Itau Artax - Carta mensal (04/2026)
Abril 2026 · Itau Artax
Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 7
- Publicada em
- 06 de abr de 2026
- Trechos únicos
- 7
Resumo
A carta de abril de 2026 do Itaú Artax tem como tema central os impactos da guerra contra o Irã sobre os mercados globais e brasileiros, com ênfase no choque nos preços do petróleo e seus efeitos sobre inflação e juros. No Brasil, a gestora questiona a solidez da desinflação recente, argumentando que ela deriva majoritariamente de fatores externos e não do aperto monetário, e destaca que o portfólio foi preservado de perdas nos juros locais por ausência de posições aplicadas na curva. No cenário internacional, México e Chile são destacados como casos em que bancos centrais enfrentam dilemas entre controle inflacionário e suporte ao crescimento diante do choque de commodities.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
“Voltamos a aplicar os juros no México.”
Retomou posições aplicadas em juros no México, avaliando exagerada a precificação de altas pelo mercado dada a postura leniente do Banxico.
“Aumentamos o portfólio de crédito ao longo do mês de março.”
Ampliou a alocação em crédito Brasil ao longo de março, aumentando o portfólio da classe.
“Nossa visão mais crítica com relação à desinflação brasileira nos permitiu entrar nessa crise sem posições aplicadas na curva de juros. Os vértices mais curtos (de 1 a 2 anos) tiveram aumentos de quase 1,5 p.p.”
Mantém visão crítica sobre a desinflação brasileira, considerada frágil, e entrou na crise sem posições aplicadas na curva de juros local.
“As incertezas geradas pela guerra deterioraram ainda mais os retornos prospectivos dos ativos de risco, especialmente em relação às NTN-B.”
Vê retornos prospectivos das NTN-B deteriorados pelas incertezas da guerra, com ações brasileiras relativamente mais atrativas, e mantém baixo risco agregado no Brasil.
“As incertezas geradas pela guerra deterioraram ainda mais os retornos prospectivos dos ativos de risco, especialmente em relação às NTN-B. Diante desse cenário, seguimos mantendo uma carteira com baixo risco agregado no Brasil.”
Vê retornos prospectivos da bolsa brasileira deteriorados pela guerra, sobretudo frente às NTN-B, e mantém carteira local com baixo risco agregado.
“O real, mesmo após esse choque e o aumento da aversão a risco global, manteve-se na faixa de 5,10–5,35, em que vinha operando antes do início da guerra.”
Observa que o real se manteve na faixa de 5,10–5,35 mesmo após o choque da guerra, sustentado pelos termos de troca favoráveis.
“Não se pode descartar uma piora adicional, com o petróleo passando de USD 130 por barril. Isso implicaria projeções de inflação, por parte do próprio BCB, muito acima da meta, o que traria dificuldades para seguir com o ciclo de cortes. Por outro lado, caso haja alguma normalização no Estreito de Ormuz, com queda dos preços do petróleo, podemos ter uma aceleração no ritmo de cortes.”
Vê cenários bifurcados para o petróleo, com alta acima de USD 130 dificultando cortes de juros e normalização no Estreito de Ormuz acelerando-os.
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