Carta Mensal Persevera Asset Management - Julho 2026 (Piloto e Passageiro)
Junho 2026 · Persevera Asset Management
Coletada em 08 de jul. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 10
- Publicada em
- 07 de jul de 2026
- Trechos únicos
- 10
Resumo
Na carta trimestral referente ao segundo trimestre de 2026, a Persevera aponta a inteligência artificial como vetor dominante dos mercados globais, responsável por concentrar fluxos em ativos americanos e interromper momentaneamente a tese de enfraquecimento do dólar, ao mesmo tempo em que alerta para o excesso de otimismo precificado e o risco de correções. No Brasil, a gestora mantém visão construtiva para prefixados longos e para o real — sustentada pelo diferencial de juros de 10,5 p.p. —, avalia positivamente a continuidade do ciclo de cortes da Selic pelo Banco Central e destaca a resiliência do crédito privado com fechamento de spreads. O cenário político eleitoral de 2026 também é abordado, com a gestora argumentando que a reeleição de Lula não é certa diante de sua alta rejeição e da possibilidade de candidatos de oposição se consolidarem até o primeiro turno.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Mantemos visão estruturalmente construtiva para o real, apesar da força do dólar no curto prazo. O principal pilar da nossa tese segue sendo o carrego positivo, justificado pelo elevado diferencial de juros de 10,5p.p. entre Brasil (Selic em 14,25% a.a.) e Estados Unidos (Fed Funds em 3,75% a.a.).”
Mantém visão estruturalmente construtiva para o real, sustentada pelo carrego elevado do diferencial de juros de 10,5 p.p. entre Brasil e EUA.
“Mantemos visão construtiva para a renda fixa prefixada, sobretudo nos vencimentos mais longos, onde enxergamos uma assimetria positiva relevante. A combinação de (i) inflação de 2027 ancorada e dentro das bandas da meta, (ii) câmbio estável e (iii) Banco Central que segue comprometido com o ciclo de cortes sustenta nossa leitura para a classe.”
Mantém visão construtiva para renda fixa prefixada, sobretudo nos vencimentos longos, sustentada por inflação ancorada, câmbio estável e continuidade do ciclo de cortes.
“Divergimos dessa narrativa do mercado, razão pela qual estamos construtivos com a retomada da queda do dólar. Apesar do discurso de Warsh, acreditamos que o Fed não quer e não precisa subir juros, dado que a alta da inflação foi um repique pontual, e não o início de um processo estrutural.”
Mantém-se construtivo com a retomada da queda do dólar, divergindo do mercado e avaliando que o Fed não precisará subir juros.
“Para o médio e longo prazos, entretanto, seguimos otimistas com os ganhos econômicos e de produtividade que a IA tem gerado, sustentando margens mais altas e expansão de demanda, razão pela qual temos viés de compra nas eventuais oportunidades que o mercado oferecer nos próximos meses.”
Mantém otimismo com IA no médio e longo prazos, esperando ganhos de produtividade e margens, com viés de compra em eventuais correções.
“Na renda variável global, ficamos um pouco mais cautelosos. Ainda reconhecemos o valor a ser gerado para as empresas pelos avanços em Inteligência Artificial, mas o mercado passou a precificar um otimismo excessivo, na nossa visão. Isso tem deixado o mercado mais volátil e mais suscetível a correções mais bruscas.”
Adota postura mais cautelosa com a bolsa americana, vendo otimismo excessivo precificado em IA e maior suscetibilidade a correções bruscas.
“No Brasil, após defendermos boa parte da queda desde meados de abril, começamos a ficar um pouco mais otimistas, considerando valuations baratos, investidores desalocados e continuidade do ciclo de corte de juros. Caso o dólar volte a se enfraquecer globalmente, vemos um forte impulso às ações brasileiras.”
Passa a ver o Ibovespa com mais otimismo, apoiado em valuations baratos, investidores desalocados e continuidade do corte de juros, com impulso adicional caso o dólar enfraqueça.
“Enxergamos catalisadores para a volta do dólar mais fraco: a forte queda do petróleo e indicadores de inflação mais benignos retiram a pressão para alta de juros nos EUA, aliviando o dólar e impulsionando outros ativos globalmente.”
Vê a forte queda do petróleo como catalisador para inflação mais benigna nos EUA, aliviando pressão por juros altos e enfraquecendo o dólar.
“Em títulos atrelados à inflação, enxergamos boas oportunidades para o longo prazo, mas um curto prazo ainda desafiador, razão pela qual seguimos com postura mais cautelosa, com viés de aumento gradual nos próximos meses, contingente ao cenário de alternância de poder.”
Vê boas oportunidades em NTN-Bs no longo prazo, mas mantém postura cautelosa no curto, com viés de aumento gradual contingente ao cenário político.
“Na renda variável internacional, seguimos comprados, mas com posições menores, tanto em tecnologia quanto commodities — com foco no segmento de Inteligência Artificial e energia.”
Mantém posição comprada em energia dentro da renda variável internacional, porém com exposição reduzida ao segmento de commodities.
“a curva de juros americana não respondeu como o esperado: os yields continuaram em alta, contribuindo para o fortalecimento do dólar contra as outras moedas e derrubando o ouro e as criptomoedas.”
Observa que a curva de juros americana surpreendeu com yields em alta, fortalecendo o dólar e pressionando ouro e criptomoedas.
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