Carta Mensal Persevera - Junho 2025 (O padrão se repete)
Junho 2025 · Persevera Asset Management
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 12
- Publicada em
- 06 de jun de 2025
- Trechos únicos
- 10
Resumo
A Persevera discute o padrão recorrente de anúncios extremos seguidos de moderação na política comercial de Trump, combinado ao aprofundamento das preocupações fiscais americanas com o rebaixamento da Moody's, e avalia como esse ambiente de dólar fraco e estímulo fiscal expansionista favorece ativos de risco globalmente. No Brasil, o contingenciamento recorde de R$ 31,3 bilhões foi ofuscado pelo episódio do IOF — descrito como mais um exemplo da capacidade do governo de fazer o difícil e errar no fácil —, enquanto o real demonstra resiliência estrutural. Em resposta a esse cenário, a gestora ampliou posições em pré-fixados longos, Ibovespa, bolsa americana e Bitcoin, mantendo posição vendida em dólar.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Nossa expectativa é que, ao romper R$ 5,60, o dólar possa buscar patamares ainda mais baixos. Mantemos, portanto, posição vendida no dólar americano.”
Espera que o dólar busque patamares ainda mais baixos ao romper R$ 5,60 e mantém posição vendida na moeda americana.
“A convergência de legitimação política, adoção corporativa crescente e maturação como reserva de valor sugere que estamos presenciando o início de uma nova era para a criptomoeda. Em nossa visão, estas tendências indicam que o Bitcoin está deixando de ser um ativo de nicho para tornar-se uma classe de investimento institucional legítima.”
Vê o Bitcoin em transição de ativo de nicho para classe institucional legítima, sustentado por legitimação política, adoção corporativa e maturação como reserva de valor.
“A combinação única desses fatores - paradoxos pós-pandêmicos, ausência real de pressões estagflacionárias, insustentabilidade fiscal compensada por uma economia superestimulada e enfraquecimento estratégico do dólar - cria um ambiente favorável para ativos de risco, particularmente ações americanas. Este cenário justifica nossa decisão de retomar exposição à bolsa americana, mantendo simultaneamente posição vendida em dólar e aplicados em títulos do Tesouro.”
Retomou exposição à bolsa americana, vendo ambiente favorável por ausência de estagflação, economia superestimulada e dólar fraco beneficiando lucros do S&P 500.
“Elevamos nossa exposição direcional ao Ibovespa e, simultaneamente, aumentamos nossa exposição à bolsa americana, diversificação que tem funcionado bem como alternativa ao puro direcional Brasil.”
Elevou exposição direcional ao Ibovespa, combinada com bolsa americana como diversificação, apoiado em fluxo estrangeiro e resiliência do índice frente a ruídos domésticos.
“Posicionamento: Aumentamos nossas posições em pré-fixados, priorizando vértices mais longos onde identificamos prêmios mais atrativos. Simultaneamente, mantemos posições em papéis indexados à inflação e aplicados na inclinação da curva de juros, apostando em quedas mais acentuadas dos juros longos relativamente aos vértices curtos.”
Aumentou posições em pré-fixados longos por enxergar prêmios atrativos e aposta em fechamento da curva, com quedas mais acentuadas nos vértices longos.
“No mercado externo, seguimos aplicados em Treasuries de 10 anos.”
Mantém posição aplicada em Treasuries de 10 anos, alinhada à visão de desinflação continuada e ambiente favorável a juros americanos mais baixos.
Trecho compartilhado · 3 conceitos
“Ajustamos nossa estratégia para gestão mais ativa da carteira, com mudanças setoriais específicas (redução de exposição aos bancos Bradesco e Safra e aumento no BB).”
Bradesco ·Reduziu exposição ao Bradesco no crédito privado, em movimento setorial que também diminuiu Safra e ampliou Banco do Brasil.
Banco do Brasil ·Aumentou exposição ao Banco do Brasil dentro de ajuste setorial em crédito privado, reduzindo simultaneamente posições em Bradesco e Safra.
Banco Safra ·Reduziu exposição ao Safra dentro de realocação setorial no segmento bancário, migrando peso para o Banco do Brasil.
“O cenário de juros brasileiros permanece em patamares estritamente altos em nossa visão, com o Banco Central adotando comunicação mais hawkish ao longo do mês. As declarações de Galípolo reforçaram que não há discussão sobre cortes no horizonte próximo, consolidando nossas expectativas de uma política "higher for longer".”
Vê juros brasileiros em patamares estritamente altos e espera política higher for longer, com Banco Central hawkish e sem cortes no horizonte próximo.
“No Brasil, vemos a Méliuz como pioneira na implementação da estratégia de Treasury Company. Com cerca de 320 Bitcoins em seu balanço, a empresa anunciou uma captação adicional de R$ 150 milhões em maio, levantando questões estratégicas sobre se os recursos seriam direcionados para aumentar ainda mais as reservas em Bitcoin ou para recompor o caixa operacional em reais.”
Vê a Méliuz como pioneira brasileira da estratégia Treasury Company em Bitcoin, com cerca de 320 BTC em balanço e captação recente que suscita dúvidas sobre alocação.
“A MicroStrategy, por exemplo, pioneira desta estratégia, já acumula mais de 580 mil Bitcoins em seu balanço. O conceito central é que a volatilidade aumenta o valor das opções dessas ações, criando oportunidades múltiplas de valorização.”
Vê a MicroStrategy como pioneira das Treasury Companies de Bitcoin, com mais de 580 mil BTC em balanço, cuja volatilidade amplia o valor das opções e gera múltiplas oportunidades de valorização.
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