Vinci Compass - Carta do Gestor (Jul/2025)
Julho 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 21
- Publicada em
- 12 de ago de 2025
- Trechos únicos
- 19
Carta sobre julho/25 publicada 42 dias depois em agosto/25.
Resumo
A Vinci Compass, em sua carta de julho de 2025, aborda como tema central o momento de inflexão macroeconômica global, com destaque para os riscos fiscais e políticos nos EUA — incluindo pressões por cortes de juros e expansão do déficit — e para o cenário brasileiro, em que os juros reais iniciaram trajetória de queda sustentada pela desaceleração da inflação e melhora fiscal. Nas estratégias de crédito, a gestora manteve postura conservadora, priorizando liquidez e duration curta diante de spreads apertados, enquanto nos fundos de ações adotou viés defensivo, com concentração em empresas geradoras de caixa, pagadoras de dividendos e expostas a setores como Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Os volumes vieram significativamente abaixo do previsto — especialmente no Brasil —, e a perda de market share, reflexo de uma estratégia focada na preservação de margens, reforçou a percepção de fragilidade. Para o 2T25, o cenário continua desafiador: a companhia deve seguir priorizando rentabilidade num ambiente de custos crescentes, maior competitividade e demanda abaixo do esperado.”
Mantém short em Ambev, vendo cenário desafiador no 2T25 com volumes fracos, perda de market share e priorização de margens em ambiente de custos crescentes.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Na parcela de moedas, o Fundo segue comprado em dólar dos Estados Unidos contra o real, e a posição em taxa de cupom cambial é mantida.”
Real brasileiro ·Mantém posição comprada em dólar contra o real, refletindo visão negativa sobre a moeda brasileira, e preserva exposição em cupom cambial.
Cupom cambial ·Mantém posição tomada em taxa de cupom cambial, em conjunto com posição comprada em dólar contra o real na parcela de moedas.
“Iniciamos uma posição comprada em iene, zeramos nossas posições comprada em franco suíço, vendida em dólar contra o real e aplicada em juros nominais.”
Iniciou posição comprada em iene, passando a ter exposição direcional à valorização da moeda japonesa.
“No book de moedas, o Fundo está comprado em dólar contra real e em dólar contra libra esterlina.”
Mantém posição comprada em dólar contra libra esterlina no book de moedas.
“Na parcela de Bolsa, possui posição net comprada em Bolsa local, comprado numa carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra índice.”
Mantém carteira long em Bolsa local concentrada em exportadoras boas pagadoras de dividendos, posicionada contra o índice.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados. Está concentrada em empresas geradoras de caixa no curto prazo, boas pagadoras de dividendos e companhias que se beneficiam de um dólar mais forte. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Consumer & Retail, Utilities e Bancos.”
Mantém Utilities entre as maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva focada em geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Consumer & Retail, Utilities e Bancos.”
Mantém Consumer & Retail entre as maiores exposições da carteira, dentro de um posicionamento defensivo focado em geradoras de caixa e pagadoras de dividendos.
“A baixa dependência dos Estados Unidos e a isenção do petróleo brasileiro das tarifas impostas pelo governo americano conferiram à Petrobras um caráter mais defensivo no período.”
Vê Petrobras com caráter defensivo devido à baixa dependência dos EUA e isenção tarifária do petróleo brasileiro, destacando-a como principal contribuição positiva do mês.
“Segue também tomado no FRA de cupom cambial e nos juros de 10 anos dos EUA.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos dos EUA, apostando em alta das taxas longas americanas.
“Diante da sinalização do Banco Central de manter os juros elevados por mais tempo, das expectativas de inflação desancoradas, do mercado de trabalho ainda aquecido e de outros indicadores macroeconômicos que apontam para atividade resiliente, o Fundo optou por não manter posição em inflação de curto prazo, priorizando títulos com vencimentos mais longos.”
Na renda fixa Brasil, evita inflação de curto prazo e prioriza títulos de vencimentos mais longos, diante de juros altos prolongados e atividade resiliente.
“o Fundo optou por não manter posição em inflação de curto prazo, priorizando títulos com vencimentos mais longos.”
Evita NTN-Bs curtas e prioriza vencimentos mais longos, diante de juros altos por mais tempo e expectativas de inflação desancoradas.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Mantemos exposição à economia doméstica, com destaque para os setores de Construção Civil, Utilities e Shopping Centers.”
Shopping Centers ·Mantém exposição a Shopping Centers como parte da aposta em economia doméstica, ao lado de Construção Civil e Utilities.
Construcao Civil ·Mantém exposição à Construção Civil como parte da aposta em economia doméstica, ao lado de Utilities e Shopping Centers.
“O Fundo teve ganhos com posições vendida em real, comprada em euro, tomada em juros nominais e no cupom cambial, além de posições compradas em ouro e em renda variável local.”
Mantém posição comprada em ouro, que contribuiu positivamente para o resultado do fundo no período.
“julho foi um mês desafiador para as ações dos bancos brasileiros, mesmo com o bom desempenho acumulado no ano. A expressiva valorização do setor — especialmente do Itaú, que subia 20,2% até o início do mês — levou investidores à realização de lucros. Esse movimento foi intensificado pelas tarifas impostas pelos EUA, que aumentaram o risco político e concentraram as vendas no setor bancário.”
Mantém bancos entre as maiores exposições da carteira, apesar da realização de lucros em julho intensificada pelas tarifas dos EUA e pelo risco político.
“Julho foi marcado pela estabilidade no preço do petróleo, ao redor de 70 dólares por barril, apesar do aumento no ritmo de produção da Opep. Além disso, a baixa dependência dos Estados Unidos e a isenção do petróleo brasileiro das tarifas impostas pelo governo americano conferiram à Petrobras um caráter mais defensivo no período.”
Vê petróleo estável em torno de 70 dólares por barril e atribui caráter defensivo à Petrobras pela isenção tarifária e baixa dependência dos EUA.
“A ação foi pressionada principalmente pela redução da exposição dos investidores, diante da preocupação com os resultados do segundo trimestre, que devem vir "poluídos", segundo expectativa do mercado. A possível exclusão da empresa do índice MSCI também contribuiu para ampliar a pressão vendedora, devido ao receio de impactos negativos nos fluxos no curto prazo.”
Atribui queda de Natura à redução de exposição por temor com resultados do 2T poluídos e possível exclusão do índice MSCI.
“O mercado de renda variável teve desempenho negativo no mês, com o Ibovespa recuando 4,2%, embora ainda acumule alta de 10,6% em 2025.”
Observa que o Ibovespa recuou 4,2% em julho, mas ainda acumula alta de 10,6% em 2025.
“Ao longo do mês, zeramos nossa posição comprada em franco suíço, mantivemos a posição comprada em iene, as posições vendidas em dólar contra o real e em juros reais atrelados ao IGP-M, além da posição tomada em cupom cambial.”
Zerou a posição comprada em franco suíço ao longo do mês.
“A posição comprada em euro foi encerrada com realização de lucro.”
Encerrou a posição comprada em euro com realização de lucro, deixando de manter exposição à moeda na parcela de câmbio.
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