Carta Mensal Versa Asset - Fevereiro 2026 (Resultado Mensal (Janeiro/26) - Versa)
Janeiro 2026 · Versa Asset
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 29
- Publicada em
- 12 de fev de 2026
- Trechos únicos
- 26
Resumo
A carta da Versa Asset referente a janeiro de 2026 aborda o forte desempenho das bolsas globais e do Brasil, impulsionado pelo movimento de realocação de carteiras para fora dos EUA — o chamado "sell America trade" —, que levou o Ibovespa a avançar 12,6% no mês. A gestora destaca a underperformance dos fundos long biased (Fit e Versa) frente ao índice, explicada pela exposição relativa maior a small caps e menor às ações de grande capitalização e liquidez que mais se beneficiaram do fluxo estrangeiro. Também é discutida a ausência de Vale e Petrobras nas carteiras, com a preferência fundamentada pela Suzano como exposição a commodities, dado o cenário de oferta e demanda mais favorável para a celulose em relação ao minério de ferro e ao petróleo.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“Vale tem o maior peso do índice Ibovespa (12,2%) e Petrobrás o terceiro maior (10,5%). A ausência delas em um fundo que tem o índice como benchmark é uma decisão de investimento impactante, e continuamos não encontrando fundamentos para investir nessas empresas.”
Não vê fundamentos para investir em Petrobras, mantendo-a fora da carteira apesar do peso relevante no Ibovespa, com fundamentos do petróleo desanimadores.
“A alta recente de Vale, portanto, não pode ser explicada pelos fundamentos. Houve uma reprecificação do múltiplo preço / lucro da empresa, ela ficou mais cara em relação ao seu lucro anual, apesar das perspectivas para o minério de ferro desanimadoras.”
Vê alta recente da Vale como reprecificação de múltiplo sem suporte nos fundamentos, com perspectivas desanimadoras para o minério de ferro.
“Para isso preferimos o investimento em celulose cuja demanda global cresce de forma estável a 3% ao ano e não há projetos greenfield relevantes entrando em operação no curto prazo, pelo contrário, observam-se fechamentos de capacidade em áreas com plantas ineficientes e custo alto como a América do Norte e a Europa.”
Tem preferência por celulose, citando demanda global crescendo 3% ao ano, ausência de greenfields relevantes no curto prazo e fechamentos de capacidade ineficiente na América do Norte e Europa.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“Mantemos nossas principais posições em empresas de distribuição: CPFL, Equatorial e Energisa.”
Equatorial ·Mantém Equatorial entre as principais posições em distribuidoras de energia, ao lado de CPFL e Energisa, preferindo distribuição a geração no atual cenário.
CPFL Energia ·Mantém CPFL entre as principais posições em distribuidoras de energia, ao lado de Equatorial e Energisa, preferindo o segmento frente às geradoras.
Energisa ·Mantém Energisa entre as principais posições em distribuidoras de energia, ao lado de CPFL e Equatorial, preferindo distribuição à geração no atual cenário.
“nas nossas premissas de preço para as commodities, que preveem a implementação dos aumentos de preço de celulose já anunciados e alguma queda dos preços de petróleo e minério de ferro pela dinâmica de oferta e demanda, estimamos que a Suzano gera 10% do seu valor de mercado, enquanto a Vale e a Petrobrás geram em torno 5%, o que reforça nossa preferência relativa por Suzano.”
Mantém preferência relativa por Suzano sobre Vale e Petrobrás, estimando geração de caixa de 10% do valor de mercado sob suas premissas de preços.
“A compra de Yduqs foi após a renovação da expectativa de bons resultados do vestibular e forte geração de caixa em 2026.”
Aumentou posição em Yduqs após renovar expectativa de bons resultados do vestibular e forte geração de caixa em 2026.
“Com exceção de 2008, o SMLL nunca esteve tão barato. Também chama atenção a correlação negativa dessa razão com ciclos de juros, já que períodos de juros altos costumam coincidir com um desconto maior das small caps.”
Vê small caps em patamar historicamente barato frente ao Ibovespa, com início dos cortes de juros como principal vetor de reprecificação.
“As principais contribuições vieram de TIM, Equatorial e Energisa.”
Aponta TIM como principal contribuição positiva do fundo Genesis em janeiro, com aporte de 3,72% ao resultado.
“O minério subiu 3,5% em dólares no ano passado, mas com a queda de 11,4% do dólar em relação ao Real o minério em Real caiu 8,2% e continua parado desde então. Neste ano, a oferta física de minério está sendo impactada pelo início das exportações de Simandou, projeto da concorrente Rio Tinto na Guiné que produz minério de alta qualidade e deve chegar a um terço da capacidade da Vale, enquanto a produção global de aço está estável.”
Vê perspectivas desanimadoras para o minério de ferro, com preço parado em real e oferta pressionada pela entrada de Simandou enquanto a produção global de aço segue estável.
