Resumo
A carta macroeconômica da JGP referente a junho de 2026 tem como tema central os impactos da forte queda do petróleo (Brent -20% no mês) e da mudança de postura do Fed sob Kevin Warsh, que sinalizou maior rigor no combate à inflação, elevando as taxas curtas dos Treasuries e fortalecendo o dólar globalmente. No Brasil, a gestora destaca a deterioração das expectativas de inflação no Focus, a resiliência da atividade econômica e o corte de 0,25 p.p. na Selic pelo BCB — para 14,25% —, com a JGP projetando mais um corte em agosto, seguido de pausa dependente da estabilização das expectativas inflacionárias.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, mudou a forma de comunicação, com um texto mais conciso e mais genérico, sem "forward guidance". Na entrevista que se seguiu à reunião, Warsh fez questão de afirmar que não irá tolerar mais desvios em relação à meta de inflação, o que já vem acontecendo há vários anos. Com isso, passou a impressão de que uma alta de juros pode estar a caminho.”
Vê possibilidade de alta de juros nos EUA após novo presidente do Fed, Kevin Warsh, sinalizar menor tolerância a desvios da meta de inflação.
“O índice de ações S&P 500 teve perda de 1% no mês, sentido também os efeitos do juro esperado mais alto.”
Observa queda de 1% no S&P 500 no mês, pressionado pela expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.
“o Dólar teve valorização contra a maioria das moedas de países desenvolvidos: enquanto o Dólar Index valorizou 2,0% no mês, o Euro perdeu 2,1% e a moeda da China perdeu 0,30% frente ao Dólar, interrompendo um ciclo de valorização que já vinha durando alguns meses.”
Observa valorização de 2,0% do Dólar Index no mês contra moedas desenvolvidas, com Euro cedendo 2,1% e yuan interrompendo ciclo de fortalecimento.
“o Euro perdeu 2,1% e a moeda da China perdeu 0,30% frente ao Dólar, interrompendo um ciclo de valorização que já vinha durando alguns meses.”
Observa que o Euro recuou 2,1% frente ao Dólar em junho, interrompendo ciclo de valorização diante da mudança de comunicação do Fed.
“Em relação aos ativos financeiros, houve desvalorização de 2,6% do Real no mês, que pode ser creditada ao movimento global de fortalecimento do Dólar.”
Atribui a desvalorização de 2,6% do Real no mês ao movimento global de fortalecimento do Dólar.
“Houve ainda um deslocamento para cima da curva de juros, com o DI jan 29 abrindo 25 bps e o Jan 31 abrindo 29 bps. Isso se explica pelo ajuste das expectativas do mercado em relação à política monetária, com menor espaço para queda de juros.”
Observa deslocamento para cima da curva de juros brasileira, refletindo ajuste das expectativas de política monetária com menor espaço para queda da Selic.
“O preço do Brent caiu 20% no mês, tendo impacto nas curvas de juros e nas moedas ao redor do mundo.”
Observa queda de 20% do Brent no mês, atribuída ao encaminhamento dos conflitos no Oriente Médio, com impacto sobre curvas de juros e moedas globais.
“o Ibovespa caiu 1% no mês, seguindo o ambiente global mais desafiador e as dificuldades domésticas como juro alto e proximidade das eleições, onde a incerteza sobre a política fiscal nos próximos anos vai ganhando importância.”
Gestor observa queda de 1% do Ibovespa no mês, pressionado por ambiente global desafiador, juro alto e incerteza fiscal ligada às eleições.
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