Itaú JaneiroMultimercadoJan 2026

Itau Janeiro - Carta (2026-01-08)

Janeiro 2026 · Itaú Janeiro

Carta de Janeiro 2026· publicada em 08 de jan de 2026

Coletada em 25 de mai. de 2026 · histórico ·

Ativos extraídos
17
Publicada em
08 de jan de 2026
Trechos únicos
14
PDF original

Reportar erro ou enviar feedback

Pode ser bem curto. A pagina atual ja vai junto.

Resumo

A carta da Itaú Asset de janeiro de 2026 apresenta um cenário internacional benigno, com crescimento global mais equilibrado, inflação controlada nos EUA e dólar em trajetória de enfraquecimento, enquanto no Brasil a gestora antecipa o início do ciclo de cortes da Selic no primeiro trimestre de 2026, com a inflação convergindo para a meta ao longo do primeiro semestre. No portfólio, os destaques são as posições otimistas em renda fixa local, a posição vendida em USDBRL e a exposição seletiva a empresas da cadeia de inteligência artificial nos mercados internacionais.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

17
  1. As eleições de 2025 confirmaram uma guinada à direita, com potencial de destravar investimentos, apoiados por termos de troca favoráveis. Assim, preservamos posições tomadas no miolo da curva e compradas em peso chileno.

    Mantém posição comprada em peso chileno, apoiada por visão construtiva sobre retomada da atividade após guinada política à direita e termos de troca favoráveis.

  2. Continuamos com alocação aplicada em juros do Reino Unido. Acreditamos na continuidade do processo desinflacionário, que tem apresentado sinais positivos, em um contexto de economia enfraquecida nos últimos anos e de um mercado de trabalho fraco. Ainda que o mercado esteja, neste momento, cauteloso em relação à velocidade dos cortes e à taxa terminal, isso não deve impedir que o ciclo se aprofunde à medida que o progresso em direção à meta se torne mais claro.

    Mantém posição aplicada em juros do Reino Unido, apostando na continuidade do processo desinflacionário e no aprofundamento do ciclo de cortes apesar da cautela do mercado.

  3. Trecho compartilhado · 2 ativos

    • +2.5Cadeia de Inteligência ArtificialSETORcl85
    • +2.5Magnificent 7SETORcl82
    No mercado internacional, continuamos comprados de forma seletiva em algumas Mag7 e em empresas da cadeia de IA nos EUA e na Ásia. Entre setembro e dezembro de 2025, a bolsa americana foi marcada por forte volatilidade, mas sustentada por resultados corporativos novamente acima do esperado. O tema de inteligência artificial permaneceu no centro das atenções, impulsionando investimentos, produtividade e expectativas de crescimento de longo prazo.

    Cadeia de Inteligência Artificial ·Mantém posições compradas seletivas em empresas da cadeia de IA nos EUA e na Ásia, vendo o tema como sustentado por resultados corporativos e não como bolha.

    Magnificent 7 ·Mantém posição comprada de forma seletiva em algumas Mag7 e na cadeia de IA, rejeitando tese de bolha por entender que concentração reflete crescimento efetivo de resultados.

  4. Consideramos essa underperformance exagerada e acreditamos que o BRL deve voltar a se apreciar no primeiro trimestre, com dólar global fraco, carrego elevado e um cenário eleitoral que permanece disputado, com a eleição ainda distante.

    Espera apreciação do real no primeiro trimestre, sustentada por dólar global fraco, carrego elevado e eleição ainda distante e disputada.

    • +2.5CDS BrasilMACROcl82
    Por outro lado, seguimos carregando, como hedge, uma posição comprada em CDS Brasil contra uma cesta de mercados emergentes.

    Mantém posição comprada em CDS Brasil contra cesta de emergentes como hedge da carteira.

  5. No México, seguimos aplicados na parte curta da curva. A precificação nos parece excessivamente defensiva, e o Banxico reintroduziu, na última comunicação, a sinalização de mais "cortes" (no plural). Apesar da cautela após a política monetária atingir nível neutro, esperamos ao menos dois cortes em 2026.

