Itaú Janeiro - Carta mensal (06/2026)
Junho 2026 · Itaú Janeiro
Coletada em 31 de ago. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 21
- Publicada em
- 07 de jul de 2026
- Trechos únicos
- 18
Carta sobre junho/26 publicada 36 dias depois em julho/26.
Resumo
A carta do Itaú Janeiro de junho de 2026 tem como tema central a dissipação do choque inflacionário gerado pelo conflito no Irã, com a reversão dos preços de petróleo e derivados abrindo espaço para dinâmicas domésticas distintas entre países e para a continuidade de cortes de juros no Brasil. No cenário local, a gestora projeta IPCA de 4,6% em 2026 — abaixo do consenso de mercado —, antecipa desaceleração da atividade no segundo semestre e espera que o Banco Central mantenha o ciclo de afrouxamento monetário sem pausas. No portfólio, destacam-se posições aplicadas em juros no Reino Unido e na África do Sul, viés aplicado em juros nominais brasileiros com hedge via CDS, e exposição construtiva em ações internacionais ligadas à cadeia de inteligência artificial, tema apontado como fundamento estrutural relevante para a economia global.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Na África do Sul, após resposta monetária firme ao choque de energia, esperamos reancoragem das expectativas, com juros reais em níveis elevados favorecendo posições aplicadas na parte longa da curva.”
Mantém posições aplicadas na parte longa da curva sul-africana, esperando reancoragem das expectativas após resposta monetária firme e com juros reais elevados.
“No Brasil, mantemos viés aplicado em juros nominais e vendidos em implícitas. Apesar da revisão de cenário, seguimos vendo inflação abaixo do consenso. A curva ainda embute prêmio elevado, mesmo após a reversão do choque do petróleo.”
Mantém viés aplicado em juros nominais e vendido em inflação implícita, vendo prêmio elevado na curva e inflação abaixo do consenso.
- +2.5Juros HungriaMACROcl82
“Na Hungria, a mudança de governo e maior alinhamento à UE favoreceram compressão de prêmios, e mantemos posições aplicadas na ponta longa, esperando continuação da normalização macroeconômica.”
Mantém posições aplicadas na ponta longa dos juros húngaros, apostando na continuação da normalização macroeconômica após mudança de governo e maior alinhamento à UE.
“Na Colômbia, o resultado eleitoral com política econômica ortodoxa e reorganização fiscal, abrem espaço para queda dos juros mais à frente. Seguimos com posição comprada em títulos soberanos intermediários.”
Mantém posição comprada em títulos soberanos intermediários da Colômbia, esperando queda de juros à frente após resultado eleitoral ortodoxo e reorganização fiscal.
“A curva ainda embute prêmio elevado, mesmo após a reversão do choque do petróleo. Com sinais de desaceleração da atividade e expectativas ainda pressionadas, entendemos que há espaço para queda gradual das expectativas de inflação.”
Mantém posição vendida em inflação implícita, vendo prêmio elevado na curva e espaço para queda gradual das expectativas com desaceleração da atividade.
“A inteligência artificial (IA) segue como fundamento importante para economia global. O ritmo de investimento permanece elevado, e a adoção de aplicações de IA se amplia de forma acelerada, à medida que o retorno econômico por unidade computacional ("token") aumenta, e o custo de produção por token cai.”
Vê a IA como fundamento relevante para a economia global, com investimento elevado, adoção acelerada e ganhos de produtividade superando pressões inflacionárias de curto prazo.
“Os riscos para o preço petróleo são de baixa. As importações da China recuaram bastante durante a guerra. Parte dessa queda pode refletir uma transição estrutural mais rápida para energias alternativas, diminuindo a demanda global por petróleo.”
Vê riscos de baixa para o preço do petróleo, com queda das importações chinesas podendo refletir transição estrutural mais rápida para energias alternativas.
