STK Capital - Comentario mensal (09/2026)
Setembro 2026 · STK Capital
Coletada em 17 de out. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 9
- Publicada em
- 16 de out de 2026
- Trechos únicos
- 8
Carta sobre setembro/26 publicada 2 meses depois em outubro/26.
Resumo
A carta da STK Capital analisa dois vetores estruturais de valorização identificados para os próximos anos: a possível reprecificação do mercado brasileiro a partir do cenário eleitoral de setembro de 2026, que abriria espaço para queda do juro estrutural e redução do custo de capital, com impacto direto nos modelos de valuation de empresas como Localiza, BTG Pactual, Equatorial e Smart Fit; e o ciclo global de inteligência artificial, ilustrado pelos resultados da TSMC, com receita de US$ 46,7 bilhões no terceiro trimestre e margem operacional de 58,7%. O fundo encerrou setembro com retorno de 4,51% contra 5,03% do Ibovespa, com as maiores contribuições positivas vindas de META, BPAC11 e RENT3.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Crescimento acelerando, margens em expansão, demanda acima da oferta e investimento financiado pelo próprio caixa: são sinais de um ciclo saudável e sustentável.”
Inteligência Artificial ·Vê o ciclo global de inteligência artificial como saudável e sustentável, com crescimento acelerando, margens em expansão, demanda acima da oferta e capex autofinanciado.
TSMC ·Vê a TSMC em ciclo saudável e sustentável, com crescimento acelerando, margens em expansão, demanda acima da oferta e capex financiado pelo próprio caixa.
“Uma eventual queda da taxa de juros e, portanto, do custo da dívida, amplia o ROIC spread da operação e reduz a necessidade dos repasses de preço que marcaram os últimos dois anos. Entendemos que essa folga deve permitir à empresa voltar a priorizar o crescimento de volume em RAC e GTF, enquanto seminovos se beneficiam da melhora na affordability do comprador, com parcelas de financiamento mais baixas.”
Vê Localiza como beneficiária de queda de juros, que ampliaria ROIC spread e permitiria retomada de volume em RAC, GTF e seminovos.
“No cenário que descrevemos, essa distância aumenta pelos dois lados, com o Ke caindo e o ROE subindo. O efeito mais imediato aparece em sales & trading, com o aumento do giro dos clientes. Em um horizonte de um a quatro trimestres, vêm a reabertura das emissões de ações, IPOs e fusões e aquisições no investment banking, e o funding mais barato e a inadimplência menor no crédito ao consumidor.”
Vê BTG Pactual como beneficiário do cenário de queda de juros, com ROE subindo e Ke caindo, impulsionando lucros em praticamente todas as linhas de negócio.
“No primeiro pregão após a eleição, o Ibovespa subiu cerca de 8%, renovou sua máxima histórica e registrou a maior alta diária desde março de 2020. O dólar recuou para R$ 5,00, e a curva de juros cedeu de forma relevante. Na nossa leitura, esse movimento é apenas o primeiro reflexo do que pode estar em jogo, e vale explicar por quê.”
Vê a alta de cerca de 8% do Ibovespa no pregão pós-eleição como primeiro reflexo de um potencial de reprecificação mais amplo da bolsa brasileira.
“Com um retorno exigido menor, o caixa esperado no futuro passa a valer mais hoje, efeito especialmente relevante para a Equatorial pelo longo prazo de seus investimentos.”
Vê Equatorial como beneficiária relevante de queda de juros, pois menor retorno exigido eleva o valor presente dos fluxos de longo prazo da companhia.
“Juros menores e renda em alta também favorecem a expansão: o financiamento para abertura de novas unidades fica mais barato e a base de alunos, nas academias e no agregador Totalpass, tende a crescer.”
Vê juros menores e renda em alta como catalisadores para a Smart Fit, barateando financiamento de novas unidades e ampliando a base de alunos.
“O dólar recuou para R$ 5,00, e a curva de juros cedeu de forma relevante. Na nossa leitura, esse movimento é apenas o primeiro reflexo do que pode estar em jogo, e vale explicar por quê.”
Vê o recuo do dólar para R$ 5,00 após a eleição como primeiro reflexo de um movimento maior de apreciação do real.
“Em um ambiente como esse, o juro longo tende a cair e o câmbio tende a se apreciar, mas, na nossa visão, o grande vencedor de longo prazo seria a bolsa, onde está o maior potencial de ganho nos próximos anos.”
Projeta queda do juro longo no cenário de ajuste fiscal, mas vê a bolsa, não a renda fixa, como a maior beneficiada no longo prazo.
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