Vinci Compass - Carta do Gestor (Mai/2025)
Maio 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 25
- Publicada em
- 12 de jun de 2025
- Trechos únicos
- 25
Carta sobre maio/25 publicada 42 dias depois em junho/25.
Resumo
A carta da Vinci Partners de maio de 2025 aborda o cenário macroeconômico global e doméstico, destacando o choque de oferta negativo provocado pelas tarifas americanas, que coloca o Federal Reserve em posição delicada entre conter a inflação e sustentar a atividade. No Brasil, a gestora avalia que a Selic atingiu seu pico no ciclo atual, com expectativa de início de cortes na virada de 2025 para 2026, sustentada pela melhora temporária do déficit primário e pela perspectiva de inflação implícita em desaceleração. Nos portfólios, predomina postura defensiva no crédito e na renda variável, com destaques para a performance positiva de C&A no book de ações e para o impacto negativo da zeragem de uma posição no setor de saúde no fundo high yield.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Continuamos otimistas com a Tenda, que apresenta boas perspectivas de crescimento de lucro nos próximos anos e ainda negocia a um valuation atrativo.”
Mantém-se otimista com Tenda, vendo boas perspectivas de crescimento de lucro nos próximos anos e valuation ainda atrativo.
“Iniciamos uma posição comprada em Bolsa brasileira, além de aumentarmos nossa posição em Egito.”
Aumentou a posição comprada em Bolsa egípcia, que figurou entre as principais contribuições positivas do fundo no mês.
“Também compõe a carteira de renda variável uma posição vendida em S&P.”
Mantém posição vendida em S&P como parte da carteira de renda variável, sinalizando visão cautelosa sobre a bolsa americana.
“Na parcela de moedas, o Fundo segue comprado em dólar dos Estados Unidos contra real, e a posição tomada em taxa de cupom cambial se mantém. Além disso, a posição comprada em euro voltou para a carteira.”
Reintroduziu posição comprada em euro na carteira, mantendo também posição comprada em dólar contra o real.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimentos e alocando o caixa do Fundo em novas emissões de FIDCs de diferentes lastros e emissores, com alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 3% e 5% a.a.”
Segue alocando em novas emissões de FIDCs de diversos lastros e emissores, com alta subordinação, baixo risco de crédito e taxas entre CDI+3% e 5% ao ano.
“A continuidade do processo de desglobalização tende a gerar uma inflação estruturalmente mais alta no mundo. No caso brasileiro, a queda do preço do petróleo e o aumento da oferta de produtos industriais vindos de outros países — especialmente da China — devem pressionar o real e impactar negativamente a arrecadação.”
Espera pressão depreciativa sobre o real, decorrente da queda do petróleo e do aumento da oferta de industriais chineses, com impacto negativo na arrecadação.
“As ações subiram 33,96% em maio, impulsionadas pela combinação de um bom resultado no 1T25 — com destaque para ganhos de eficiência operacional e avanço em categorias como beleza — e por ventos macroeconômicos favoráveis. Indicadores recentes mostram aceleração nas vendas do varejo, e já há economistas projetando cortes de juros ainda este ano, o que reforça a confiança na tese.”
Mantém posição comprada em C&A, com confiança na tese reforçada por resultado forte no 1T25, ganhos de eficiência e expectativa de cortes de juros.
“Apesar das mudanças no cenário de juros nos EUA e no Brasil, mantivemos nossa estratégia inalterada, com foco em empresas e setores mais conservadores, bons pagadores de dividendos e com maior liquidez. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos, e Petróleo & Gás.”
Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, dentro de estratégia defensiva focada em setores conservadores, bons pagadores de dividendos e maior liquidez.
“A companhia entregou mais um trimestre sólido no 1T25, com lucro recorrente em alta de 13,9% em relação ao ano anterior e ROE de 22,5%, sustentado por uma carteira de crédito saudável, inadimplência controlada e eficiência operacional recorde (38,1%).”
Vê o Itaú como destaque positivo, com trimestre sólido, crédito saudável, eficiência recorde e manutenção do guidance sinalizando continuidade do bom desempenho.
“Na parcela de moedas, o Fundo segue comprado em dólar dos Estados Unidos contra real, e a posição tomada em taxa de cupom cambial se mantém.”
Mantém posição tomada em taxa de cupom cambial, apostando em alta dessa taxa, em linha com visão de pressão sobre o real.
“Em contrapartida, foi iniciada uma nova posição tomada nos juros de dez anos dos EUA.”
Iniciou nova posição tomada nos juros de dez anos dos EUA, apostando em alta das taxas longas norte-americanas.
“Ao longo do mês, mantivemos nossa posição comprada no yen, de juros reais com base no IGP-M e nossa posição tomada em cupom cambial.”