“Os fundamentos do petróleo, porém, também são desanimadores. A Agência Internacional de Energia (IEA) espera superávit global de mais de 3 milhões de barris por dia em 2026.”
Vê fundamentos do petróleo desanimadores, citando projeção da IEA de superávit global superior a 3 milhões de barris por dia em 2026.
“Esperamos que o início dos cortes de juros ao longo deste ano seja o vetor mais relevante para a reprecificação das small caps e, portanto, para uma parcela da nossa carteira.”
Espera que o início dos cortes de juros neste ano seja o principal vetor de reprecificação das small caps e de parte da carteira.
“A mudança de governo, porém, levou o mercado a reavaliar essa tese. Em um processo que ganhou tração com os anúncios de tarifas em abril, aumentou a percepção de incerteza em temas como política econômica e relações internacionais. A leitura parece ter sido a seguinte: talvez o prêmio pago, assim como a concentração em ativos americanos, tenha ido longe demais, e seja hora de diversificar parte do risco para o resto do mundo.”
Vê reavaliação do excepcionalismo americano após mudança de governo e tarifas, com mercado diversificando risco para fora dos EUA, mas ajuste ainda pequeno historicamente.
“Banco Bradesco 1,10%”
Mantém posição em Banco Bradesco, que figurou entre as maiores contribuições positivas do mês no fundo Institucional FIA, com 1,10%.
“Banco BTG Pactual 1,75%”
Mantém posição comprada em Banco BTG Pactual, que figurou entre as maiores contribuições positivas do fundo Institucional FIA no mês.
“Estacio1,33%”
Aumentou posição em Yduqs (Estácio) após renovação da expectativa de bons resultados do vestibular e forte geração de caixa em 2026.
“Lojas Renner 1,03%”
Mantém posição em Lojas Renner, que figurou entre as maiores contribuições positivas do Institucional FIA no mês, com 1,03%.
“Moura Dubeux 2,17%”
Destaca Moura Dubeux como a maior contribuição positiva do Institucional FIA no mês, somando 2,17%.
“Vulcabras-0,98%”
Vulcabras figurou entre as maiores detratoras do mês no Institucional FIA, com contribuição negativa de 0,98%.
“A compra de Vivara faz parte da lenta entrada do papel na carteira, aproveitando as quedas após a alta do ouro e da prata.”
Aumenta gradualmente posição em Vivara, aproveitando quedas do papel após a alta do ouro e da prata.
“As reduções de Suzano e JBS foram após a reavaliação da geração de caixa com a incorporação do Real mais apreciado e dos últimos preços da celulose e de proteínas. O preço da celulose continua a subir mas, aparentemente, a um ritmo mais lento do que vinha subindo, o que pode indicar a proximidade de um preço de equilíbrio. Já na JBS houve queda dos preços de frango enquanto o mercado bovino americano continua longe do ponto de virada.”
Reduziu JBS após reavaliação da geração de caixa, com Real apreciado, queda nos preços do frango e mercado bovino americano ainda longe do ponto de virada.
“Mesmo após a correção do último ano, o ajuste ainda é pequeno em termos históricos.”
Vê o dólar ainda historicamente forte, avaliando que a correção do último ano representa ajuste pequeno frente ao excepcionalismo americano acumulado desde 2010.
“Sabesp0,99%”
Sabesp figurou entre os destaques positivos do fundo Genesis no mês, contribuindo com 0,99% para o resultado.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“A alta vem na esteira de um rally das matérias primas metálicas, como o ouro, a prata e o cobre. Uma explicação para o rally seria a perda de valor do dólar contra tudo, o debasement trade, mas essa teoria não se sustenta à luz de outras variáveis macroeconômicas.”
Prata ·Vê a prata em rally junto a outras metálicas, sem explicação clara pelos fundamentos, e aproveita quedas pós-alta para comprar Vivara.
Ouro ·Vê o rally do ouro junto a prata e cobre como movimento sem explicação macroeconômica clara, descartando a tese do debasement trade.
“A empresa produz outros minérios como o Cobre que subiu 41,7% em dólar no ano passado, mas essa divisão chamada base metals como um todo representa apenas em torno de 20% da receita da empresa.”
Observa que o cobre subiu 41,7% em dólar no ano passado, mas a divisão de base metals representa apenas cerca de 20% da receita da Vale.
“O Ibovespa avançou 13% em moeda local, enquanto o real se apreciou 4%.”
Observa apreciação de 4% do real em janeiro, em meio ao fluxo estrangeiro para ativos de risco fora dos EUA.
“O Ibovespa avançou 13% em moeda local, enquanto o real se apreciou 4%. Assim como ao longo do último ano, ativos de risco foram beneficiados por uma realocação de carteiras para fora dos EUA.”
Observa que o Ibovespa subiu 13% em janeiro, beneficiado pela realocação global de carteiras para fora dos EUA, o chamado sell America trade.
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