Adam Capital (carta mensal) - 2026-05
Maio 2026 · Adam Capital
Coletada em 03 de jun. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 7
- Publicada em
- 02 de jun de 2026
- Trechos únicos
- 7
Carta sobre maio/26 publicada 32 dias depois em junho/26.
Resumo
A Adam Capital discute, na carta de maio de 2026, a transição de regime de juros globais e seus efeitos sobre alocação de capital, argumentando que o período de taxas artificialmente baixas gerou malinvestments que agora são expostos com a normalização monetária. No cenário doméstico, a gestora alerta para o crescimento brasileiro artificialmente sustentado por expansão fiscal e parafiscal, com PIB potencial (ex-agro) próximo a zero e inflação subjacente rodando em torno de 6%. O portfólio reflete esses diagnósticos com posições compradas em ações de tecnologia americana e dólar, vendidas em Ibovespa e euro, e tomadas em inflação implícita no Brasil.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“O colapso do PIB potencial do Brasil (ex-agro) para níveis próximos a 0% tira o suporte de valor intrínseco das empresas domésticas. Esse quadro é severamente agravado por retrocessos institucionais e propostas legislativas populistas voltadas para a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala de trabalho 6x1. Essas medidas destroem ainda mais a produtividade do trabalho no setor real, encarecem os custos de produção e empurram o PIB potencial para o terreno negativo, justificando nossas posições vendidas no mercado acionário doméstico.”
Mantém posição vendida no Ibovespa, citando colapso do PIB potencial ex-agro próximo a zero e retrocessos institucionais que corroem produtividade e valor das empresas domésticas.
“O bloco europeu enfrenta uma dinâmica de deterioração estrutural profunda, marcada pela perda contínua de competitividade industrial frente à China, custos de energia desvantajosos e um dreno severo de capital privado. Esse fluxo de caixa real e a migração de fortunas e investimentos corporativos em direção aos Estados Unidos desenham um cenário de enfraquecimento e depreciação estrutural para a moeda comum europeia nos próximos trimestres e anos, à semelhança do que ocorreu no ciclo de investimentos em internet ao longo da segunda metade dos anos 90.”
Mantém posição vendida em Euro, projetando depreciação estrutural diante da perda de competitividade industrial europeia, custos energéticos altos e fuga de capital para os EUA.
“A forte aceleração da piora fiscal, a resiliência do mercado de trabalho e dos preços dos serviços nos posicionam na compra de inflação implícita. Os prêmios praticados pelo mercado continuam subestimando o caráter resiliente e estrutural do IPCA subjacente em direção aos 6%, mantido pressionado pelo expressivo impulso fiscal.”
Mantém posição comprada em inflação implícita, vendo prêmios subestimados frente ao IPCA subjacente rumo a 6%, pressionado por piora fiscal e serviços resilientes.
- +3.0Tecnologia / Inteligência Artificial (EUA)SETORcl97
“Mantemos nossa alocação central focada em ações selecionadas do setor de tecnologia nos Estados Unidos, cujas empresas lideram o ganho real e estrutural da fronteira de inovação, amparadas por fortes balanços e geração robusta de caixa atual.”
Mantém alocação central comprada em ações selecionadas de tecnologia nos EUA, líderes da fronteira de inovação, com balanços fortes e geração robusta de caixa.
“Essa exposição é integralmente combinada à nossa posição comprada em Dólar americano, que funciona de forma dupla: como uma tese de valorização cambial em relação à outras moedas - efeito da drenagem de recursos globais em direção à maior rentabilidade da fronteira tecnológica representada pelas ações americanas - e como um hedge macroeconômico natural indispensável para o portfólio em momentos de risk off.”
Mantém posição comprada em dólar como tese de valorização frente a outras moedas e hedge macroeconômico natural em momentos de risk off.
“Se a visibilidade dos juros de curto prazo está turva, nossa visão para os juros de longo prazo é menos neutra: prevemos pressão altista contínua nas curvas a termo. No curto prazo, qualquer investimento em Inteligência Artificial representa demanda pura, forçando as empresas do setor a captarem volumes inéditos e crescentes de capital nos mercados de renda fixa.”
Projeta pressão altista contínua nos juros longos americanos, intensificada pela demanda crescente de captação das empresas de Inteligência Artificial no mercado de renda fixa.
“Posições tomadas em juros nominais e em inflação implícita.”
Mantém posições tomadas em juros nominais e em inflação implícita, apostando em alta dessas taxas na renda fixa brasileira.
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