“Na Zona do Euro, onde foi precificado um ciclo de alta de juros mais intenso, a inflação tem surpreendido para baixo, e não esperamos uma segunda alta do ECB.”
Não espera segunda alta de juros pelo ECB na Zona do Euro, dado que a inflação tem surpreendido para baixo apesar da precificação hawkish.
- +2.0CDS BrasilMACROcl72
“Como hedge, carregamos posição comprada em CDS Brasil, financiada em vendida numa cesta de países. Esta posição vai ser importante caso o desenrolar do ciclo eleitoral traga um governo com fiscal frágil.”
Carrega posição comprada em CDS Brasil, financiada por venda de cesta de países, como hedge contra risco de governo com fiscal frágil pós-eleição.
Trecho compartilhado · 3 ativos
- +2.0S&P GlobalATIVOcl62
- +2.0Intercontinental ExchangeATIVOcl62
- +2.0Visa Inc.ATIVOcl62
“Companhias como Visa, S&P Global e ICE negociam a múltiplos historicamente baixos, refletindo preocupações que consideramos excessivas frente à qualidade e rentabilidade dos negócios.”
S&P Global ·Mantém posição em S&P Global, vendo múltiplos historicamente baixos que refletem preocupações consideradas excessivas frente à qualidade e rentabilidade do negócio.
Intercontinental Exchange ·Mantém posição comprada em ICE, vendo múltiplos historicamente baixos como reflexo de preocupações excessivas diante da qualidade e rentabilidade do negócio.
Visa Inc. ·Mantém posição comprada em Visa, vendo múltiplos historicamente baixos e preocupações do mercado como excessivas frente à qualidade e rentabilidade do negócio.
“mantendo exposição em nomes e cadeias estruturais, como TSMC, Amazon e empresas ligadas a semicondutores.”
Mantém exposição à TSMC como nome estrutural dentro da cadeia de semicondutores, apesar da redução de risco agregado em ações internacionais.
“No curto prazo, vemos espaço para um USD moderadamente mais fraco, refletindo a reversão parcial do diferencial de juros reais e o recuo do petróleo.”
No curto prazo, vê espaço para um dólar moderadamente mais fraco, refletindo a reversão parcial do diferencial de juros reais e a queda do petróleo.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Diante disso, reduzimos risco agregado, mantendo exposição em nomes e cadeias estruturais, como TSMC, Amazon e empresas ligadas a semicondutores.”
Semicondutores ·Mantém exposição a semicondutores via cadeias estruturais como TSMC, apesar de ter reduzido risco agregado diante da concentração no tema de IA.
Amazon ·Mantém exposição à Amazon como parte de nomes e cadeias estruturais ligadas ao ciclo de lucros impulsionado por IA, apesar de reduzir risco agregado.
“Bolsa”
Mantém exposição em bolsa americana como parte da alocação internacional do fundo, sem detalhamento direcional explícito no trecho.
“O gráfico de Risco Vs. Retorno apresenta a relação entre a volatilidade anualizada e o retorno acumulado desde o início do fundo, em comparação com índices de mercado como CDI, Ibovespa, IHFA, IMA-B e IRF-M.”
Menciona o Ibovespa apenas como um dos índices de mercado utilizados na comparação de risco versus retorno do fundo, sem emitir visão.
- 0.0Bolsa asiáticaATIVO
“Bolsa Internacional”
Mantém exposição em bolsa internacional como parte da alocação de risco do portfólio, sem detalhamento específico sobre a região asiática.
“Alocações abaixo desses limites não são exibidas por não atenderem ao critério de relevância estabelecido.”
Não há exposição relevante em renda fixa no Reino Unido, pois a alocação ficou abaixo do critério mínimo de participação no patrimônio líquido.
“Alocação relevante por região (últimos 6 meses)”
A frase apenas indica que houve alocação relevante em renda fixa dos EUA nos últimos seis meses, sem detalhar direção ou tese específica.
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