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Santander Asset Management - Carta do gestor (07/2026)

Julho 2026 · Santander Asset Management

Carta de Julho 2026· publicada em 06 de jul de 2026

Coletada em 07 de jul. de 2026 ·

Ativos extraídos
13
Publicada em
06 de jul de 2026
Trechos únicos
11
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Resumo

A carta da Santander Asset Management referente a julho de 2026 discute o cenário macroeconômico de junho, marcado por alívio das tensões geopolíticas no exterior e pressões inflacionárias crescentes, com o Fed sinalizando possível alta de juros e o BCE elevando sua taxa para 2,25%. No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, mantendo comunicação cautelosa diante do IPCA acumulado em 5,3% em 12 meses e expectativas desancoradas, com a gestora revisando sua projeção de encerramento da Selic para 14,0% ao fim do ano. Nos mercados locais, a gestora manteve viés positivo para renda fixa prefixada e câmbio, adotou postura neutra para a bolsa doméstica — destacando valuations atrativos para o longo prazo — e reforçou, nos "Minutos do Gestor", a importância de manter alocação consistente em renda fixa diante do elevado nível de juros reais, mesmo em períodos de volatilidade.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

13
  1. Encerramos nosso posicionamento em ativos atrelados à inflação e mantivemos a alocação em ativos prefixados.

    Encerrou o posicionamento em ativos atrelados à inflação, demonstrando preferência por prefixados dentro da renda fixa local.

  2. Ao longo de junho, aumentamos a exposição aos setores de educação e saúde, enquanto reduzimos a alocação nas empresas de petróleo.

    Educação ·Aumentou a exposição ao setor de educação em junho, elevando a alocação em detrimento das empresas de petróleo.

    Saúde ·Aumentou exposição ao setor de saúde ao longo de junho, dentro de visão neutra para renda variável local.

    Petróleo e Gás ·Reduziu a alocação em empresas de petróleo ao longo de junho, realocando exposição para os setores de educação e saúde.

    • +1.5Moedas de países desenvolvidos vs dólarMACROcl62
    Mantivemos posição comprada em Real contra o dólar e uma alocação comprada em moedas de países desenvolvidos contra o dólar, embora em menor magnitude em relação ao mês anterior.

    Mantém posição comprada em moedas de países desenvolvidos contra o dólar, em menor magnitude que no mês anterior, com viés positivo para câmbio.

  3. a combinação de inflação ainda elevada e comunicação mais cautelosa por parte do Fed elevou o risco de alta nas curvas de juros globais.

    Vê risco de alta nas curvas de juros globais, diante de inflação ainda elevada e comunicação mais cautelosa do Fed.

  4. A perspectiva de manutenção dos juros em patamar elevado no Brasil continua favorecendo o Real, especialmente pelo diferencial em relação aos EUA. Ao mesmo tempo, a moeda teve maior volatilidade em junho, pressionada pela postura cautelosa do Fed e pelo dólar globalmente mais forte. Entendemos que esse diferencial de juros segue dando suporte ao Real, embora o espaço para uma valorização mais significativa pareça limitado diante da maior sensibilidade a temas domésticos neste segundo semestre.

    Mantém viés positivo para o Real, sustentado pelo diferencial de juros frente aos EUA, mas vê espaço limitado para valorização adicional.

  5. No cenário internacional, os mercados acionários continuam encontrando algum suporte nas teses ligadas à tecnologia/IA. Ao longo do mês de junho, porém, esse movimento perdeu força à medida que a postura mais cautelosa do Fed reforçou a expectativa de juros ainda elevados nos EUA, trazendo maior incerteza.

    Vê teses de tecnologia e IA sustentando bolsas globais, mas nota perda de força com Fed cauteloso e expectativa de juros elevados nos EUA.

  6. Em junho, setores mais defensivos, como utilities e financeiro, contribuíram positivamente para o desempenho do Ibovespa, enquanto o segmento de commodities foi o principal detrator.

    Observa que utilities, setor defensivo, contribuiu positivamente para o Ibovespa em junho, e mantém exposição favorável ao segmento nas carteiras.

  7. Nos mercados locais, o Ibovespa apresentou desempenho negativo em junho, as curvas de juros tiveram alta e o Real se desvalorizou em relação ao dólar.

    Observa alta nas curvas de juros locais em junho, em meio a postura cautelosa do Banco Central diante de inflação acima da meta.

  8. Os índices globais de ações encerraram o mês de junho em queda, pressionados pela maior aversão a risco, diante da expectativa de manutenção de juros em patamar restritivo, e pela realização de posições no setor de tecnologia.

    Mantém viés favorável para as Bolsas globais, apoiado em teses de tecnologia e IA, apesar da cautela do Fed com juros ainda elevados.

  9. No mercado local, o Ibovespa encerrou o mês de junho com desempenho negativo, ainda sem sinais de um fluxo mais relevante do investidor estrangeiro. A expectativa de juros mais elevados na economia doméstica limita o desempenho dos ativos de risco. Diante desse cenário, estamos adotando posicionamento neutro para a Bolsa local, embora os valuations atrativos sigam sustentando uma visão favorável para investidores com horizonte de longo prazo.

    Adota posicionamento neutro para o Ibovespa, diante de juros domésticos elevados e ausência de fluxo estrangeiro, mas mantém visão favorável no longo prazo por valuations atrativos.

  10. As curvas de juros globais tiveram alta no mês de junho, refletindo a expectativa de que os bancos centrais mantenham uma postura mais restritiva em relação às taxas de juros ao longo dos próximos meses.

    Espera que os bancos centrais globais mantenham postura mais restritiva nas taxas de juros nos próximos meses, pressionando as curvas globais para cima.

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