Quantitas - Carta mensal (03/2026)
Março 2026 · Quantitas
Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 13
- Publicada em
- 06 de abr de 2026
- Trechos únicos
- 9
Carta sobre março/26 publicada 36 dias depois em abril/26.
Resumo
A carta de março de 2026 da Quantitas tem como tema central o impacto do conflito entre EUA, Irã e Israel sobre o cenário macroeconômico global e doméstico, condicionando perspectivas de inflação, atividade e política monetária. No Brasil, o choque de oferta gerado pela guerra levou o Banco Central a adotar postura mais conservadora, optando por corte de 0,25% na Selic e revisando o cenário de juro terminal de 11% para 11,5% ao fim do ciclo. No campo eleitoral, a gestora mantém avaliação de disputa equilibrada, com 50% de chance para cada candidato, enquanto nos portfólios os fundos simplificaram posições, reduzindo estratégias que já atingiram seus alvos e ampliando exposições táticas em mercados com melhores assimetrias.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
Trecho compartilhado · 5 conceitos
“Os principais aumentos ocorreram em Hypera (via subscrição de ações) e Banco do Brasil, mas também em Equatorial, Suzano e Três Tentos — além da continuidade da formação de posição na nova companhia recentemente adicionada ao portfólio.”
Hypera ·Ampliou a posição em Hypera via subscrição de ações, consumindo parte do caixa para reforçar alocação já existente no portfólio.
3tentos ·Ampliou a posição em Três Tentos ao longo do mês, consumindo parte do caixa para reforçar alocação já existente no portfólio.
Suzano ·Ampliou a posição em Suzano ao longo do mês, sendo também a maior exposição da carteira de ações no valor relativo contra o Ibovespa.
Banco do Brasil ·Ampliou a posição em Banco do Brasil ao longo do mês, consumindo parte do caixa para reforçar alocação já existente no portfólio.
Equatorial ·Ampliou a posição em Equatorial ao longo do mês, consumindo parte do caixa para reforçar alocação já existente no portfólio.
“Quanto aos efeitos indiretos, como a inflação mais elevada e as taxas de juros mais altas, aumentamos a exposição vendida em bens de capital, um setor muito sensível aos juros.”
Aumentou a exposição vendida em bens de capital, setor visto como muito sensível à alta de juros e inflação mais elevada.
“Adaptando o fundo à nova realidade macroeconômica, reduzimos a exposição ao petróleo e à empresa sucroalcooleira São Martinho, de modo que o fundo fique menos sensível diretamente à guerra.”
Reduziu a exposição vendida em São Martinho para tornar o fundo menos sensível diretamente aos efeitos da guerra.
“destaque negativo para a marcação a mercado das debêntures da Hapvida, que embutem um prêmio de crédito significativo devido às incertezas operacionais da empresa. Desta vez, diferentemente do mês passado, quando optamos por vender os papéis da siderúrgica CSN, mantivemos os papéis em carteira para capturar esse prêmio, pois vemos um descolamento entre os fundamentos e o preço de mercado.”
Mantém as debêntures da Hapvida em carteira para capturar o prêmio de crédito, vendo descolamento entre fundamentos e preço de mercado apesar das incertezas operacionais.
“A guerra tenha reduzido o espaço que o BC tinha para cortar juros, e revisamos o cenário de 11% para 11,5% ao final do ciclo.”
Revisou a projeção da Selic terminal de 11% para 11,5%, avaliando que a guerra reduziu o espaço do BC para cortar juros.
“A forte valorização nos levou a zerar a posição em Petrobras.”
Zerou a posição em Petrobras após forte valorização das ações.
“Como destaque negativo, os papéis vendidos que o mercado considera beneficiários da guerra, como SLC e São Martinho, foram os detratores de desempenho.”
Mantém posição vendida em SLC, considerada pelo mercado beneficiária da guerra, papel que atuou como detrator de desempenho do fundo no mês.
“Mantivemos a exposição neutra em bolsa local, com posições de valor relativo entre uma carteira de ações (sendo SUZB3 a maior exposição) vs Ibovespa.”
Mantém exposição neutra em bolsa local, operando valor relativo entre carteira de ações, com destaque para SUZB3, contra o Ibovespa.
“É claro que, se o conflito permanecer por mais um, dois, três meses, e o petróleo atingir US$150 ou mais e sem perspectivas de normalização, o Fed não terá espaço para reduzir os juros. Por outro lado, caso a guerra se encerre dentro do prazo mencionado por Trump ("duas a três semanas") e os preços retornem à faixa de US$80 (superior ao nível pré-guerra de US$60), o mercado voltará a debater dois cortes ao longo do ano.”
Vê o petróleo como variável-chave: se subir a US$150 inviabiliza cortes do Fed, mas retorno a US$80 permitiria retomada da discussão de cortes.
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