Carta Mensal Kinea Investimentos - Junho 2025 (Sun Tzu - A Arte da Guerra - KINEA)
Junho 2025 · Kinea Investimentos
Coletada em 18 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 11
- Publicada em
- 30 de jun de 2025
- Trechos únicos
- 11
Carta sobre junho/25 publicada 29 dias depois em junho/25.
Resumo
A carta da Kinea, inspirada em Sun Tzu, analisa os principais conflitos geopolíticos e econômicos do cenário global, argumentando que a reafirmação do poder americano no conflito Irã-Israel e o equilíbrio negociado na guerra comercial EUA-China tendem a comprimir prêmios de risco e beneficiar ativos de risco. No Brasil, a gestora avalia que a política monetária restritiva aproxima-se do fim do ciclo de alta, com sinais de desinflação e câmbio comportado abrindo espaço para cortes da Selic entre o final de 2025 e início de 2026, mantendo posições aplicadas em juros. Nos mercados de ações, reforça convicção nas empresas de tecnologia americanas — especialmente as MAG-7 —, enquanto em commodities sustenta posições vendidas em petróleo, soja, café e açúcar, diante de perspectiva de oferta ampla e arrefecimento geopolítico.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Esse panorama reforça nossa visão de que, embora seja saudável diversificar globalmente, a liderança do mercado de ações permanece com o setor de tecnologia dos EUA no que tange à capacidade de entrega de resultados. Diante disso, mantemos a convicção de permanecer investidos em IA, aumentando gradualmente a participação nesse tema em nossos portfólios. Continuamos alocando nas ações das líderes de tecnologia – as MAG-7 – pois são elas que mais se beneficiarão da monetização dessa tendência, seja via venda de hardware (chips), serviços de nuvem, publicidade inteligente ou novos produtos habilitados por IA.”
Mantém convicção na liderança do setor de tecnologia dos EUA, ampliando gradualmente exposição a IA e às MAG-7 pela monetização superior da tendência.
“Com o arrefecimento do conflito e a total dissipação do prêmio geopolítico, ainda esperamos uma trajetória decadente de preços de petróleo entre agora e o final do ano. Entendemos também que eventuais voltas ao conflito novamente não devem trazer impactos em oferta de petróleo.”
Espera trajetória decadente de preços do petróleo até o final do ano, com dissipação do prêmio geopolítico e sem impactos de oferta em eventuais retornos do conflito.
“Esse cenário benigno de dólar e inflação sob controle dá sustentação técnica e política para que o BC enfim inicie os cortes entre o final desse ano e o início de 2026, embora ainda exista razoável incerteza quanto à data de início destes. Com esses desenvolvimentos, acreditamos ser sensato permanecer aplicado em juros, ou seja, manter posições que se beneficiem da queda das taxas futuras.”
Mantém posições aplicadas em juros, esperando início de ciclo de cortes da Selic entre o final de 2025 e início de 2026.
“As condições iniciais da safra americana são boas e esperamos que as exportações de soja dos Estados Unidos sejam menores do que o mercado precifica, gerando uma balança superavitária esse ano.”
Mantém posição vendida em soja, esperando exportações americanas abaixo do precificado e balança superavitária, dadas boas condições iniciais da safra dos EUA.
“No café, após alguns anos de déficit no mercado, o Brasil está colhendo uma safra que estimamos ser recorde de café conilon. Além disso, o ritmo de venda de café está mais lento do que o usual, isto é, os produtores brasileiros ainda têm volumes de venda relevante para fixarem.”
Mantém posição vendida em café, esperando safra recorde de conilon no Brasil, ritmo lento de vendas dos produtores e maior oferta vietnamita.
“a produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, após início ruim devido a colheita de uma safra que sofreu com clima ano passado, já vemos melhorias sequenciais que, na nossa visão, devem continuar ao longo da safra. Com a maior rentabilidade do açúcar versus o etanol, esperamos que usinas continuem maximizando o mix açucareiro. Além disso, as chuvas sazonais na Índia começaram mais cedo esse ano, o que tem melhorado a perspectiva de safra.”
Mantém posição vendida em açúcar, esperando melhora da safra no Centro-Sul, maior mix açucareiro nas usinas e safra indiana favorecida pelas chuvas.
“mantemos posição vendida em soja, café, açúcar e posição comprada no boi gordo americano.”
Mantém posição comprada em boi gordo americano dentro do book de commodities agrícolas e softs.
“Com esses desenvolvimentos, acreditamos ser sensato permanecer aplicado em juros, ou seja, manter posições que se beneficiem da queda das taxas futuras.”
Mantém posição aplicada em juros, apostando em queda das taxas futuras diante da possibilidade de início de ciclo de cortes pelo Copom.
“Esse balanço de forças atingido entre os Estados Unidos e China na guerra comercial nos parece benéfico para ativos de risco, já vez que coloca as duas potências em maior pé de igualdade, beneficiando ativos como a cadeia de semicondutores e empresas nos EUA dependentes do mercado chinês para vendas ou exportações.”
Vê a cadeia de semicondutores como beneficiária do reequilíbrio comercial entre EUA e China, favorecendo ativos de risco expostos ao setor.
“o câmbio – tradicional fonte de pressão inflacionária no Brasil – permanece comportado, com o real mais forte e estável, ajudado inclusive pelo ingresso de fluxos estrangeiros e pelos juros altos.”
Vê o real mais forte e estável, sustentado por fluxos estrangeiros e juros altos, contribuindo para conter pressões inflacionárias.
“Após uma forte realocação no início do ano do mercado norte-americano para ações na Europa, Ásia e emergentes, o período recente foi caracterizado por um retorno da preeminência da Nasdaq.”
Após realocação inicial para Europa, Ásia e emergentes, observa retorno da preeminência da Nasdaq no mercado americano no período recente.
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