Vinci Compass - Carta do Gestor (Jun/2025)
Junho 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 23
- Publicada em
- 03 de nov de 2025
- Trechos únicos
- 20
Carta sobre junho/25 publicada 5 meses depois em novembro/25.
Resumo
A Vinci Compass, em sua carta de junho de 2025, apresenta um cenário macroeconômico de desaceleração suave nos EUA e Europa, com melhora inflacionária abrindo espaço para afrouxamento monetário, enquanto o Brasil se destaca pela melhora fiscal — com o déficit primário revertendo para superávit de +0,2% do PIB — e pela antecipação de cortes na Selic já precificada na curva de juros. Nos portfólios de crédito, a gestora manteve postura conservadora, priorizando menor duration e maior liquidez diante de spreads apertados, ao mesmo tempo em que seguiu alocando em FIDCs com alto grau de subordinação. Nas estratégias de ações, Vibra figurou como destaque positivo após recuperação de market share, enquanto Localiza foi o principal detrator em razão das incertezas em torno do Programa Mover.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Iniciamos uma posição comprada em franco suíço, vendida em dólar contra real e aplicada em juros nominais.”
Iniciou posição comprada em franco suíço, combinada a venda de dólar contra real e aplicação em juros nominais.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Segue também tomado no FRA de cupom cambial e nos juros de 10 anos dos EUA.”
Renda Fixa EUA ·Mantém posição tomada nos juros de 10 anos dos EUA, apostando em alta das taxas longas americanas.
Cupom cambial ·Mantém posição tomada no FRA de cupom cambial, combinada com posição tomada nos juros de 10 anos dos EUA.
“Ao longo do mês, mantivemos a posição comprada em yen, vendida em dólar contra real, em juros reais baseados no IGP-M e a posição tomada em cupom cambial.”
Mantém posição comprada em iene ao longo do mês, dentro de um conjunto de posições em moedas e juros.
“Na parcela de bolsa, possui posição net zerada em bolsa local, comprado em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra índice.”
Na bolsa local, mantém carteira long de boas pagadoras de dividendos concentrada em exportadoras contra o índice, com posição net zerada.
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“Nesse contexto, Petrobras se destacou como uma posição defensiva, funcionando como um bom hedge geopolítico em meio ao aumento das tensões internacionais.”
Petróleo e Gás ·Vê Petrobras como posição defensiva e hedge geopolítico diante das tensões internacionais, mantendo Petróleo e Gás entre as maiores exposições do portfólio.
Petrobras ·Vê Petrobras como posição defensiva e hedge geopolítico, beneficiada pela valorização do petróleo diante do conflito entre Irã e Israel.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados. Está concentrada em empresas geradoras de caixa no curto prazo, boas pagadoras de dividendos e companhias que se beneficiam de um dólar mais forte. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Consumer & Retail, Utilities e Bancos.”
Mantém Utilities entre as maiores exposições da carteira, refletindo postura defensiva com foco em geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.
“Além disso, iniciamos uma posição comprada em franco suíço e dólar canadense.”
O gestor iniciou posição comprada em dólar canadense, ao lado de franco suíço, como parte do posicionamento do multimercado.
“A continuidade do processo de desglobalização tende a gerar uma inflação estruturalmente mais elevada. No caso brasileiro, a queda nos preços do petróleo e o aumento da oferta de produtos industriais importados — especialmente da China — devem pressionar o real e impactar negativamente a arrecadação.”
Espera pressão de depreciação sobre o real, decorrente da queda do petróleo e do aumento da oferta de industriais importados da China.
“mantivemos o mesmo portfólio, sem alterações significativas, com uma maior exposição à economía doméstica, via os setores de consumo, bancos e shopping centers”
Mantém exposição a shopping centers como parte da aposta em economia doméstica, sem alterações significativas no portfólio para julho.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Consumer & Retail, Utilities e Real Estate.”
Mantém Real Estate entre as maiores exposições da carteira, dentro de um posicionamento defensivo focado em geradoras de caixa e pagadoras de dividendos.
