Squadra — Carta 1S25
Junho 2025 · Squadra Investimentos
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 14
- Publicada em
- 21 de ago de 2025
- Trechos únicos
- 12
Carta sobre junho/25 publicada 2 meses depois em agosto/25.
Resumo
A carta da Squadra revisita os princípios que norteiam a gestora — foco exclusivo em ações brasileiras, estabilidade de equipe e profundidade analítica — em um contexto de volatilidade acentuada, com queda relevante em 2024 seguida de forte recuperação no primeiro semestre de 2025. O portfólio long, concentrado em distribuidoras de energia elétrica (Equatorial e Energisa), financials (Inter e Stone), shoppings (Multiplan e Iguatemi), PRIO e setores diversificados, é descrito com valuations atrativos e casos de alocação de capital inorgânica bem-sucedidos, como os buybacks expressivos de Stone e Multiplan. A gestora também reconhece erros de análise em Rumo e Hapvida, detalhando as causas e justificando a manutenção ou ampliação das posições com base na relação risco-retorno atual.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“Esse quadro, aliado ao retorno real implícito nas ações dessas companhias – superior a 12% e 15%, respectivamente em Equatorial e Energisa –, patamar que encontramos poucas vezes desde a fundação da Squadra, nos permite manter uma posição mais concentrada no segmento.”
Distribuidoras de energia elétrica ·Mantém posição concentrada em distribuidoras de energia, sustentada por retornos reais implícitos elevados em Equatorial e Energisa e menor percepção de risco setorial.
Energisa ·Vê retorno real implícito superior a 15% em Energisa, patamar raro desde a fundação, justificando posição concentrada no segmento de distribuição.
Equatorial ·Mantém posição concentrada em Equatorial, vendo retorno real implícito superior a 12%, patamar raramente observado, sustentado por menor risco regulatório percebido.
“Com a revisão para cima do valor intrínseco por ação motivada pela recompra e as cotações prosseguindo em patamares deprimidos nos meses subsequentes, aumentamos nosso investimento até atingir uma alocação em Multiplan que só havíamos registrado durante a crise financeira de 2008.”
Elevou a posição em Multiplan ao maior nível desde a crise de 2008, após recompra elevar o valor intrínseco por ação e cotações seguirem deprimidas.
“Com a resolução dos gargalos relacionados a aprovações ambientais, caso os desenvolvimentos previstos se desenrolem favoravelmente e considerando a cotação do petróleo atual, vislumbramos um free cash flow yield que pode chegar ao redor de 35% para o próximo ano. Apresenta, assim, alto potencial de valorização e boa margem de segurança, tanto frente a eventuais percalços temporários, intrínsecos à atividade de uma junior oil company, como a cenários de preços mais baixos de petróleo.”
Vislumbra na PRIO free cash flow yield de cerca de 35% no próximo ano, com alto potencial de valorização e margem de segurança contra percalços operacionais e quedas no petróleo.
- +2.8GPSATIVOcl91
“Desde então, o dever de casa inicial avançou bem: a GPS integrou a nova empresa e padronizou os seus sistemas sem maiores ruídos no dia a dia do negócio. Daqui em diante, enxergamos potencial relevante para captura de sinergias, com a companhia aproximando a margem operacional da adquirida à do restante do grupo, através de sua conhecida fórmula de otimização de custos e melhorias de gestão. Seguimos convictos de que o melhor player do setor tem os atributos para continuar consolidando a indústria e reinvestindo sua geração de caixa a taxas de retorno elevadas.”
Mantém convicção em GPS, vendo potencial de captura de sinergias da aquisição da GRSA e seguindo crescimento acelerado como compounder via consolidação setorial.
- +2.8InterATIVOcl88
“a maior contribuição positiva para os fundos nos últimos 12 meses foi o banco digital Inter, sobre o qual escrevemos no ano passado, e que, por suas dinâmicas próprias, acreditamos que seguirá com ganhos paulatinos de market share e de rentabilidade. Por essa razão, combinada ao valuation favorável, continua sendo uma alocação significativa no portfólio.”
