Legacy Capital - Comentario mensal (08/2026)
Agosto 2026 · Legacy Capital
Coletada em 03 de set. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 10
- Publicada em
- 02 de set de 2026
- Trechos únicos
- 10
Carta sobre agosto/26 publicada 32 dias depois em setembro/26.
Resumo
A Legacy Capital avalia que agosto foi marcado pela volatilidade global decorrente do conflito no Oriente Médio, pela manutenção dos juros reais longos em patamares elevados nas economias desenvolvidas e pelo tom mais restritivo adotado por Kevin Warsh em Jackson Hole, que elevou a probabilidade de novas altas de juros pelo Fed. No Brasil, a gestora destaca a melhora na relação risco-retorno dos ativos locais, impulsionada pelo acirramento eleitoral e por uma dinâmica técnica mais construtiva, mesmo diante de desaceleração da atividade, núcleos de inflação de serviços ainda elevados e projeções de crescimento com viés de baixa para 2026 e 2027. O fundo encerrou o mês com retorno de +0,84%, acumulando +4,2% no ano, com contribuições positivas vindas principalmente de posições compradas em bolsas globais e commodities.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“seguimos construtivos com ações americanas, apesar de valuations elevados e de um ambiente macroeconômico ainda desafiador. O principal suporte para essa visão continua sendo a força dos lucros corporativos: as estimativas para o S&P 500 vêm sendo revisadas consistentemente para cima, e as expectativas ainda apontam para crescimento de dois dígitos em 2027, tornando prematuro, em nossa visão, adotar uma postura estruturalmente negativa em relação às ações.”
Mantém visão construtiva com ações americanas, sustentada pela força dos lucros corporativos, apesar de valuations elevados e macro desafiador.
“A despeito do cenário global menos benigno para países emergentes, o acirramento da disputa eleitoral combinada a uma dinâmica técnica mais construtiva nos mercados locais tornou, em nosso entendimento, mais favorável a relação risco-retorno dos ativos brasileiros.”
Vê relação risco-retorno mais favorável para ativos brasileiros, apoiada pelo acirramento eleitoral e dinâmica técnica local construtiva, apesar do cenário global adverso a emergentes.
“A evolução recente das pesquisas eleitorais, a deterioração dos indicadores de avaliação do governo e uma dinâmica técnica mais favorável nos mercados locais têm contribuído para melhorar a relação risco-retorno dos ativos brasileiros.”
Vê melhora na relação risco-retorno dos ativos brasileiros, apoiada por pesquisas eleitorais, queda na avaliação do governo e dinâmica técnica local mais favorável.
- -1.5JGBsMACROcl25
“A esse quadro somou-se a normalização da política monetária no Japão, com a redução gradual das compras de JGBs pelo Banco do Japão e a elevação dos juros domésticos. Esse processo aumentou a atratividade relativa dos títulos japoneses para os investidores locais e reduziu, na margem, o incentivo à alocação em Treasuries.”
Vê a redução gradual das compras de JGBs pelo Banco do Japão elevando juros domésticos e aumentando a atratividade dos títulos japoneses ante Treasuries.
“Em contraste, restrições prolongadas ao fluxo de gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz poderiam elevar os preços do gás e ampliar os riscos inflacionários, sobretudo se começarem a contaminar a inflação subjacente.”
Vê risco de alta nos preços do gás natural caso restrições ao fluxo de GNL por Ormuz se prolonguem, pressionando inflação subjacente europeia.
“Reconhecemos, contudo, uma piora na assimetria desse cenário, diante da mudança na perspectiva para os juros globais e do risco de movimentos mais relevantes do real após as eleições, em um ambiente de menor diferencial de juros entre as economias emergentes e desenvolvidas.”
Vê piora na assimetria para o real, com risco de movimentos mais relevantes após as eleições em meio a menor diferencial de juros.
“No mercado de moedas, o novo cenário de política monetária nos leva a adotar uma postura mais equilibrada em relação ao dólar. Embora a deterioração fiscal americana e uma postura mais intervencionista do governo nos mercados de juros e câmbio continuem sendo fatores potencialmente negativos para a moeda, a perspectiva de novas altas de juros pelo Fed aumenta novamente o diferencial de juros em favor dos Estados Unidos e reduz a atratividade de posições estruturalmente vendidas em dólar.”
Adota postura mais equilibrada no dólar, pois expectativa de novas altas do Fed reduz atratividade de posições estruturalmente vendidas, apesar de riscos fiscais.
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Não há menção direta à renda fixa nos EUA no trecho, que se concentra em atividade e inflação domésticas brasileiras.
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“Ataques ucranianos às refinarias russas, interrupções nas exportações do Oriente Médio e baixos estoques de destilados elevaram as margens de refino e os preços, sobretudo do diesel.”
Vê preços do diesel pressionados por ataques a refinarias russas, interrupções de exportações no Oriente Médio e baixos estoques de destilados.
“A circulação de petróleo pelos estreitos de Ormuz e Bab-El-Mandeb continua abaixo do normal, contribuindo para uma queda dos estoques globais próxima de 5 milhões de barris por dia. Apesar disso, o petróleo bruto permaneceu relativamente estável entre US$ 80 e US$ 90 por barril, enquanto as pressões se concentraram nos mercados de derivados e gás natural.”
Vê petróleo bruto estável entre US$ 80 e US$ 90, com pressões concentradas em derivados e gás natural, mantendo riscos inflacionários relevantes ligados à energia.
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