nesse contexto, o Banco Central deve iniciar o ciclo de cortes de juros na sua reunião de março. Diante dessa perspectiva, estamos mantendo postura construtiva na alocação em renda fixa local, com preferência por títulos prefixados.”
Mantém postura construtiva em renda fixa local, com preferência por prefixados, esperando início do ciclo de cortes da Selic em março.
“Além disso, o posicionamento nos setores de utilities e mineração contribuiu para o desempenho das carteiras.”
Reduziu exposição ao setor de mineração após contribuição positiva da posição para o desempenho das carteiras no mês.
“O ambiente de dólar mais fraco no cenário global, o elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA e a continuidade da forte entrada de recursos estrangeiros nos mercados locais têm sustentado o bom desempenho do Real. Ainda assim, a evolução dos temas relacionados ao quadro fiscal e ao cenário eleitoral doméstico seguem como pontos de atenção e podem exercer pressões sobre o câmbio ao longo de 2026.”
Mantém posicionamento neutro em câmbio, vendo Real sustentado por dólar global fraco, diferencial de juros e fluxo estrangeiro, mas com riscos fiscal e eleitoral em 2026.
“Ao longo do mês, encerramos a posição vendida em inflação implícita e seguimos com posições aplicadas em títulos prefixados, além de posição comprada em ativos atrelados à inflação com vencimentos longos.”
Encerrou a posição vendida em inflação implícita e mantém posição comprada em ativos atrelados à inflação com vencimentos longos.
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