Carta Mensal Versa Asset - Julho 2025 (Resultado Mensal (Junho/25) - Versa)
Junho 2025 · Versa Asset
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 15
- Publicada em
- 30 de mai de 2026
- Trechos únicos
- 12
Carta sobre junho/25 publicada 12 meses depois em maio/26.
Resumo
A Versa Asset reporta mais um mês positivo para o mercado brasileiro em junho de 2025, atribuindo o desempenho ao enfraquecimento global do dólar — que acumula queda de 12% frente ao real no semestre — e à desinflação sem deterioração relevante da atividade econômica. O fundo Institucional FIA avançou 4,2% no mês e 39% no semestre, com destaque para Lojas Renner, Moura Dubeux e Ecorodovias, enquanto os fundos Long Biased registraram altas de 6,7% (Fit) e 10,7% (Versa) no período, beneficiados pela alavancagem sobre a carteira long e pela migração da estratégia de hedge de opções para índice futuro.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Moura Dubeux tem diversos motivos para continuar a subir: vendas resilientes, valuation extremamente atrativo e aumento da liquidez do papel, de forma que é impossível apontar um único fator para a alta do papel.”
Vê Moura Dubeux com espaço para continuar subindo, sustentada por vendas resilientes, valuation muito atrativo e aumento da liquidez do papel.
“A decisão foi baseada no desempenho superior das vendas da Multiplan, tanto no 1T25 quanto historicamente, sustentada por um portfólio de ativos premium, com destaque para o Morumbi Shopping e o BarraShopping.”
Mantém preferência por Multiplan no setor de shoppings, com posição de 20% do fundo, sustentada por vendas superiores e portfólio premium como Morumbi e BarraShopping.
“Além disso, enquanto a Allos distribuiu mais de 20% do valor de mercado em dividendos e recompras nos últimos 2 anos — impulsionada pela geração de caixa e venda de ativos —, essa prática não deve se repetir no mesmo ritmo. A empresa esgotou sua reserva de lucros e, atualmente, está limitada à distribuição do lucro contábil, o que deve resultar em um dividend yield* estimado de apenas 7% para 2025, considerando o preço atual da ação.”
Projeta desaceleração nos proventos da Allos, com dividend yield estimado de apenas 7% em 2025 após esgotamento da reserva de lucros.
“Ecorodovias, uma das empresas mais endividadas da bolsa pelo critério dívida líquida comparada ao LAJIDA, subiu com a expectativa de corte de juros mais cedo que o antevisto.”
Vê Ecorodovias, uma das empresas mais endividadas da bolsa em dívida líquida/LAJIDA, beneficiada pela expectativa antecipada de corte de juros.
“Renner continua a se beneficiar do crescimento da massa salarial real, fruto do aumento do emprego e queda da inflação descritos na primeira parte da carta.”
Vê Renner como beneficiária do crescimento da massa salarial real, sustentada pelo aumento do emprego e pela queda da inflação.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“As maiores contribuições do semestre vieram de TIM, Ecorodovias e Neoenergia — empresas que se beneficiaram diretamente da compressão dos juros reais e da maior previsibilidade de receitas.”
TIM ·Aponta TIM como maior contribuição do semestre no Genesis, beneficiada pela compressão dos juros reais e maior previsibilidade de receitas.
Neoenergia ·Aponta Neoenergia como uma das maiores contribuições do semestre, beneficiada pela compressão dos juros reais e pela maior previsibilidade de receitas.
Energisa ·Cita Energisa entre as contribuições positivas do semestre no setor de infraestrutura, beneficiada pela compressão dos juros reais e maior previsibilidade de receitas.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Nos últimos 2 meses os fundos começaram a investir em IRB, explorado no artigo do Marcelo, e Odontoprev. São empresas com perfil mais defensivo, que têm resultados crescentes e se beneficiam da alta taxa SELIC.”
IRB Brasil ·Iniciou posição em IRB Brasil nos últimos dois meses, vendo perfil defensivo, resultados crescentes e benefício da SELIC alta.
Odontoprev ·Iniciou posição em Odontoprev nos últimos dois meses, vendo perfil defensivo, resultados crescentes e beneficiário da Selic alta.
“O dólar teve seu pior desempenho em um primeiro semestre em mais de 50 anos, recuando 11% frente a uma cesta representativa de moedas e 12% frente ao real. As bolsas da maioria dos países emergentes também acumulam alta no ano. Em resumo, estamos surfando uma onda de fluxo de capitais saindo dos EUA e valorizando ativos mundo afora.”
Vê o dólar em ciclo de desvalorização global, com espaço teórico para seguir caindo diante de déficits fiscais e política externa imprevisível dos EUA.
“Nesse contexto, o mercado já precifica o início de um ciclo de cortes na taxa de juros pelo Banco Central na virada do ano. Por outro lado, o mercado de trabalho continua resiliente: a taxa de desemprego não subiu e a massa salarial real (população ocupada multiplicada pelos salários ajustados pela inflação) segue crescendo a quase 6% ao ano. Esse cenário é duplamente favorável para as empresas focadas no mercado doméstico (que representam boa parte da nossa carteira): juros em queda e demanda firme.”
Vê o mercado já precificando início de ciclo de cortes de juros pelo Banco Central na virada do ano, cenário favorável a empresas domésticas.
“Esse movimento estaria associado à percepção crescente de risco sobre os títulos do Tesouro americano, devido ao aumento dos déficits fiscais nos EUA e a política externa imprevisível.”
Vê risco crescente sobre Treasuries americanos, associado ao aumento dos déficits fiscais nos EUA e à política externa imprevisível.
“O Institucional encerrou o semestre em alta de 39%, 24% acima do índice Bovespa, benchmark do fundo que subiu 15%.”
Reporta que o Ibovespa subiu 15% no semestre, sendo superado em 24 pontos percentuais pelo fundo Institucional, que avançou 39%.
“O dólar teve seu pior desempenho em um primeiro semestre em mais de 50 anos, recuando 11% frente a uma cesta representativa de moedas e 12% frente ao real.”
Observa valorização do real frente ao dólar, com a moeda americana recuando 12% no semestre, refletindo fluxo de capitais para emergentes.
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