Carta Mensal Persevera Asset Management - Abril 2026 (Um Novo Porto Seguro)
Abril 2026 · Persevera Asset Management
Coletada em 09 de abr. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 8
- Publicada em
- 09 de abr de 2026
- Trechos únicos
- 7
Resumo
A carta trimestral da Persevera, referente ao primeiro trimestre de 2026, discute o posicionamento do Brasil como "novo porto seguro" em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e ao movimento global de realocação de capitais para fora dos EUA. A gestora destaca sete fatores que tornam o Brasil relativamente favorecido nesse ambiente — entre eles a condição de exportador líquido de petróleo, o diferencial de juros elevado e a tradição diplomática —, projetando a Selic convergindo para 10–11% nos próximos 18 meses e o dólar abaixo de R$ 5,00. O principal risco apontado é uma eventual crise de liquidez global, que poderia reverter temporariamente os fluxos para ativos brasileiros, razão pela qual os portfólios combinam posições compradas em renda fixa prefixada longa e real com posição vendida em bolsa americana e exposição zerada em crédito corporativo.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Por isso, não nos surpreenderia o dólar cair abaixo de R$ 5,00. Além disso, para o longo prazo, mantemos a visão de que o câmbio tende a refletir principalmente o diferencial de inflação entre Brasil e Estados Unidos. Com as duas economias apresentando taxas de inflação relativamente próximas, e o Brasil apresentando trajetória consistente de desinflação, não vemos fundamentos para uma mudança permanente de patamar cambial em nosso cenário base.”
Mantém visão estruturalmente favorável ao real e não descarta dólar abaixo de R$ 5,00, sem ver fundamentos para mudança permanente de patamar cambial.
“Combinado a uma inflação de 4%, enxergamos a Selic se encaminhando a 10–11% nos próximos 18 meses, bem abaixo da precificação na curva de juros futuros de cerca de 13,75%.”
Projeta Selic em 10–11% nos próximos 18 meses, bem abaixo dos 13,75% precificados na curva, com inflação ancorada em 4%.
“Para a bolsa americana, temos visão um pouco mais cautelosa, na medida em que esperamos a continuidade da preferência global por outras geografias, em particular países emergentes.”
Mantém visão cautelosa para a bolsa americana e posição vendida, esperando continuidade da preferência global por outras geografias, especialmente emergentes.
“Também acreditamos na continuidade do excelente desempenho recente da bolsa brasileira, com o fluxo estrangeiro praticamente imune ao cenário de guerra e à volatilidade global até agora.”
Espera continuidade do bom desempenho da bolsa brasileira, sustentado por fluxo estrangeiro resiliente à guerra e à volatilidade global.
“Posição de exportador líquido de petróleo: Com preços mais altos, no agregado o Brasil se beneficia; em contraste, alguns países asiáticos já estão lidando com a falta da commodity e a pressão inflacionária decorrente.”
Vê o Brasil como beneficiário da alta do petróleo por ser exportador líquido, em contraste com países asiáticos pressionados pela escassez e inflação.
“Em títulos atrelados à inflação, enxergamos boas oportunidades para o longo prazo, mas um curto prazo ainda desafiador, razão pela qual seguimos com postura mais cautelosa.”
Vê boas oportunidades de longo prazo em NTN-Bs, mas mantém postura cautelosa diante de um curto prazo ainda desafiador.
Trecho compartilhado · 2 ativos
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“Carregamos uma posição vendida em bolsa americana e estamos zerados em ouro e Bitcoin, com viés de compra nos próximos meses.”
Bitcoin ·Mantém posição zerada em Bitcoin taticamente, mas com viés de compra nos próximos meses e visão de longo prazo benigna.
Ouro ·Está taticamente zerado em ouro, mas mantém viés de compra nos próximos meses e visão benigna no longo prazo.
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