Adam Capital - Carta Mensal Mar/2026
Março 2026 · Adam Capital
Coletada em 18 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
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Resumo
A carta da ADAMCapital de março de 2026 analisa o choque de oferta de energia desencadeado pelo conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que elevou o barril de petróleo acima de US$ 100 e reduziu a produção global em cerca de 8 mb/d, criando um gap de aproximadamente 5% entre oferta e demanda. A gestora traça paralelos com os choques dos anos 1970 e alerta para o risco de bancos centrais repetirem o erro de acomodar a inflação em vez de combatê-la, com ênfase especial no Brasil, onde a combinação de pressão fiscal em ano eleitoral, crédito expansionista, inflação de serviços persistente e controle de preços de derivados eleva o risco de desabastecimento de diesel e de aceleração inflacionária.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Comprados: Setor de tecnologia americano (Nasdaq) e dólar (contra Real e Euro); • Vendidos: Bolsas alemã e brasileira;”
Mantem posicao vendida na bolsa alema, refletindo visao negativa sobre o ativo dentro da estrategia atual de alocacao.
Trecho compartilhado · 3 conceitos
“Comprados: Setor de tecnologia americano (Nasdaq) e dólar (contra Real e Euro);”
Nasdaq ·Mantém posição comprada no setor de tecnologia americano via Nasdaq como parte da estratégia atual de investimentos.
USD/BRL ·Mantem posicao comprada em dolar contra real e euro, refletindo ceticismo com fundamentos fiscais e inflacionarios brasileiros.
Dólar/Euro ·Mantém posição comprada em dólar contra real e euro, refletindo preferência pela moeda americana frente às duas divisas.
“Vendidos: Bolsas alemã e brasileira;”
Mantém posição vendida na bolsa brasileira, refletindo cautela com inflação ascendente, risco fiscal eleitoral e erro percebido no ciclo de corte de juros.
“Nesse contexto, a estratégia de cortes de juros diante de uma inflação que se projeta em trajetória ascendente configura um erro de leitura de ciclo, em nossa visão.”
Considera erro cortar juros no Brasil diante de inflação ascendente e mantém posição tomada em juros e inflação locais.
“Observamos atualmente uma desconexão preocupante entre a precificação de ativos e as nossas projeções inflacionárias de curto e longo prazos. Embora boa parte do mercado mantenha a tese de que o caminho correto é o corte de juros, nem mesmo os modelos do consenso de mercado apresentam um IPCA de 12 meses abaixo dos níveis atuais, nem para 2026, nem para 2027. Pelo contrário: as projeções indicam uma aceleração inflacionária sistemática até o final deste ano (e já indicavam isso antes da eclosão do recente conflito no Oriente Médio).”
Projeta aceleração inflacionária sistemática no Brasil e mantém posição tomada em inflação local, vendo desconexão entre precificação de ativos e risco de IPCA ascendente.
“O mês passado foi marcado pelo choque de oferta causado pelo ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que produziu uma forte elevação dos preços de energia e fertilizantes no mundo. Com isso, a cotação do barril de petróleo ultrapassou 100 dólares e se encontra atualmente próximo deste patamar¹, significativamente acima do nível de 60 que era vigente antes desta guerra.”
Vê petróleo acima de US$100 após choque de oferta da guerra EUA-Israel-Irã, com curva futura invertida sinalizando queda à medida que produção se normaliza.
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