Carta Mensal Persevera - Março 2025 (Uma recessão orquestrada?)
Março 2025 · Persevera Asset Management
Coletada em 17 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Conceitos extraídos
- 8
- Publicada em
- 11 de mar de 2025
- Trechos únicos
- 7
Resumo
A carta da Persevera discute a hipótese de uma recessão deliberadamente orquestrada pelo governo Trump, que estaria utilizando tarifas, cortes de gastos e incerteza política como ferramentas de reinicialização econômica, justificando a postura defensiva da gestora em relação a ativos americanos. No Brasil, a gestora destaca o paradoxo entre fundamentos econômicos mais sólidos do que o percebido — crescimento médio de 3% ao ano e déficit controlado — e a deterioração das expectativas causada pela comunicação inconsistente do governo Lula, que pressiona os ativos locais. Diante desse cenário, a Persevera mantém posições aplicadas em prefixados e inflação, elevada exposição à bolsa brasileira, posição vendida em dólar e preferência por tecnologia chinesa e ouro no portfólio internacional.
Conteúdo
Conceitos extraídos
Cada conceito vem com a frase de evidência verbatim. Quando vários conceitos saem do mesmo trecho, agrupamos pela frase.
Trecho compartilhado · 2 conceitos
“No mercado internacional, seguimos com posições em ações de tecnologia chinesas, que têm se beneficiado do maior apoio do governo local ao setor, além de exposição ao ouro como proteção. Adicionalmente, mantemos nossa posição vendida em NVIDIA.”
NVIDIA ·Mantem posicao vendida em NVIDIA, dentro de postura defensiva em ativos americanos diante de valuation esticado e desaceleracao economica nos EUA.
Tecnologia EUA ·Mantem postura defensiva em tecnologia americana, evitando exposicao direta a acoes dos EUA e preservando posicao vendida em NVIDIA diante de valuations esticados.
“Por essa razão, seguimos aplicados em Treasuries de 10 anos e preferimos não ter exposição direta a ações americanas.”
Mantem posicao aplicada em Treasuries de 10 anos, refletindo cautela com ativos de risco americanos diante da reinicializacao economica conduzida pelo governo Trump.
“quando algum evento catalisador provocar esse movimento de realinhamento entre percepção e realidade, a reprecificação dos ativos brasileiros poderá ser impressionantemente forte, particularmente em títulos prefixados e na bolsa.”
Espera reprecificação forte da bolsa brasileira quando um evento catalisador realinhar percepção e fundamentos, mantendo alocação elevada apesar da volatilidade esperada.
“Este segmento oferece spreads mais atrativos em comparação às debêntures corporativas de mesmo rating, especialmente nos segmentos AAA e AA, que são nosso foco de alocação. Com a melhora significativa nos mercados de juros nominais e reais, além da dinâmica mais favorável no crédito privado, aumentamos a exposição em setores que consideramos resilientes, principalmente grandes bancos nacionais (Caixa, Itaú, BB, Santander).”
Aumentou exposição a grandes bancos nacionais (Caixa, Itaú, BB, Santander) em ratings AAA e AA, vendo spreads mais atrativos que debêntures corporativas equivalentes.
“Apesar da recente alta do dólar, mantemos nossa posição vendida na moeda até que identifiquemos uma nova tendência clara nos preços.”
Mantém posição vendida em dólar contra o real, apesar da alta recente, aguardando identificar nova tendência clara nos preços.
“No mercado internacional, seguimos com posições em ações de tecnologia chinesas, que têm se beneficiado do maior apoio do governo local ao setor, além de exposição ao ouro como proteção.”
Mantém exposição ao ouro como proteção, dentro de postura defensiva frente a ativos americanos no portfólio internacional.
“Posicionamento: Mantemos posições aplicadas em títulos públicos prefixados e uma exposição moderada a papéis atrelados à inflação.”
Mantém exposição moderada a títulos atrelados à inflação, combinada a posições aplicadas em prefixados, diante da expectativa de desaceleração econômica.
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