Adam Capital - Carta Mensal Dez/2025
Dezembro 2025 · Adam Capital
Coletada em 18 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
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Resumo
A carta da ADAMCapital de dezembro de 2025 revisita as teses formuladas um ano antes, avaliando acertos e erros ao longo do ciclo: a gestora acertou o crescimento robusto da economia americana e o impacto limitado das tarifas sobre a inflação, mas errou na trajetória do dólar — identificado como o principal equívoco do período, com reflexos na performance dos fundos multimercado. No cenário prospectivo, a gestora projeta manutenção da Selic em torno de 15% ao longo de 2026, sustentada por pressões persistentes de demanda doméstica, impulso fiscal pré-eleitoral e baixo crescimento de produtividade no Brasil, enquanto nos EUA antecipa economia pujante e ausência de cortes de juros pelo Fed no primeiro semestre.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Desta forma, em nosso cenário-base seguimos vendo como mais provável a manutenção da Selic em torno de 15% neste ano (atribuímos cerca de 60% de probabilidade). Se o Banco Central cortar a Selic, vemos uma chance elevada de frustração porque diante dos fatores listados acima, parece-nos provável que a inflação de demanda seguirá subindo.”
Vê como cenário-base a manutenção da Selic em torno de 15% no ano, com 60% de probabilidade, e considera provável frustração caso haja corte.
“Nesse contexto, seguimos avaliando que as empresas americanas estão melhor posicionadas e oferecem a melhor relação risco-retorno, especialmente à luz da underperformance recente frente a outros índices globais.”
Mantém preferência por empresas americanas, vistas como melhor posicionadas e com a melhor relação risco-retorno, reforçada pela underperformance recente frente a outros índices globais.
“À medida que esse vento deixar de soprar — ou mudar de direção — a inflação passará a revelar um núcleo mais resistente, compatível com uma economia operando próxima do seu limite não inflacionário de crescimento.”
Espera que a inflação brasileira revele núcleo mais resistente conforme se dissipem choques favoráveis como câmbio, refletindo economia próxima do limite não inflacionário.
“Pelo lado "positivo", avaliamos que o evento pode reduzir bastante o preço do petróleo ao longo do tempo, na medida em que a Venezuela possui uma enorme reserva subaproveitada de petróleo bruto e que agora pode rapidamente aumentar a sua produção diante de investimentos americanos. A eventual queda do preço petróleo, por sua vez, geraria impactos baixistas na inflação brasileira.”
Avalia que a intervenção americana na Venezuela pode reduzir o preço do petróleo ao longo do tempo, dado o potencial de aumento da produção venezuelana.
“Na realidade, nosso erro na hipótese de câmbio explica boa parte do erro na projeção de inflação.”
Reconhece que errou a hipótese de câmbio em 2025, subestimando a valorização do real, o que explicou boa parte do erro na projeção de inflação.
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