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Carta Mensal Kínitro - 2026-02

Fevereiro 2026 · Kínitro Capital

Carta de Fevereiro 2026· publicada em mar de 2026 · estimativa

Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico ·

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Resumo

A carta da Kínitro Capital referente a fevereiro de 2026 aborda o impacto do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos sobre os mercados globais, com destaque para a alta de aproximadamente 15% no petróleo e o consequente aumento do risco inflacionário — estimado em cerca de 50 pontos-base no IPCA de 2026 e 20 pontos-base no Core PCE americano. A gestora avalia que o cenário estrutural permanece praticamente inalterado, mantendo a expectativa de início do ciclo de cortes do Copom em -50bps, embora reconheça que a probabilidade de um movimento mais gradual de -25bps tenha aumentado na margem. No campo doméstico, são destacados o desafio fiscal persistente e a percepção de que as eleições presidenciais de 2026 tendem a ser competitivas, enquanto o fundo Kínitro 30 encerrou o mês com rentabilidade de 0,95%, praticamente em linha com o CDI de 1,00%.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

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  1. No mercado de câmbio, registramos resultado positivo com posições de carry trade, nas quais apostamos na valorização do BRL contra algumas moedas europeias (CHF, GBP e EUR).

    Mantém posições compradas em real via carry trade contra moedas europeias (CHF, GBP e EUR), apostando na valorização da moeda brasileira.

  2. Mantemos a expectativa de que o primeiro movimento seja de -50pbs. Essa avaliação se apoia na leitura de que o cenário inflacionário não sofreu uma deterioração relevante e que poderemos observar redução da volatilidade até a próxima reunião do Copom.

    Espera que o Copom inicie o ciclo de flexibilização com corte de 50pbs, mas reconhece aumento marginal da probabilidade de início mais gradual de 25pbs.

  3. A incerteza gerada pelas ações do governo americano, os questionamentos sobre a capacidade de retorno das empresas de Inteligência Artificial e o cenário de crescimento global forte com inflação controlada continuaram impulsionando o fluxo de investimentos para outras geografias.

    Vê incerteza política, dúvidas sobre retorno em Inteligência Artificial e cenário global favorável drenando fluxos da bolsa americana para outras geografias, mantendo posição vendida em S&P.

  4. Não avaliamos que o conflito no Oriente Médio altere a tendência estrutural que vinha favorecendo os ativos brasileiros. Em um ambiente global mais fragmentado e sujeito a tensões geopolíticas, o Brasil preserva vantagens comparativas relevantes, como sua localização geográfica, abundância de commodities e capacidade de diálogo com diferentes polos de poder.

    Mantém visão construtiva para ativos brasileiros, avaliando que o conflito no Oriente Médio não altera a tendência estrutural favorável, sustentada por vantagens comparativas do país.

  5. Apesar dos riscos, acreditamos que a superioridade militar americana deve permitir que o fluxo de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz não seja afetado por muito tempo, mantendo seus preços sob controle.

    Espera que a superioridade militar americana preserve o fluxo pelo Estreito de Ormuz, mantendo os preços do petróleo sob controle apesar dos riscos.

  6. Seguimos avaliando que o FOMC deve retomar os cortes de juros apenas no segundo semestre de 2026. Caso o choque de energia se prolongue ou se intensifique, o início do ciclo pode ser postergado para o final do ano.

    Projeta que o FOMC só retomará cortes de juros no segundo semestre de 2026, com risco de adiamento caso o choque de energia persista.

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