Itaú JaneiroMultimercadoMar 2026

Itau Janeiro - Carta (2026-03-31)

Março 2026 · Itaú Janeiro

Carta de Março 2026· publicada em 07 de abr de 2026

Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
14
Publicada em
07 de abr de 2026
Trechos únicos
14

Carta sobre março/26 publicada 37 dias depois em abril/26.

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Resumo

A carta do Itaú Janeiro Multimercado de março de 2026 tem como tema central o choque geopolítico provocado pela guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo em magnitude comparável à Guerra do Golfo de 1990, pressionando a inflação global e reprecificando as curvas de juros ao redor do mundo. No cenário doméstico, a gestora destaca a resiliência do real — favorecida pela posição do Brasil como exportador líquido de petróleo — e projeta um IPCA de 4% em 2026, abaixo do consenso, com expectativa de cortes da Selic mais intensos do que o precificado pelo mercado ao longo do ano. No portfólio, o fundo encerrou o trimestre com perdas relevantes em posições aplicadas em juros no Brasil, México, Reino Unido e África do Sul, tendo reduzido significativamente a exposição ao risco durante março antes de retomá-la parcialmente ao fim do período.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

14
  1. O choque de preços do petróleo não é inteiramente negativo para o Brasil, exportador líquido, o que favorece o real e contribui para fluxos de entrada na bolsa local.

    Vê o real favorecido pelo choque do petróleo, dada a condição do Brasil como exportador líquido, com fluxos adicionais à bolsa local.

  2. Em moedas, mantemos posição vendida em USDBRL e comprada em ouro.

    Mantém posição comprada em ouro, combinada à venda de USDBRL, dentro da estratégia de moedas diante do choque do petróleo.

  3. Para a política monetária, esperamos um Banco Central cauteloso no curto prazo, mas cortes de juros maiores do que o precificado pelo mercado. O Copom deve continuar gradual, com corte de 25 bps em abril. Mantido o cenário de acomodação dos conflitos e do choque ao longo de abril, a sequência mais provável seria uma aceleração do ritmo no meio do ano, com 50 bps em junho, e continuidade do ciclo até uma Selic ao redor de 12% em dezembro.

    Espera Copom cauteloso no curto prazo, com corte de 25 bps em abril, aceleração para 50 bps em junho e Selic ao redor de 12% em dezembro.

  4. A África do Sul segue em ajuste ortodoxo, com fiscal equilibrado e credibilidade monetária, o que deve manter expectativas de inflação ancoradas, mesmo sendo importador de energia, abrindo espaço para cortes no segundo semestre em um cenário de reversão parcial do choque.

    Mantém posição aplicada em juros na África do Sul, esperando cortes no segundo semestre, sustentados por ajuste fiscal ortodoxo e credibilidade monetária.

  5. No México, o banco central segue previsível. Conforme sinalizado há seis semanas, houve corte de juros em março, apesar da guerra, e manutenção da indicação de pelo menos mais um corte este ano, mesmo com o mercado precificando leve alta.

    Mantém posição aplicada em juros no México, vendo o banco central previsível, com corte realizado em março e pelo menos mais um esperado no ano.

  6. Avaliamos que, nos níveis atuais, o ECB deve manter os juros nas próximas reuniões. Não tínhamos posição relevante antes do choque e passamos a aplicar juros após o mercado precificar entre duas e três altas este ano.

    Espera que o ECB mantenha os juros nas próximas reuniões e passou a aplicar juros após o mercado precificar duas a três altas no ano.

    • +2.0Mag7SETORcl72
    O tema de IA e Mag7 continua sendo posição relevante do fundo.

    Mantém o tema de IA e Mag7 como posição relevante do fundo, apesar da deterioração recente de sentimento sobre o grupo.

  7. Reduzimos nossa exposição à Ásia, apesar de nossa maior posição ainda ser TSM, e aumentamos ligeiramente a exposição ao Brasil.

    Mantém TSM como maior posição da carteira, apesar de ter reduzido a exposição geral à Ásia.

  8. o fechamento do Estreito de Hormuz gerou o maior choque no preço do petróleo desde a Guerra do Golfo (Figura 1). O choque combina alta da inflação nos próximos trimestres com piora moderada da atividade e do mercado de trabalho, uma combinação ruim para os bancos centrais e para a economia.

    Vê choque temporário no petróleo após fechamento do Estreito de Hormuz, com curva futura apontando queda para USD 70–75 em 12 meses.

  9. Na Colômbia, o debate é outro. Como exportador de energia e com o banco central elevando juros (+200 bps no 1º tri), o mercado de renda fixa ignorou a volatilidade recente, reagindo mais a fatores técnicos e às probabilidades de mudança de governo (eleição presidencial em 31 de maio).

    Mantém posição aplicada em juros na Colômbia, observando que o mercado de renda fixa local reage mais a fatores técnicos e à eleição presidencial de maio do que à volatilidade recente, apesar da alta de 200 bps pelo banco central.

  10. Assim como na Europa, se o choque de oferta for temporário e considerando um mercado de trabalho mais frágil, seguimos vendo maior probabilidade de estabilidade nos próximos meses, com uma ou duas quedas no segundo semestre, caso o petróleo retorne aos níveis pré-guerra.

    Vê maior probabilidade de estabilidade dos juros no Reino Unido nos próximos meses, com uma ou duas quedas no segundo semestre se o petróleo recuar.

  11. ...enquanto gás natural ainda se assemelha mais ao cenário mais dovish, aos preços de hoje

    Vê os preços atuais do gás natural alinhados ao cenário mais dovish do ECB, sugerindo menor pressão inflacionária por essa via.

  12. A guerra no Irã impulsionou fortemente os preços do petróleo e beneficiou de forma relevante as ações do setor de energia.

    Observa que a guerra no Irã impulsionou os preços do petróleo e beneficiou de forma relevante as ações do setor de energia.

  13. Esse fluxo se materializou de forma expressiva no Brasil, com entrada líquida de capital estrangeiro superior a R$ 50 bilhões na bolsa local.

    Observa entrada líquida expressiva de capital estrangeiro superior a R$ 50 bilhões na bolsa brasileira, refletindo movimento global de diversificação rumo a emergentes.

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