Santander Asset Management - Carta do gestor (07/2026)
Julho 2026 · Santander Asset Management
Coletada em 08 de jul. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 10
- Publicada em
- 07 de jul de 2026
- Trechos únicos
- 8
Resumo
A carta da Santander Asset Management referente a junho de 2026 discute um cenário internacional marcado por alívio geopolítico, mas com pressões inflacionárias crescentes — o CPI americano acelerou para 4,2% em 12 meses e o Fed sinalizou possível alta de juros, enquanto o BCE elevou sua taxa para 2,25%. No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, mantendo postura cautelosa diante de um IPCA-15 acumulado em 5,3% e expectativas desancoradas, com a gestora projetando encerramento do ano em 14,0% e PIB de 2,0%. Nas carteiras, a equipe adotou posição neutra com viés positivo em renda fixa local — com preferência por prefixados —, postura neutra para a bolsa brasileira e viés favorável para bolsas globais, destacando os valuations atrativos da renda variável local para horizontes de longo prazo.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Encerramos nosso posicionamento em ativos atrelados à inflação e mantivemos a alocação em ativos prefixados.”
Encerrou posição em ativos atrelados à inflação, demonstrando preferência por prefixados dentro da visão neutra com viés positivo para renda fixa local.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“Ao longo de junho, aumentamos a exposição aos setores de educação e saúde, enquanto reduzimos a alocação nas empresas de petróleo.”
Educação ·Aumentou exposição ao setor de educação em junho, elevando a alocação dentro da renda variável local.
Petróleo e Gás ·Reduziu a alocação em empresas de petróleo ao longo de junho, realocando exposição para os setores de educação e saúde.
Saúde ·Aumentou a exposição ao setor de saúde em junho, dentro de visão neutra para renda variável local.
“A moeda teve maior volatilidade em junho, pressionada pela postura cautelosa do Fed e pelo dólar globalmente mais forte.”
Vê dólar globalmente mais forte pressionando o Real em junho, com postura cautelosa do Fed reforçando a valorização da moeda americana.
“A perspectiva de manutenção dos juros em patamar elevado no Brasil continua favorecendo o Real, especialmente pelo diferencial em relação aos EUA. Ao mesmo tempo, a moeda teve maior volatilidade em junho, pressionada pela postura cautelosa do Fed e pelo dólar globalmente mais forte. Entendemos que esse diferencial de juros segue dando suporte ao Real, embora o espaço para uma valorização mais significativa pareça limitado diante da maior sensibilidade a temas domésticos neste segundo semestre.”
Mantém visão neutra com viés positivo para o Real, sustentado pelo diferencial de juros frente aos EUA, mas vê espaço limitado para valorização adicional.
“No cenário internacional, os mercados acionários continuam encontrando algum suporte nas teses ligadas à tecnologia/IA. Ao longo do mês de junho, porém, esse movimento perdeu força à medida que a postura mais cautelosa do Fed reforçou a expectativa de juros ainda elevados nos EUA, trazendo maior incerteza.”
Vê a tese de tecnologia/IA como suporte às Bolsas globais, mas nota perda de força em junho diante da postura cautelosa do Fed.
“Os índices globais de ações encerraram o mês de junho em queda, pressionados pela maior aversão a risco, diante da expectativa de manutenção de juros em patamar restritivo, e pela realização de posições no setor de tecnologia.”
Mantém viés favorável para as Bolsas globais, apoiado em teses de tecnologia e IA, apesar da cautela do Fed ter enfraquecido o movimento em junho.
“No mercado local, o Ibovespa encerrou o mês de junho com desempenho negativo, ainda sem sinais de um fluxo mais relevante do investidor estrangeiro. A expectativa de juros mais elevados na economia doméstica limita o desempenho dos ativos de risco. Diante desse cenário, estamos adotando posicionamento neutro para a Bolsa local, embora os valuations atrativos sigam sustentando uma visão favorável para investidores com horizonte de longo prazo.”
Adota posicionamento neutro para o Ibovespa, diante de juros domésticos elevados, mas mantém visão favorável no longo prazo por valuations atrativos.
“Nos mercados locais, o Ibovespa apresentou desempenho negativo em junho, as curvas de juros tiveram alta e o Real se desvalorizou em relação ao dólar.”
Observa que as curvas de juros locais tiveram alta em junho, em meio a corte da Selic para 14,25% e cenário de cautela.
Mais de Santander Asset Management