Carta Mensal Persevera Asset Management - Março 2025 (Uma recessão orquestrada?)
Março 2025 · Persevera Asset Management
Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 10
- Publicada em
- 11 de mar de 2025
- Trechos únicos
- 10
Resumo
A carta da Persevera discute a hipótese de uma recessão deliberadamente orquestrada pelo governo Trump, que combinaria tarifas, cortes de gastos e desaceleração econômica como estratégia de reinicialização, enquanto a China responde redirecionando sua economia para consumo interno e tecnologia. No Brasil, a gestora destaca o paradoxo entre fundamentos econômicos mais sólidos do que o percebido — crescimento médio de 3% ao ano e déficit controlado — e a deterioração das expectativas causada pela comunicação inconsistente do governo Lula, agravada pela queda histórica em sua popularidade. Diante desse cenário, a Persevera mantém posições aplicadas em prefixados e bolsa local, posição vendida em dólar, exposição a tecnologia chinesa e ouro, e posição vendida em NVIDIA.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Por essa razão, seguimos aplicados em Treasuries de 10 anos e preferimos não ter exposição direta a ações americanas. Mantemos, por outro lado, uma posição vendida em NVIDIA.”
Mantém posição vendida em NVIDIA, como parte da postura defensiva frente a ativos americanos diante do cenário de reinicialização econômica nos EUA.
“Essa mudança estratégica para impulsionar o consumo, juntamente com a continuidade do investimento em tecnologia, reforça nossa visão positiva para as ações de tecnologia chinesas. O foco em inovação, especialmente em áreas como IA e computação avançada, sugere um futuro promissor para empresas do setor.”
Mantém visão positiva para ações de tecnologia chinesas, sustentada pelo estímulo ao consumo e pelo apoio governamental à inovação em IA e computação avançada.
“quando algum evento catalisador provocar esse movimento de realinhamento entre percepção e realidade, a reprecificação dos ativos brasileiros poderá ser impressionantemente forte, particularmente em títulos prefixados e na bolsa.”
Mantém alocação elevada em bolsa brasileira, esperando reprecificação forte quando evento catalisador realinhar percepção e fundamentos, apesar da volatilidade macroeconômica no caminho.
“No curto prazo, contudo, tememos que os ativos de risco americanos continuem reagindo negativamente a essas medidas de reinicialização econômica. Por essa razão, seguimos aplicados em Treasuries de 10 anos e preferimos não ter exposição direta a ações americanas.”
Prefere não ter exposição direta a ações americanas no curto prazo, temendo reação negativa dos ativos de risco à reinicialização econômica de Trump.
“Por essa razão, seguimos aplicados em Treasuries de 10 anos e preferimos não ter exposição direta a ações americanas.”
Mantém posição aplicada em Treasuries de 10 anos, refletindo cautela com ativos de risco americanos diante da reinicialização econômica conduzida pelo governo Trump.
“Este segmento oferece spreads mais atrativos em comparação às debêntures corporativas de mesmo rating, especialmente nos segmentos AAA e AA, que são nosso foco de alocação. Com a melhora significativa nos mercados de juros nominais e reais, além da dinâmica mais favorável no crédito privado, aumentamos a exposição em setores que consideramos resilientes, principalmente grandes bancos nacionais (Caixa, Itaú, BB, Santander).”
Aumentou exposição a grandes bancos nacionais (Caixa, Itaú, BB, Santander) AAA e AA, vistos como resilientes e com spreads mais atrativos que debêntures corporativas.
“Posicionamento: Mantemos posições aplicadas em títulos públicos prefixados e uma exposição moderada a papéis atrelados à inflação.”
Mantém posições aplicadas em títulos públicos prefixados e exposição moderada a papéis atrelados à inflação.
“No mercado internacional, seguimos com posições em ações de tecnologia chinesas, que têm se beneficiado do maior apoio do governo local ao setor, além de exposição ao ouro como proteção.”
Mantém exposição ao ouro como proteção dentro da postura defensiva no mercado internacional.
“Mantemos posições aplicadas em títulos públicos prefixados e uma exposição moderada a papéis atrelados à inflação.”
Mantém exposição moderada a títulos atrelados à inflação, complementando a posição aplicada em prefixados diante do cenário de desaceleração econômica.
“As incertezas sobre a condução fiscal e a piora na aprovação do governo têm pressionado o Real. Caso o Real continue se desvalorizando, uma nova rodada de intervenções pelo BC é possível, como já observado em janeiro com leilões de linha para conter a volatilidade cambial.”
Vê o Real pressionado por incertezas fiscais e queda de popularidade do governo, e considera provável nova rodada de intervenções cambiais do BC.
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