Carta Mensal Kinea Investimentos - Junho 2026 (Apollo 13: A mudança de rumo nos mercados | Carta do Gestor)
Junho 2026 · Kinea Investimentos
Coletada em 02 de jul. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 17
- Publicada em
- 30 de jun de 2026
- Trechos únicos
- 13
Carta sobre junho/26 publicada 29 dias depois em junho/26.
Resumo
A Kinea Investimentos utiliza a analogia da missão Apollo 13 para descrever um cenário de múltiplas mudanças de rota nos mercados: nos Estados Unidos, a chegada de Kevin Warsh ao Fed sinaliza postura mais dura contra a inflação persistente, favorecendo o dólar e juros mais elevados por mais tempo; no Brasil, a Selic em patamar emergencial resiste a cortes diante de pressões fiscais, mercado de trabalho aquecido e inflação de serviços resiliente. No campo de tecnologia, a entrada da SpaceX no mercado público intensifica a disputa por capital na corrida de IA, enquanto o portfólio da gestora privilegia semicondutores, posição comprada em dólar, juros aplicados fora dos EUA e exposição comprada em milho, com cautela em ativos brasileiros e neutralidade em petróleo.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“A nossa posição comprada em dólar reflete essa combinação. Crescimento relativo melhor nos Estados Unidos, diferencial de juros mais favorável, surpresas econômicas mais fortes e um Fed mais comprometido com a meta de inflação formam um ambiente positivo para o dólar, especialmente contra moedas europeias e contra o peso mexicano.”
Mantém posição comprada em dólar, apoiada em crescimento e juros relativos favoráveis nos EUA e Fed mais duro, sobretudo contra euro e peso mexicano.
“A queda recente retirou o prêmio de risco, o preço voltou para próximo do custo de produção e o período crítico ainda está à frente. A assimetria, neste momento, é mais altista do que baixista.”
Mantém posição comprada em milho, vendo assimetria altista com preço próximo ao custo de produção e período crítico da safra americana ainda à frente.
“É ali que vemos maior escassez, maior visibilidade de demanda e melhor captura de valor no curto prazo. Memória, semicaps, GPUs e, em alguns casos, CPUs continuam sendo gargalos da cadeia. Mesmo com competição entre modelos e hyperscalers, todos eles precisam comprar chips, equipamentos, memória e capacidade de fabricação.”
Mantém preferência por semicondutores dentro da cadeia de IA, vendo escassez, visibilidade de demanda e melhor captura de valor no curto prazo.
- -2.5HyperscalersSETORcl82
“A competição está aumentando, a necessidade de capital está crescendo e a vantagem competitiva parece menos estável do que o mercado precificava.”
Evita exposição excessiva a hyperscalers, vendo competição crescente, maior necessidade de capital e vantagem competitiva menos estável do que o mercado precificava.
“Crescimento relativo melhor nos Estados Unidos, diferencial de juros mais favorável, surpresas econômicas mais fortes e um Fed mais comprometido com a meta de inflação formam um ambiente positivo para o dólar, especialmente contra moedas europeias e contra o peso mexicano.”
Vê ambiente favorável ao dólar frente ao peso mexicano, sustentando posição comprada em dólar por diferencial de juros e crescimento relativo dos EUA.
- -2.0Juros brasileirosMACROcl72
“A Selic em 14%-15% deveria ser uma taxa emergencial. O que chama atenção é que, mesmo nesse nível, o Banco Central não consegue iniciar um ciclo consistente de cortes. A economia segue aquecida, a inflação de serviços permanece pressionada, o mercado de trabalho continua apertado e o fiscal voltou a adicionar risco.”
Vê a Selic em 14%-15% como taxa emergencial que o Banco Central não consegue cortar diante de economia aquecida, serviços pressionados e risco fiscal.
“A assimetria, para nós, está menos no petróleo curto e mais na venda de produtores de petróleo e petróleo longo que continuaram negociando em preços elevados para um mundo que deve reverter a um superávit relevante com a normalização de Ormuz.”
Mantém neutralidade em petróleo, com preferência por vender produtores e petróleo longo, esperando reversão a superávit relevante com a normalização de Ormuz.
“Juros elevados, proximidade da eleição e prêmio de risco fiscal reduzem a atratividade do índice como um todo.”
Vê baixa atratividade do Ibovespa como um todo, dado juros elevados, proximidade eleitoral e prêmio de risco fiscal, mantendo exposição seletiva.
Trecho compartilhado · 3 ativos
- +2.0Juros suecosMACROcl35
- +2.0Juros mexicanosMACROcl35
- -2.0Juros neozelandesesMACROcl18
“Preferimos o dólar a moedas vulneráveis, juros aplicados fora dos Estados Unidos, cautela com Brasil, neutralidade em petróleo com preferência por vender produtores, exposição comprada em milho e preferência por semicondutores dentro da cadeia de IA.”
Juros suecos ·Mantém posições aplicadas em juros fora dos Estados Unidos, apostando em queda impulsionada pelo alívio do choque de petróleo e energia.
Juros mexicanos ·Mantém posições aplicadas em juros fora dos Estados Unidos, incluindo mercados vulneráveis como o México, apostando em alívio inflacionário pós-choque de energia.
Juros neozelandeses ·Mantém posições aplicadas em juros fora dos Estados Unidos, aproveitando o alívio inflacionário vindo da queda do petróleo em economias menos aquecidas.
Trecho compartilhado · 3 ativos
- +1.5Construção civil (Minha Casa Minha Vida)SETORcl52
- +1.5EmbraerATIVOcl38
- +1.5Utilities (Utilidades Públicas)SETORcl35
“Mantemos exposição mais seletiva em construtoras (Minha Casa, Minha Vida), utilities e Embraer.”
Construção civil (Minha Casa Minha Vida) ·Mantém exposição seletiva em construtoras do segmento Minha Casa Minha Vida, dentro de um posicionamento limitado na bolsa brasileira.
Embraer ·Mantém exposição seletiva em Embraer dentro da bolsa brasileira, em contexto de posições limitadas no país devido a juros elevados e risco fiscal.
Utilities (Utilidades Públicas) ·Mantém exposição seletiva a utilities na bolsa brasileira, em meio a posicionamento limitado no Brasil devido a juros elevados e risco fiscal.
“Elas podem ser populares no curto prazo, mas aumentam a percepção de risco fiscal, pressionam a curva de juros e reduzem a capacidade do Banco Central de cortar a Selic.”
Vê pautas-bomba elevando risco fiscal, pressionando a curva de juros e limitando a capacidade do Banco Central de cortar a Selic.
“Por isso, estamos neutros em petróleo. O preço spot já normalizou boa parte do choque, mas ainda há riscos geopolíticos relevantes. A assimetria, para nós, está menos no petróleo curto e mais na venda de produtores de petróleo e petróleo longo que continuaram negociando em preços elevados para um mundo que deve reverter a um superávit relevante com a normalização de Ormuz.”
Mantém posição neutra em petróleo, com preferência por vender produtores e petróleo longo, apostando em reversão a superávit com normalização de Ormuz.
“Quando o real fica vulnerável, o câmbio vira o canal de transmissão externo da nossa fragilidade doméstica.”
Vê o real como vulnerável e canal de transmissão da fragilidade doméstica frente ao Fed duro, mantendo-se sem exposição à moeda no momento.
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