Carta Mensal Kinea Investimentos - Novembro 2025 (A Ilíada - KINEA)
Novembro 2025 · Kinea Investimentos
Coletada em 18 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 10
- Publicada em
- 28 de nov de 2025
- Trechos únicos
- 10
Carta sobre novembro/25 publicada 27 dias depois em novembro/25.
Resumo
A Kinea Investimentos utiliza a metáfora da Ilíada para enquadrar 2026 como um ano de escolhas políticas e econômicas de alto impacto, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Nos EUA, o foco recai sobre o desgaste fiscal prolongado, a pressão sobre o dólar e os juros longos diante de novos estímulos e um Fed potencialmente mais tolerante à inflação; no Brasil, o duelo eleitoral entre incumbente e desafiante é apontado como o principal gatilho para a trajetória dos juros reais e dos ativos domésticos. A gestora mantém posições compradas em bolsa brasileira, aposta em cortes mais profundos da Selic do que o mercado precifica e destaca ouro e gás natural como commodities estratégicas no cenário geopolítico e tecnológico em curso.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“O gás se tornou o combustível estratégico do século XXI, sustentando a explosão de demanda elétrica oriunda da I.A.”
Vê o gás natural como combustível estratégico do século XXI, sustentado pela explosão de demanda elétrica vinda da I.A. e pelos limites das demais fontes.
“E, nos juros, analisamos o início de um ciclo de redução do aperto monetário a partir do primeiro trimestre, cuja extensão pode ser mais profunda do que o mercado atualmente precifica.”
Espera início de ciclo de corte de juros no primeiro trimestre, com extensão potencialmente mais profunda do que a precificada pelo mercado.
“Estamos comprando essa inflação como proteção para nossas posições para quedas de juros no país. Afinal, se o mercado estiver certo de que a inflação irá para tão perto do centro da meta, o espaço para corte do BC deverá ser maior do que os 250bps que estão na curva de juros.”
Compra inflação implícita como hedge das posições aplicadas em juros, vendo espaço para cortes do BC além dos 250bps precificados.
“Se essa muralha for reforçada, a valorização da bolsa brasileira pode ser significativa. Por isso, permanecemos comprados: o upside potencial é elevado para ser ignorado, e seu gatilho está intimamente ligado ao posicionamento que emergirá do duelo eleitoral — o nosso Aquiles e Heitor doméstico.”
Mantém posição comprada no Ibovespa, vendo upside significativo condicionado a um discurso fiscal crível emergindo das eleições, capaz de comprimir juros longos.
“Em um mundo pressionado por déficits elevados, valuations esticadas e concentração excessiva em I.A., o ouro mantém sua função de metal eterno, refúgio diante da névoa da batalha fiscal e da fragilidade institucional.”
Vê o ouro como refúgio em 2026, sustentado por déficits elevados, valuations esticadas, concentração em IA e fragilidade fiscal e institucional.
“A soma de tudo isso — o estímulo contínuo, o Fed mais brando, a inflação estrutural, o endividamento crescente e a dependência do crescimento via I.A. — coloca pressão simultânea sobre o dólar e a curva longa de juros.”
Vê pressão baixista sobre o dólar diante de estímulo fiscal contínuo, Fed mais brando, inflação estrutural, endividamento crescente e dependência da IA.
“os juros reais longos ainda em níveis incompatíveis com um ciclo sustentável de valorização dos ativos domésticos.”
Vê juros reais longos ainda em patamares incompatíveis com um ciclo sustentável de valorização dos ativos domésticos brasileiros.
“Sua trajetória recente é de enfraquecimento, reflexo de uma oferta resiliente e de um cartel fragmentado. Entretanto, há um piso funcional: abaixo de US$ 50 por barril, a produção norte-americana começa a se deteriorar, sinalizando o limite fisiológico da própria indústria.”
Vê petróleo em enfraquecimento por oferta resiliente e cartel fragmentado, mas identifica piso funcional em US$ 50, abaixo do qual a produção americana se deteriora.
“No real, avaliamos o potencial do carrego (carry) num ambiente de juros ainda elevados e volatilidade relativamente baixa.”
Vê potencial de carrego atrativo no real, favorecido por juros ainda elevados e volatilidade relativamente baixa.
“A batalha do CAPEX chegou ao fim, agora começa a batalha da receita e é ela que definirá quem são os verdadeiros heróis deste ciclo tecnológico.”
Vê fim do ciclo de CAPEX em IA e espera que big techs precisem provar monetização e geração de receita para sustentar o ciclo.
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