Vinci CompassAçõesAbr 2025

Vinci Compass - Carta do gestor (04/2025)

Abril 2025 · Vinci Compass

Carta de Abril 2025· publicada em 03 de nov de 2025

Coletada em 30 de abr. de 2025 ·

Ativos extraídos
18
Publicada em
03 de nov de 2025
Trechos únicos
16

Carta sobre abril/25 publicada 7 meses depois em novembro/25.

PDF original

Reportar erro ou enviar feedback

Pode ser bem curto. A pagina atual ja vai junto.

Resumo

A Vinci Compass, em sua carta de abril de 2025, centra a análise no choque de oferta negativo provocado pelas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump — comparado ao choque do petróleo dos anos 1970 —, que eleva o risco de estagflação nos EUA e adiciona incerteza ao cenário global. No Brasil, a gestora destaca o descompasso entre o forte aperto monetário (juro real próximo a 11%) e uma política fiscal que só recentemente passou a contribuir para o controle da demanda, com expectativa de pico do IPCA no segundo trimestre e possível abertura de espaço para cortes na Selic no segundo semestre. Nos portfólios, predomina postura defensiva, com concentração em setores resilientes no crédito e na renda variável, enquanto os fundos multimercado mantêm exposição a inflação implícita, juros nominais tomados e posições compradas em moedas fortes contra o real.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

18
  1. Com base na desvalorização cambial, no "lag" da Política Monetária e, principalmente, pela piora do componente de serviços das últimas leituras do IPCA, a posição comprada em inflação implícita de curto prazo permanece.

    Mantém posição comprada em inflação implícita de curto prazo, sustentada pela desvalorização cambial, defasagem da política monetária e piora dos serviços no IPCA.

  2. Também compõe a carteira de renda variável uma posição vendida em S&P.

    Mantém posição vendida em S&P como parte da carteira de renda variável, refletindo visão cautelosa sobre a bolsa americana.

  3. Ainda compõem a carteira posição vendida na bolsa brasileira, no S&P e comprada no ouro.

    Mantém posição comprada em ouro na carteira, compondo o portfólio ao lado de posições vendidas na bolsa brasileira e no S&P.

  4. A persistência do processo de desglobalização levará a uma inflação mais alta globalmente e, para o Brasil, o preço do petróleo em queda e a maior oferta de produtos industriais de outros países (em especial chineses) levará a uma depreciação do real.

    Projeta depreciação do real diante da desglobalização, da queda do petróleo e da maior oferta de produtos industriais estrangeiros, especialmente chineses.

  5. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.

    Mantém Utilities entre as maiores exposições da carteira, em linha com postura defensiva voltada a geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.

    • +2.0Exportadoras brasileirasSETORcl72
    comprado em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra índice.

    Mantém posição comprada em carteira de ações boas pagadoras de dividendos concentrada em exportadoras, contra o índice de bolsa local.

  6. Trecho compartilhado · 2 ativos

    Ao longo do mês, iniciamos uma posição comprada em iene e encerramos nossa posição no peso mexicano.

    Iene ·Iniciou posição comprada em iene ao longo do mês, em meio à depreciação do dólar frente à moeda japonesa após o Liberation Day.

    Peso mexicano ·Encerrou no mês a posição que mantinha em peso mexicano, realocando exposição cambial para uma compra em iene.

    • -2.0Cupom cambialMACROcl72
    Na parcela de moedas, o fundo segue comprado em dólar dos Estados Unidos contra real, e a posição tomada em taxa de cupom cambial se mantém.

    Mantém posição tomada em taxa de cupom cambial, refletindo expectativa de alta nessa taxa em conjunto com posição comprada em dólar contra real.

  7. A posição em Itaú foi a principal contribuição positiva. Em um mês desafiador nos mercados internacionais — marcado pelas tarifas impostas por Trump e pela pressão sobre empresas de commodities —, o Itaú se destacou. O otimismo dos investidores em relação à tese ganhou força, sustentado não apenas pela expectativa de continuidade no sólido crescimento dos lucros, mas também por seu perfil mais defensivo, que tende a se beneficiar em momentos de maior aversão ao risco.

    Mantém Bancos como uma das maiores exposições, com destaque para Itaú, vista como tese defensiva ancorada em crescimento sólido de lucros e alta rentabilidade.

  8. Seguimos confiantes na tese, sustentados pela sólida dinâmica competitiva do setor e pela capacidade histórica da companhia de capturar valor em diferentes ciclos.

    Mantém confiança na tese de Localiza, apoiada na sólida dinâmica competitiva do setor e no histórico da companhia de capturar valor em diferentes ciclos.

  9. O fundo ganhou com a posição comprada em euro, vendida em real e aplicada em juro real.

    Mantém posição comprada em euro, que retornou à carteira e contribuiu positivamente para a performance no mês.

  10. A combinação de juros elevados com uma política fiscal expansionista cria um cenário no qual o aperto monetário pode agravar o endividamento do país, resultando em desvalorização cambial, maior inflação e incertezas quanto às ações do governo.

    Vê na renda fixa Brasil risco de que juros altos somados ao fiscal expansionista agravem o endividamento, gerando câmbio depreciado e inflação maior.

  11. O otimismo dos investidores em relação à tese ganhou força, sustentado não apenas pela expectativa de que o banco continue entregando um crescimento sólido de lucros, mas também por seu perfil mais defensivo, que tende a se beneficiar em momentos de maior aversão ao risco. Esses fatores reforçam a atratividade da posição, ancorada em elevados níveis de rentabilidade.

    Vê Itaú como tese atrativa, sustentada por crescimento sólido de lucros, perfil defensivo em momentos de aversão a risco e elevados níveis de rentabilidade.

  12. A Petrobras foi significativamente impactada, já que o cenário passou a indicar que o preço do petróleo deverá permanecer por mais tempo próximo dos 60 dólares por barril. Essa perspectiva reduz o potencial de geração de caixa da companhia e, consequentemente, os dividendos esperados.

    Projeta preço do petróleo próximo a 60 dólares por barril por mais tempo, reduzindo geração de caixa e dividendos esperados da Petrobras.

  13. Trecho compartilhado · 2 ativos

    A Petrobras foi significativamente impactada, uma vez que o cenário passou a indicar que o preço do petróleo deverá permanecer por mais tempo em torno dos 60 dólares por barril. Essa perspectiva reduz o potencial de geração de caixa da companhia e, consequentemente, o dividendo esperado.

    Petróleo e Gás ·Projeta preço do petróleo ancorado em torno de 60 dólares por barril por mais tempo, reduzindo geração de caixa e dividendos esperados da Petrobras.

    Petrobras ·Vê Petrobras pressionada por petróleo ancorado em torno de 60 dólares por barril, reduzindo geração de caixa e dividendos esperados da companhia.

  14. Na carteira de renda fixa, o fundo possui posições aplicadas em juro real, parcela que foi reduzida ao longo do mês com realização de lucro.

    Mantém posição aplicada em juro real, mas reduziu a parcela ao longo do mês com realização de lucro.

Mais de Vinci Compass