Vinci Compass - Carta do gestor (01/2025)
Janeiro 2025 · Vinci Compass
Coletada em 26 de jun. de 2026 · ⓘ
- Ativos extraídos
- 27
- Publicada em
- 10 de fev de 2025
- Trechos únicos
- 24
Carta sobre janeiro/25 publicada 40 dias depois em fevereiro/25.
Resumo
A Vinci Compass, em sua carta de janeiro de 2025, aborda um cenário macroeconômico de baixa visibilidade, marcado pela política monetária restritiva no Brasil — com Selic em 13,25% e juro real próximo de 11% — e pelas incertezas geradas pela posse de Trump e o uso de tarifas como instrumento de negociação nos EUA. No mercado doméstico, a gestora observou uma redução do prêmio de risco em janeiro, com valorização da Bolsa e apreciação do real, movimento atribuído mais a fatores técnicos do que a mudanças estruturais no cenário. Nos portfólios de crédito e ações, predomina postura defensiva, com ampliação do colchão de liquidez, concentração em setores resilientes e, nas estratégias de renda variável, foco em empresas geradoras de caixa e pagadoras de dividendos nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo e Gás.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Com base na desvalorização cambial, no "lag" da política monetária e, principalmente, pela piora do componente de serviços das últimas leituras do IPCA, a posição comprada em inflação implícita de curto prazo permanece e foi aumentada.”
Mantém e ampliou posição comprada em inflação implícita de curto prazo, citando câmbio desvalorizado, defasagem da política monetária e piora de serviços no IPCA.
- -2.5Cupom cambialMACROcl82
“A posição tomada em cupom cambial se mantém e foi aumentada.”
Mantém e ampliou a posição tomada em cupom cambial, como postura conservadora diante da desvalorização cambial e do risco inflacionário no Brasil.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“iniciamos uma posição tomada em juros americanos, além de uma posição vendida em peso mexicano e comprada em dólar canadense, buscando capturar o impacto das tarifas que serão impostas pelos Estados Unidos.”
Dólar Canadense ·Iniciou posição comprada em dólar canadense para capturar o impacto das tarifas a serem impostas pelos Estados Unidos.
Peso mexicano ·Iniciou posição vendida em peso mexicano, buscando capturar o impacto das tarifas que serão impostas pelos Estados Unidos.
- -2.5M.Dias BrancoATIVOcl82
“Contudo, mantemos nossa visão menos construtiva para a companhia, pois acreditamos que o cenário competitivo se tornará mais desafiador num momento em que a renda disponível do consumidor está em retração e os custos de produção da empresa devem aumentar, devido tanto à alta do dólar quanto à elevação dos preços das commodities.”
Mantém visão menos construtiva e posição short em M.Dias Branco, citando cenário competitivo desafiador, retração da renda do consumidor e pressão de custos por dólar e commodities.
“No portfólio, mantemos exposição mínima aos setores ligados ao consumo, enquanto nossa maior exposição segue em logística e indústria.”
Mantém logística como uma das maiores exposições do portfólio, ao lado de indústria, em postura cautelosa diante das incertezas de 2025.
“Os juros altos com a política fiscal expansionista resultam numa situação em que mais aperto monetário pode agravar a dívida. Esse ambiente implica câmbio desvalorizado e mais inflação.”
Projeta real desvalorizado, pois juros altos combinados à política fiscal expansionista agravam a dívida e pressionam câmbio e inflação no Brasil.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos, e Petróleo e Gás.”
Utilities (Utilidades Públicas) ·Mantém Utilities entre as maiores exposições do portfólio, alinhado à postura defensiva focada em geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.
Petróleo e Gás ·Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de um posicionamento defensivo e diversificado.
“Ao longo do mês, iniciamos uma posição tomada em juros americanos, além de uma posição vendida em peso mexicano e comprada em dólar canadense, buscando capturar o impacto das tarifas que serão impostas pelos Estados Unidos.”
Iniciou posição tomada em juros americanos, buscando capturar o impacto inflacionário das tarifas a serem impostas pelos Estados Unidos.
“O Federal Reserve interrompeu os cortes de juros e pode manter essa postura por um período prolongado, uma vez que a economia ainda cresce a 2,8% ao ano, acima do crescimento potencial de cerca de 1,8%. A incerteza sobre tarifas e o cenário inflacionário podem adiar novas quedas nos juros por um prazo longo.”
Espera que o Fed mantenha juros parados por período prolongado, dado crescimento acima do potencial e incertezas sobre tarifas e inflação.
“A carteira reflete nossa visão positiva para a Bolsa a médio e longo prazo, devido aos valuations atrativos da Bolsa brasileira, atualmente em patamares mais descontados.”
Mantém visão positiva para a Bolsa brasileira no médio e longo prazo, sustentada por valuations atrativos em patamares descontados.
“O principal motivo é a ausência de prêmio de risco nas ações em relação aos títulos de renda fixa. O rendimento dos bônus de dez anos está em torno de 4,5%, superior ao earnings yield do S&P 500, o que reduz a atratividade do mercado acionário. Esse fator, aliado a incertezas políticas e econômicas, pode levar a uma correção nos preços das ações, mesmo com fundamentos econômicos sólidos.”
