Carta Mensal Persevera - Julho 2025 (Quando os astros se alinham)
Julho 2025 · Persevera Asset Management
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 7
- Publicada em
- 07 de jul de 2025
- Trechos únicos
- 6
Resumo
A carta da Persevera, assinada por Fernando Fontoura, estrutura sua visão em torno de um "tripé" favorável ao Brasil: dólar globalmente mais fraco, perspectiva de início do ciclo de cortes da Selic e antecipação de mudança política em 2026. No cenário externo, o rápido desfecho da "Guerra dos 12 Dias" entre EUA e Irã é apontado como fator de compressão dos prêmios de risco globais, enquanto a combinação de inflação estabilizada e pressões políticas sobre o Fed é vista como catalisador para antecipação de cortes de juros americanos. No Brasil, a deflação do IGP-M, a surpresa baixista do IPCA-15 e a valorização do real reforçam a tese de convergência inflacionária, sustentando as posições aplicadas em juros nominais e indexados, vendidas em dólar e com alta exposição em bolsa brasileira e Bitcoin.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Nossa visão para o real é estruturalmente otimista. A moeda demonstra prêmio significativo em relação a fundamentos econômicos, configuração insustentável que está sendo corrigida pelo mercado. A convergência entre dólar estruturalmente mais fraco e real subvalorizado cria cenário excepcionalmente favorável.”
Mantém visão estruturalmente otimista para o real, vendo-o subvalorizado e favorecido pela convergência com dólar globalmente mais fraco, sustentando posição vendida em dólar.
Trecho compartilhado · 2 conceitos
“O atual cenário de juros atingiu configuração que consideramos insustentável no médio prazo, com juro real de 10,5% - patamar desnecessariamente alto, em nossa visão.”
Juro real Brasil ·Considera o juro real brasileiro de 10,5% desnecessariamente alto e insustentável no médio prazo, esperando compressão à frente.
Renda Fixa Brasil ·Considera o juro real de 10,5% insustentável no médio prazo e espera início de ciclo de cortes entre o fim de 2025 e início de 2026.
“O Bitcoin tem demonstrado evolução importante como mecanismo de proteção contra incertezas monetárias, apresentando forte resiliência durante períodos de tensão geopolítica. Esta dinâmica está alinhada com nossa visão de dólar estruturalmente mais fraco e crescente aceitação institucional do ativo como reserva de valor alternativa.”
Mantém posição comprada em Bitcoin como proteção contra incertezas monetárias, apoiado em dólar estruturalmente mais fraco e crescente aceitação institucional como reserva de valor.
“Se nem conflitos diretos no Oriente Médio nem guerras comerciais conseguiram derrubar os mercados americanos, isso sugere que o ambiente atual é sustentado por fundamentos macroeconômicos sólidos e uma evolução positiva das políticas, não apenas por busca temporária de segurança.”
Vê a resiliência do mercado americano como reflexo de fundamentos macroeconômicos sólidos e evolução positiva das políticas, não apenas busca temporária por segurança.
“Esta configuração - fundamentos que justificam flexibilização combinados com pressão política explícita - está criando ambiente excepcionalmente favorável para ativos de risco globais. Por isso, encerramos nossa posição tomada em juros americanos, em vista da possibilidade de antecipação do ciclo de cortes, e diversificamos nossa exposição em equities internacional com posições compradas em índices de mercados emergentes, bolsa americana e índices value e growth.”
Espera antecipação do ciclo de cortes de juros americanos, diante de fundamentos favoráveis e pressão política, e por isso encerrou posição tomada.
“No Brasil, a bolsa permanece próxima de máximas históricas, aguardando catalisadores para movimento mais definido. Em nossa opinião, a bolsa doméstica está ainda leve em termos de posicionamento, criando oportunidades adicionais para entrada em ativos que se beneficiarão do ambiente global favorável e das melhorias domésticas antecipadas.”
Vê a bolsa brasileira próxima de máximas mas com posicionamento ainda leve, identificando oportunidades de entrada à espera de catalisadores domésticos e globais.
Mais de Persevera Asset Management