Carta Mensal Santander - Abril 2026
Abril 2026 · Santander Asset Management
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
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Resumo
A carta de abril de 2026 da Santander Asset Management aborda o início do ciclo de cortes da Selic no Brasil — com redução de 0,25%, para 14,75% — em um cenário marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e alta do petróleo, que pressionam a inflação globalmente. A gestora revisou sua projeção de IPCA 2026 para 4,6% e mantém expectativa de Selic em 12,5% ao final do ano, avaliando que os vetores de médio prazo — moderação do mercado de trabalho, desaceleração da demanda e estabilidade cambial — sustentam a continuidade do ajuste monetário em passos conservadores. Nos portfólios, o posicionamento construtivo em renda fixa prefixada e em renda variável local gerou resultados negativos no mês, impactados pela alta dos juros na curva e pelo recuo do Ibovespa.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“No Brasil, o ambiente internacional trouxe maior volatilidade e correção dos preços após o movimento de valorização dos últimos meses. Ainda assim, com a expectativa de retomada dos fluxos e queda dos juros, mantemos visão construtiva para a Bolsa local.”
Mantém visão construtiva para a Bolsa local, apoiada pela expectativa de retomada dos fluxos e queda dos juros, apesar da volatilidade recente.
“Ao longo do mês, carregamos posições aplicadas em títulos prefixados e comprada em ativos atrelados à inflação de vencimentos longos.”
Mantém posição comprada em títulos atrelados à inflação de vencimentos longos, refletindo visão construtiva para a renda fixa local.
“No cenário internacional, com a pressão recente dos preços do petróleo, esperamos que a convergência da inflação americana para a meta seja mais lenta, mas a trajetória de desaceleração deve continuar, sustentando a expectativa de cortes de juros pelo Fed ao longo do ano.”
Vê pressão recente do petróleo tornando a convergência da inflação americana à meta mais lenta, sem impedir a continuidade da desaceleração e dos cortes do Fed.
“No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento negativo das Bolsas globais, mas sofreu uma queda de menor magnitude, beneficiado pela participação relevante do setor de petróleo e gás, que teve comportamento positivo no mês. Em termos setoriais, praticamente todos os segmentos do Ibovespa recuaram, com exceção do setor de óleo e gás, que se beneficiou da alta dos preços do petróleo.”
Observa que o setor de petróleo e gás sustentou o Ibovespa no mês, sendo o único segmento em alta, beneficiado pela valorização do petróleo.
“Considerando que o mercado de renda fixa reflete um espaço limitado para cortes ao longo do ano, há um potencial atrativo de retornos nas posições em renda fixa local, desde que o cenário de tensões geopolíticas se mostre limitado no tempo.”
Vê potencial atrativo de retornos na renda fixa local, já que o mercado precifica espaço limitado para cortes, condicionado a tensões geopolíticas curtas.
“O elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA e a potencial retomada da entrada de recursos estrangeiros nos mercados locais seguem como fatores de suporte ao Real. Ainda assim, a evolução dos temas relacionados ao quadro fiscal e ao cenário eleitoral doméstico permanece como ponto de atenção e pode exercer pressão sobre o câmbio ao longo de 2026.”
Vê o Real sustentado pelo elevado diferencial de juros e potencial retomada do fluxo estrangeiro, mas com riscos fiscais e eleitorais pressionando o câmbio em 2026.
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