    Mantém posição aplicada na parte curta da curva mexicana, vendo precificação excessivamente defensiva e esperando ao menos dois cortes do Banxico em 2026.

  6. Parte do mercado passou a especular a existência de uma bolha, sobretudo pela alta concentração dos índices em empresas de tecnologia. Não compartilhamos dessa visão: essa concentração esteve, em grande medida, alinhada ao crescimento efetivo dos resultados.

    Rejeita a tese de bolha na bolsa americana, entendendo que a concentração em tecnologia reflete crescimento efetivo dos resultados corporativos.

  7. No Brasil, seguimos com posições otimistas em renda fixa, motivadas pelo nosso cenário para a inflação e para o ciclo de queda da Selic, alternando entre alocações direcionais em juros nominais, venda de inflações implícitas ou NTN-Bs de prazo mais longo.

    Renda Fixa Brasil ·Mantém posições otimistas em renda fixa Brasil, apoiadas no cenário de inflação convergente e ciclo de queda da Selic, alternando entre juros nominais, implícitas e NTN-Bs longas.

    Inflação Implícita Brasil ·Mantém venda de inflações implícitas no Brasil, alternando com juros nominais e NTN-Bs longas, com base em cenário benigno de inflação e cortes da Selic.

    NTN-B ·Mantém posição otimista em renda fixa brasileira, alternando entre juros nominais, venda de implícitas e NTN-Bs longas, apoiada no ciclo de queda da Selic.

  8. Esse cenário de crescimento na maioria das economias, com menor diferencial frente aos EUA (em termos de ritmo tendencial), combinado com cortes residuais do Fed, deve sustentar moedas contra o dólar.

    Espera dólar mais fraco, sustentado por menor diferencial de crescimento frente aos EUA e cortes residuais do Fed, favorecendo demais moedas.

  9. Em mercados emergentes, reduzimos novamente as posições aplicadas na Colômbia. A resiliência da demanda doméstica, sustentada por transferências fiscais, a alta das expectativas de inflação e um reajuste de 23% no salário mínimo levaram o BanRepa voltar a discutir novas altas. Ainda assim, mantemos posição aplicada, sobretudo em títulos soberanos, por entendermos que: i) o ciclo necessário será menor do que o precificado; e ii) o prêmio de risco pode se comprimir com a transição política prevista para 2026.

    Reduziu posições aplicadas na Colômbia, mas mantém aplicado em soberanos, esperando ciclo de alta menor que o precificado e compressão de prêmio com transição política em 2026.

  10. Na África do Sul, passamos a tomar inclinação da curva. Com expectativas de inflação benignas, convergindo para a nova meta de 3%, vemos espaço para o SARB levar os juros mais próximos do novo neutro em 2026, enquanto consideramos excessiva a valorização dos bonds locais no 4T25.

    Passou a tomar inclinação da curva sul-africana, vendo espaço para o SARB cortar juros ao novo neutro em 2026 diante de inflação benigna.

  11. O Fed deve cortar sua taxa de juros mais uma vez, provavelmente em março, levando-a para o intervalo de 3,25%–3,50%.

    Espera mais um corte do Fed, provavelmente em março, levando a taxa ao intervalo de 3,25%–3,50%.

  12. No Chile, acreditamos que o espaço para cortes de juros se encerrou, e os próximos passos dependerão dos dados.

    Vê o ciclo de cortes de juros encerrado no Chile, com próximos passos dependentes da evolução dos dados.

  13. No Brasil, ao longo do trimestre, fomos reduzindo nossa posição comprada na bolsa local e aproveitamos a volatilidade de dezembro para aumentar a exposição bruta. O período foi influenciado pelas oscilações nas expectativas de juros e pela sensibilidade aos movimentos de fluxo para mercados emergentes. Apesar do ruído de curto prazo, seguimos vendo oportunidades pontuais em companhias mais ligadas à economia doméstica, que devem se beneficiar do ciclo de queda de juros, com geração consistente de caixa e preços atrativos.

    Reduziu posição comprada na bolsa local ao longo do trimestre, mas vê oportunidades em companhias domésticas beneficiadas pelo ciclo de queda de juros.

Mais de Itaú Janeiro