Itaú JaneiroMultimercadoMai 2026

Itaú Janeiro - Carta mensal (05/2026)

Maio 2026 · Itaú Janeiro

Carta de Maio 2026· coletada em 31 de ago de 2026 · publicação até 1 dia antes

Coletada em 31 de ago. de 2026 ·

Ativos extraídos
17
Publicada em
29 de mai de 2026
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9
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Resumo

Em maio de 2026, o Itaú Janeiro Multimercado registrou retorno de 1,52% (142,1% do CDI), em um mês marcado pela tensão geopolítica no Oriente Médio, pressão inflacionária nos Estados Unidos e forte rally das bolsas americanas impulsionado pelo ciclo de infraestrutura de inteligência artificial. No cenário doméstico, o Ibovespa recuou 7,22% com saída expressiva de capital estrangeiro e deterioração das expectativas fiscais e inflacionárias, penalizando as posições locais do fundo. As principais contribuições positivas vieram dos books de juros internacionais — com destaque para posições aplicadas no Reino Unido, África do Sul e Hungria — e de posições relativas em ações americanas ligadas ao ecossistema de IA; ao longo do mês, a gestão reduziu o risco alocado no Brasil e ampliou a exposição comprada em dólar contra moedas de países desenvolvidos.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

17
  1. No book de moedas, aumentamos a exposição no mês de maio, com carteira comprada em dólar contra basicamente moedas de países desenvolvidos como euro, libra esterlina e franco suíço.

    Dólar (DXY) ·Aumentou em maio a exposição comprada em dólar contra moedas de países desenvolvidos, como euro, libra esterlina e franco suíço.

    Euro ·Mantém posição vendida em euro contra o dólar, dentro de carteira comprada em dólar frente a moedas de países desenvolvidos.

    Libra esterlina ·Mantém posição vendida em libra esterlina contra o dólar, dentro de carteira comprada em dólar frente a moedas de países desenvolvidos.

    Franco suíço ·Mantém posição vendida em franco suíço contra o dólar, dentro de carteira comprada em dólar frente a moedas de países desenvolvidos.

  2. No book de juros, mantivemos posições aplicadas no Reino Unido, África do Sul e Colômbia, parcialmente financiadas por posições tomadas (compradas em taxa) na Europa e Estados Unidos. Enxergamos a economia americana forte, puxada pelos investimentos das empresas de tecnologia, com mercado de trabalho resiliente e consumo sustentado.

    Renda Fixa EUA ·Mantém posições tomadas (compradas em taxa) nos Estados Unidos, refletindo visão de economia americana forte, com mercado de trabalho resiliente e consumo sustentado.

    Renda Fixa EUA ·Mantém posições tomadas (compradas em taxa) nos Estados Unidos, refletindo visão de economia americana forte, com mercado de trabalho resiliente e consumo sustentado.

  3. Na renda fixa, dado cenário de persistência do choque de petróleo, expectativas de inflação se deteriorando e atividade econômica ainda resiliente, entendemos que o Banco Central terá grande dificuldade em estender o ciclo de corte de juros.

    Renda Fixa Brasil ·Vê dificuldade do Banco Central em estender o ciclo de corte de juros, diante de choque do petróleo, inflação se deteriorando e atividade resiliente.

    Petróleo ·Vê persistência do choque de petróleo pressionando inflação e dificultando extensão do ciclo de corte de juros pelo Banco Central.

  4. No book de juros, mantivemos posições aplicadas no Reino Unido, África do Sul e Colômbia, parcialmente financiadas por posições tomadas (compradas em taxa) na Europa e Estados Unidos.

    Renda Fixa UK ·Mantém posição aplicada (vendida em taxa) na renda fixa do Reino Unido, financiada parcialmente por posições tomadas na Europa e Estados Unidos.

    Renda Fixa África do Sul ·Mantém posição aplicada (vendida em taxa) na renda fixa da África do Sul, parcialmente financiada por posições tomadas na Europa e Estados Unidos.

    Renda Fixa Europa ·Mantém posições tomadas (compradas em taxa) na Europa, usadas para financiar posições aplicadas em Reino Unido, África do Sul e Colômbia.

    Renda Fixa Colômbia ·Mantém posição aplicada em juros da Colômbia, parcialmente financiada por posições tomadas na Europa e Estados Unidos.

  5. O movimento foi impulsionado pela aceleração do ciclo de infraestrutura de inteligência artificial, que, em maio, se espalhou por toda a cadeia de valor: da Nvidia, com guidance de US$ 91 bilhões para o próximo trimestre, à Micron, que superou US$ 1 trilhão em valor de mercado e já tem a memória HBM esgotada para 2026, passando pela Snowflake, que subiu 38% em um único pregão, no melhor dia de sua história, e pela Dell, que avançou 33%, com crescimento de 757% na receita de servidores de IA.

    Vê aceleração do ciclo de infraestrutura de IA se espalhando por toda cadeia de valor, sustentando rally por revisão de lucros e mantém preferência por empresas do ecossistema.

    • +1.5Juros HungriaMACROcl38
    As principais contribuições positivas vieram dos books de juros internacionais, com destaque para as posições aplicadas (vendidas em taxa) no Reino Unido, na África do Sul e na Hungria.

    Manteve posição aplicada (vendida em taxa) nos juros da Hungria, que contribuiu positivamente para a performance do fundo no mês.

  6. O real acompanhou essa piora, com o dólar encerrando o mês em R$ 5,04.

    Observa que o real se depreciou junto com a piora dos ativos domésticos, encerrando maio com o dólar a R$ 5,04.

  7. O Ibovespa caiu 7,22% e encerrou o mês aos 173.787 pontos — o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023 —, acumulando sete semanas consecutivas de queda, um recorde da série.

    Observa que o Ibovespa caiu 7,22% em maio aos 173.787 pontos, pior desempenho desde fevereiro de 2023, com sete semanas consecutivas de queda.

  8. O S&P 500 avançou mais de 5,0% (7.580 pontos), o Nasdaq subiu cerca de 8,0% e o Dow Jones, 3,0%, todos em recordes de fechamento. O movimento foi impulsionado pela aceleração do ciclo de infraestrutura de inteligência artificial, que, em maio, se espalhou por toda a cadeia de valor: da Nvidia, com guidance de US$ 91 bilhões para o próximo trimestre, à Micron, que superou US$ 1 trilhão em valor de mercado e já tem a memória HBM esgotada para 2026, passando pela Snowflake, que subiu 38% em um único pregão, no melhor dia de sua história, e pela Dell, que avançou 33%, com crescimento de 757% na receita de servidores de IA. Trata-se de um rally sustentado por revisão de lucros, e não por expansão de múltiplos, o que ajuda a explicar seu descolamento em relação ao ciclo macroeconômico de curto prazo.

    Vê a bolsa americana em máximas históricas sustentadas por revisão de lucros ligada à infraestrutura de inteligência artificial, com movimento estreito concentrado em semicondutores e hardware.

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