Adam CapitalMultimercadoDez 2025

Adam Capital - Carta Mensal Dez/2025

Dezembro 2025 · Adam Capital

Carta de Dezembro 2025· publicada em 07 de jan de 2026

Coletada em 18 de mai. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
5
Publicada em
07 de jan de 2026
Trechos únicos
5

Carta sobre dezembro/25 publicada 37 dias depois em janeiro/26.

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Resumo

A carta da ADAMCapital de dezembro de 2025 revisita as teses formuladas um ano antes, avaliando acertos e erros ao longo do ciclo: a gestora acertou o crescimento robusto da economia americana e o impacto limitado das tarifas sobre a inflação, mas errou na trajetória do dólar — identificado como o principal equívoco do período, com reflexos na performance dos fundos multimercado. No cenário prospectivo, a gestora projeta manutenção da Selic em torno de 15% ao longo de 2026, sustentada por pressões persistentes de demanda doméstica, impulso fiscal pré-eleitoral e baixo crescimento de produtividade no Brasil, enquanto nos EUA antecipa economia pujante e ausência de cortes de juros pelo Fed no primeiro semestre.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

5
  1. Nesse contexto, seguimos avaliando que as empresas americanas estão melhor posicionadas e oferecem a melhor relação risco-retorno, especialmente à luz da underperformance recente frente a outros índices globais.

    Mantém preferência por empresas americanas, vistas como melhor posicionadas e com a melhor relação risco-retorno, reforçada pela underperformance recente frente a outros índices globais.

    • +2.3Inflação BrasilMACROcl72
    À medida que esse vento deixar de soprar — ou mudar de direção — a inflação passará a revelar um núcleo mais resistente, compatível com uma economia operando próxima do seu limite não inflacionário de crescimento.

    Espera que a inflação brasileira revele núcleo mais resistente conforme se dissipem choques favoráveis como câmbio, refletindo economia próxima do limite não inflacionário.

  2. Desta forma, em nosso cenário-base seguimos vendo como mais provável a manutenção da Selic em torno de 15% neste ano (atribuímos cerca de 60% de probabilidade). Se o Banco Central cortar a Selic, vemos uma chance elevada de frustração porque diante dos fatores listados acima, parece-nos provável que a inflação de demanda seguirá subindo.

    Vê como cenário-base a manutenção da Selic em torno de 15% no ano, com 60% de probabilidade, e considera provável frustração caso haja corte.

  3. Pelo lado "positivo", avaliamos que o evento pode reduzir bastante o preço do petróleo ao longo do tempo, na medida em que a Venezuela possui uma enorme reserva subaproveitada de petróleo bruto e que agora pode rapidamente aumentar a sua produção diante de investimentos americanos. A eventual queda do preço petróleo, por sua vez, geraria impactos baixistas na inflação brasileira.

    Avalia que a intervenção americana na Venezuela pode reduzir o preço do petróleo ao longo do tempo, dado o potencial de aumento da produção venezuelana.

  4. Na realidade, nosso erro na hipótese de câmbio explica boa parte do erro na projeção de inflação.

    Reconhece que errou a hipótese de câmbio em 2025, subestimando a valorização do real, o que explicou boa parte do erro na projeção de inflação.

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