Vê bolsa americana com baixa atratividade pela ausência de prêmio de risco frente aos Treasuries de 10 anos, com risco de correção apesar dos fundamentos sólidos.
“Além disso, mantivemos nossa posição vendida em libra esterlina e nossa posição de juros reais com base no IGP-M.”
Mantém posição vendida em libra esterlina.
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- +2.0Ações argentinasATIVOcl45
- +2.0Lira turcaMACROcl42
“Mantivemos nossas posições compradas em dívida e ações argentinas, moedas da Turquia e Egito, além da nossa posição em juros reais com base no IGP-M.”
Ações argentinas ·Mantém posição comprada em ações argentinas, ao lado de dívida argentina, moedas de Turquia e Egito e juros reais atrelados ao IGP-M.
Lira turca ·Mantém posição comprada na lira turca, como parte de uma cesta de moedas emergentes ao lado do Egito.
“Após a deterioração do mercado em dezembro do ano passado, os bancos, de modo geral, apresentaram forte recuperação em janeiro. Em particular, o Itaú se destacou entre os grandes bancos, tendo registrado uma valorização de 10,1%. Este movimento ocorre à medida que se aproxima a divulgação de seu guidance para 2025, com o mercado apostando que, apesar do cenário desafiador, o banco seguirá apresentando um sólido crescimento de lucro, sustentando seus níveis de retorno.”
Vê forte recuperação dos bancos em janeiro após deterioração de dezembro, com destaque para Itaú, e mantém o setor entre as maiores exposições.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo possui posições aplicadas em vértices curtos da curva de juro real e posições tomadas em vértices longos da curva de juro nominal local.”
Mantém posições aplicadas em vértices curtos da curva de juro real, combinadas com posições tomadas em vértices longos da curva de juro nominal local.
“A expectativa de uma taxa Selic mais alta em 2025 deve gerar maiores despesas financeiras para a empresa, mas não deverá impactar de forma significativa a melhora operacional da companhia, que está negociando a 9,5 x preço/lucro 25, um dos múltiplos mais baixos de sua série histórica.”
Vê Localiza com múltiplo historicamente baixo (9,5x P/L 25) e avalia que a Selic mais alta pressiona despesas financeiras, mas preserva a melhora operacional.
“As atividades das duas principais divisões de negócios deverão arrefecer no 1T25. No Brasil, a alta da taxa de juros e a incerteza sobre o futuro do país começaram a impactar de forma negativa a demanda e, consequentemente, o preço do aço. Na América do Norte, os agentes continuam cautelosos com a entrada de Trump no poder, o que tem postergado os investimentos na região.”
Vê arrefecimento das operações da Gerdau no 1T25, com juros altos pressionando demanda e preço do aço no Brasil e cautela com Trump postergando investimentos na América do Norte.
“A desaceleração econômica deve permitir uma reversão na trajetória dos juros ao longo de 2025. O mercado já ajusta suas expectativas. O mercado futuro chegou a precificar um pico de juros de 17% e no momento já vê esse pico em torno de 15%.”
Espera reversão na trajetória dos juros ao longo de 2025, com desaceleração econômica reduzindo o pico de Selic precificado de 17% para cerca de 15%.
“O BTG Pactual se destacou, subindo 20,4% no mês pelo efeito combinado da sua alavancagem natural ao cenário macroeconômico e à expectativa de que em 2025 apresentará um crescimento saudável de lucro com expansão de ROE.”
Vê o BTG Pactual como destaque positivo, com expectativa de crescimento saudável de lucro e expansão de ROE em 2025, além de alavancagem ao cenário macro.
“Em particular, o Itaú se destacou entre os grandes bancos, tendo registrado valorização de 10,1%. Este movimento ocorre à medida que se aproxima a divulgação de seu guidance para 2025, com o mercado apostando que, apesar do cenário desafiador, o banco seguirá apresentando um sólido crescimento de lucro, sustentando seus níveis de retorno.”
Mantém posição comprada em Itaú, destacando valorização recente e expectativa de sólido crescimento de lucro mesmo em cenário desafiador, sustentando níveis de retorno.
- +1.0Letras financeirasMACROcl18
“No segmento de crédito corporativo, o Fundo mantém alocações em debêntures emitidas por empresas de grande porte com bom perfil de crédito e uma pequena parcela em letras financeiras de bancos sólidos.”
Mantém pequena parcela alocada em letras financeiras de bancos sólidos dentro do segmento de crédito corporativo do Fundo.
“o setor de Proteína impactou negativamente a performance.”
Relata que o setor de proteína impactou negativamente a performance da estratégia no mês.
- 0.0Libra egípciaMACRO
“Além disso, o nível elevado de dívidas dos países começa a despertar um sentimento contra a moeda fiduciária, de maneira geral.”
Vê o elevado endividamento dos países despertando sentimento contrário às moedas fiduciárias de forma geral, contexto que pesa sobre divisas como a libra.
“Neste mês, os setores que contribuíram positivamente foram Bancos, Energia Elétrica e Construção Civil, enquanto o setor de Proteína impactou negativamente a performance.”
Cita Construção Civil como um dos setores que contribuíram positivamente para a performance do fundo no mês.
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