“Para o mês de julho, mantivemos o mesmo portfólio, sem alterações significativas, com uma maior exposição à economía doméstica, via os setores de consumo, bancos e shopping centers, mas reduzimos a exposição à alguns nomes que tiveram uma performance bastante positiva em junho, aumentando marginalmente o setor de commodities.”
Mantém sobrepeso em bancos como parte da maior exposição à economia doméstica, ao lado de consumo e shopping centers, para julho.
“A expectativa de uma menor oferta iraniana, aliada ao risco de fechamento do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo do Oriente Médio — reacendeu preocupações sobre a oferta global da commodity. Nesse contexto, Petrobras se destacou como uma posição defensiva, atuando como um bom hedge geopolítico em meio ao aumento das tensões internacionais.”
Vê risco de oferta global de petróleo pressionada pelo conflito Irã-Israel e possível fechamento do Estreito de Ormuz, favorecendo Petrobras como hedge geopolítico.
“No mês de junho, a Vibra foi um dos destaques positivos, impulsionada pela divulgação dos dados de market share que indicaram uma recuperação no share da companhia. Esse avanço reforçou a confiança do mercado na estratégia de crescimento de volume com manutenção da rentabilidade na distribuição. Nesse contexto, o papel passou por uma reprecificação, uma vez que vinha sendo negociado a níveis bastante descolados de seu valor intrínseco.”
Vê Vibra como destaque positivo após recuperação de market share, que reforçou tese de crescimento de volume com rentabilidade e levou à reprecificação do papel.
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“Com base na sinalização do BC de manter os juros altos por mais tempo, nas expectativas de inflação desancoradas, na sazonalidade típica do meio do ano e em indicadores macroeconômicos que ainda apontam para atividade aquecida, o fundo optou por não manter posição em inflação de curto prazo, priorizando títulos com vencimentos mais longos.”
Renda Fixa Brasil ·Na renda fixa Brasil, o gestor prefere títulos de vencimentos mais longos e mantém posição em juros nominais, evitando inflação curta diante de juros altos prolongados.
Títulos atrelados à inflação ·Em títulos atrelados à inflação, o gestor evita posições de curto prazo e prioriza vencimentos mais longos, diante de juros altos e expectativas desancoradas.
“A posição comprada em euro é mantida de forma tática.”
Mantém posição comprada em euro de forma tática na parcela de moedas.
“Nossa posição era pequena, compatível com o perfil de risco do fundo e, dado o conforto com a tese, optamos por manter a exposição, seguindo com o monitoramento contínuo.”
Mantém posição pequena em Braskem, confortável com a tese apesar das remarcações causadas por notícias especulativas envolvendo Nelson Tanure, seguindo monitoramento contínuo.
“Localiza foi o principal detrator, pressionada pelas discussões sobre o Programa Mover, que pode baratear veículos 1.0 e acelerar a depreciação do estoque atual. Ainda assim, a companhia segue demonstrando força operacional mesmo em um período de instabilidade no setor, reforçando seu posicionamento como um ativo antifrágil. No longo prazo, tende a se beneficiar da renovação de frota a custos mais baixos e do fortalecimento de sua vantagem competitiva em relação aos concorrentes.”
Vê Localiza como ativo antifrágil, pressionada no curto prazo pelo Programa Mover, mas beneficiada no longo prazo por renovação de frota mais barata.
“A Hapvida foi o destaque negativo do mês. A divulgação de dados fracos de crescimento gerou questionamentos sobre a capacidade da companhia de manter sua trajetória de expansão orgânica. Além disso, especulações no Congresso sobre possíveis mudanças regulatórias no setor de saúde suplementar — especialmente a proibição da rescisão unilateral de contratos por parte das seguradoras — trouxeram preocupações adicionais ao mercado.”
Vê Hapvida como destaque negativo do mês, com dados fracos de crescimento e risco regulatório no setor de saúde suplementar pesando sobre a tese.
“A posição vendida em S&P foi encerrada.”
Encerrou a posição vendida em S&P, removendo a aposta direcional contra a bolsa americana.
“Os mercados tiveram um desempenho positivo no mês, com o Ibovespa registrando alta de 1,33% e acumulando valorização de 15,4% no ano.”
Observa que o Ibovespa subiu 1,33% em junho e acumula valorização de 15,4% no ano, em desempenho positivo dos mercados.
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