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Carta Mensal Moat Capital - Julho 2025 (1º Semestre 2025 | Moat Capital)

Junho 2025 · Moat Capital

Carta de Junho 2025· publicada em 18 de jul de 2025

Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
7
Publicada em
18 de jul de 2025
Trechos únicos
7

Carta sobre junho/25 publicada 18 dias depois em julho/25.

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Resumo

Na carta referente ao 1º semestre de 2025, a Moat Capital aponta o realinhamento externo — especialmente a intensa desvalorização do dólar, interpretada como estrutural e associada ao chamado "Acordo de Mar-a-Lago" — como principal motor do desempenho positivo dos ativos brasileiros no período, com a bolsa subindo 15%, o real valorizando 10% e a curva longa de juros recuando cerca de 200 pontos-base. A gestora destaca que, apesar da deterioração fiscal doméstica e da Selic a 15% a.a., os valuations seguem descontados, e identifica no horizonte um possível ciclo de corte de juros combinado ao processo eleitoral de 2026 como vetores centrais para os investimentos locais. Entre os principais riscos mapeados estão a reversão das expectativas eleitorais e uma eventual deterioração do ambiente externo com queda nos preços das commodities.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

7
  1. O cenário externo favorável, a expectativa de início de flexibilização monetária e os valuations descontados nos colocam diante de uma oportunidade com elevada assimetria positiva.

    Vê oportunidade com elevada assimetria positiva no Ibovespa, sustentada por cenário externo favorável, expectativa de flexibilização monetária e valuations descontados.

  2. Neste semestre, observamos a mais intensa desvalorização do dólar desde 1972. Entendemos que essa mudança é estrutural e parece fazer parte de uma estratégia deliberada do próprio governo norte-americano, voltada à transição para um novo modelo econômico.

    Vê a desvalorização do dólar como estrutural, ligada a uma estratégia deliberada dos EUA de transição para um novo modelo econômico.

  3. O mercado tem como premissas um crescimento mais robusto e inflação mais elevada à frente. Isso explica a postura do Federal Reserve, que mantém os juros em níveis elevados até que surjam evidências mais consistentes de desaceleração econômica ou de queda mais acentuada da inflação.

    Vê o Federal Reserve mantendo juros elevados diante de premissas de crescimento robusto e inflação mais alta, até evidências consistentes de desaceleração.

  4. A economia americana segue aquecida, impulsionada especialmente pelos investimentos em inteligência artificial (IA), com poucos sinais de desaceleração.

    Vê a inteligência artificial como principal motor da economia americana aquecida, sustentando bolsa próxima às máximas e justificando juros elevados pelo Fed.

  5. Os índices da bolsa americana seguem próximos às máximas históricas, refletindo a aposta na continuidade de um modelo baseado em elevado gasto fiscal e, principalmente, pela inovação em IA.

    Vê a bolsa americana próxima às máximas históricas, sustentada pela aposta em elevado gasto fiscal e, sobretudo, pela inovação em IA.

  6. Em termos absolutos, a bolsa subiu 15%, o real se valorizou 10% e a curva de juros de longo prazo perdeu cerca de 200 pontos-base. Quando observamos o desempenho sob a ótica global, vemos que outros países latino-americanos e emergentes também se beneficiaram, sugerindo que o principal motor desse movimento foi o realinhamento externo — e não méritos exclusivamente domésticos.

    Atribui a valorização de 10% do real principalmente ao realinhamento externo e enfraquecimento global do dólar, e não a méritos domésticos brasileiros.

  7. a curva de juros de longo prazo perdeu cerca de 200 pontos-base.

    Observa fechamento de cerca de 200 pontos-base na curva de juros longa no semestre e vê espaço para ciclo de corte adiante.

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