Mantém Inter como alocação significativa, esperando ganhos paulatinos de market share e rentabilidade, somados a valuation considerado favorável.
“Olhando para frente, a boa notícia é que, aos preços atuais, acreditamos que o ativo oferece relação risco-retorno bastante atraente. A operação original mostrou a resiliência do modelo verticalizado, enquanto, após um ciclo de reajustes e depuração de carteiras, a rentabilidade da principal empresa adquirida voltou para patamares consideravelmente geradores de valor.”
Vê em Hapvida relação risco-retorno atraente aos preços atuais, com modelo verticalizado resiliente e rentabilidade da adquirida recomposta, tendo ampliado a posição.
“A execução do buyback foi retumbante. Entre julho de 2024 e junho de 2025, a companhia investiu R$ 2,6 bilhões e recomprou impressionantes 13,5% de suas ações.”
Avalia como excepcional a execução do buyback da Stone, que recomprou 13,5% das ações por R$ 2,6 bilhões entre julho/2024 e junho/2025.
“No encerramento do semestre, suas ações se encontravam a cerca de 9% de free cash flow yield normalizado – valuation que reputamos atrativo e próximo ao que encontramos em momentos de crises agudas, como a recessão de 2015-16 e o surto inflacionário global de 2022.”
Considera o valuation de shoppings atrativo, com FCF yield normalizado próximo a 9%, patamar comparável ao observado em crises agudas anteriores.
- +2.5IguatemiATIVOcl82
“Dentro desta categoria, nossos investimentos estão concentrados em dois grupos de shopping centers: Multiplan, com peso maior, e Iguatemi. No encerramento do semestre, suas ações se encontravam a cerca de 9% de free cash flow yield normalizado – valuation que reputamos atrativo e próximo ao que encontramos em momentos de crises agudas, como a recessão de 2015-16 e o surto inflacionário global de 2022.”
Mantém posição em Iguatemi, vendo valuation atrativo a cerca de 9% de free cash flow yield normalizado, nível comparável a crises agudas anteriores.
“Decisões de investimento baseadas no conceito de "valor estratégico", tomadas nos anos de bonança, acabaram se revelando com um nível de rigor técnico abaixo do apropriado, dadas as cifras de dezenas de bilhões de reais envolvidas. As consequências apareceram em revisões significativas de orçamentos previamente divulgados e dos desembolsos de CAPEX para atender compromissos de benfeitorias firmados perante o poder público. Adicionalmente, a situação do grupo que exerce controle na companhia aparenta estar influenciando em sua alocação de recursos, sejam estes humanos ou financeiros – com a troca de membros da administração em meio a projetos de ciclo longo e pagamentos de dividendos dissonantes com os compromissos de investimento e alavancagem financeira da empresa.”
Vê falhas de alocação de capital na Rumo, com decisões de baixo rigor técnico, estouros de CAPEX e interferência do controlador, levando à redução da posição.
“Esta parcela remanescente do portfólio é composta por empresas de diversos setores da economia, sendo as principais alocações, em ordem alfabética: GPS, Grupo Mateus, Grupo Ultra e Hapvida. Considerando a participação detida pelos fundos da Squadra nas companhias acima e nas demais posições de menor relevância aqui agrupadas, esta carteira se encontra avaliada a 11x o lucro projetado para os próximos 12 meses.”
Mantém Grupo Ultra entre as principais alocações da carteira de setores diversificados, avaliada a 11x lucro projetado (ou 9,5x ajustando por créditos fiscais).
“Esta parcela remanescente do portfólio é composta por empresas de diversos setores da economia, sendo as principais alocações, em ordem alfabética: GPS, Grupo Mateus, Grupo Ultra e Hapvida.”
Mantém Grupo Mateus como uma das principais alocações no bloco de setores diversificados, carteira negociada a cerca de 11x lucro projetado.
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