Mantém posição comprada em iene ao longo do mês.
“No segmento de crédito high yield, o pipeline segue atrativo, e continuamos a enxergar o cenário atual como uma oportunidade para alocações com bons retornos ajustados ao risco, já que, num cenário macroeconômico desafiador, temos observado estruturas e prêmios de risco mais alinhados aos interesses dos investidores.”
Vê o crédito high yield como oportunidade atrativa de alocação, com pipeline robusto e prêmios de risco mais alinhados aos investidores no cenário macro desafiador.
“Preservamos nossas estratégias de Bolsa chilena, Líbano e nossa exposição a juros reais, baseada no IGP-M.”
Mantém posição na Bolsa libanesa, preservando a estratégia em meio ao portfólio de mercados emergentes.
“Indicadores recentes mostram aceleração nas vendas do varejo, e já há economistas projetando cortes de juros ainda este ano, o que reforça a confiança na tese.”
Vê aceleração nas vendas do varejo e expectativa de cortes de juros como fatores que reforçam a confiança na tese de investimento no setor.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos, e Petróleo & Gás.”
Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, com foco em pagadores de dividendos.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Consumer & Retail, Utilities e Real Estate.”
Mantém Real Estate entre as maiores exposições do portfólio long biased, ao lado de Consumer & Retail e Utilities, dentro de postura defensiva.
“A principal contribuição positiva no mês veio da posição em Itaú. A companhia entregou mais um trimestre sólido no 1T25, com lucro recorrente em alta de 13,9% em relação ao ano anterior e ROE de 22,5%, sustentado por uma carteira de crédito saudável, inadimplência controlada e eficiência operacional recorde (38,1%).”
Mantém visão positiva em bancos, com Itaú entre as maiores contribuições via resultado sólido do 1T25, enquanto Banco do Brasil decepcionou por inadimplência no agronegócio.
“Nosso retorno foi beneficiado por uma diminuição do spread das letras financeiras num ambiente de poucas emissões, no qual os gestores ainda se mostram avessos a aumentar o risco do portfólio.”
Observa compressão dos spreads das letras financeiras em ambiente de poucas emissões e gestores avessos a elevar risco, beneficiando o retorno.
“O Fundo teve um retorno de 1,00% no mês, com as principais contribuições positivas vindas das posições de Egito, Bolsa brasileira e Argentina.”
Mantém posição comprada em bolsa argentina, que contribuiu positivamente para o retorno do fundo no mês.
“Com base na sinalização do BC de manter os juros altos por mais tempo, nas expectativas de inflação desancoradas, na sazonalidade típica do meio do ano e em indicadores macroeconômicos que ainda apontam atividade aquecida, o Fundo optou por não manter posição em inflação de curto prazo, priorizando títulos de vencimentos mais longos.”
Em NTN-Bs, evita inflação de curto prazo e prioriza vencimentos mais longos, diante de juros altos prolongados e expectativas de inflação desancoradas.
“A maior detratora foi a posição em Eletrobras. A empresa divulgou um resultado abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre. O lado positivo é que esse efeito não deve se repetir nos próximos trimestres (pelo menos, na mesma magnitude).”
Mantém posição em Eletrobras apesar do resultado fraco no 1T, avaliando que o efeito negativo do preço spot de energia não deve se repetir.
“O resultado do 1T25 decepcionou o mercado, puxado pelo aumento da inadimplência no agronegócio, o que levou a maiores provisões e pressionou o lucro. O fraco desempenho operacional foi agravado pela adoção da Resolução nº 4.966 do Banco Central, que implicou um provisionamento adicional para perdas, contribuindo para a piora do lucro no trimestre.”
Vê Banco do Brasil como detrator no mês, com 1T25 pressionado por inadimplência no agronegócio, maiores provisões e impacto da Resolução 4.966.
“o índice de Small Caps subiu 6,05% no mês, com uma alta de 25,24% no ano; já o real teve uma pequena desvalorização, de 0,86,%, mas apresentou uma valorização de 7,63% no ano.”
Observa que o índice de Small Caps subiu 6,05% no mês e acumula alta de 25,24% no ano.
“Os mercados continuaram performando bem com o Ibovespa subindo 1,46%, tendo acumulado uma alta de 14,26% no ano; o índice de Small Caps subiu 6,05% no mês, com uma alta de 25,24% no ano; já o real teve uma pequena desvalorização, de 0,86,%, mas apresentou uma valorização de 7,63% no ano.”
Observa que o Ibovespa subiu 1,46% no mês e acumula alta de 14,26% no ano, refletindo continuidade do bom desempenho dos mercados.
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