Vinci Compass - Carta do Gestor (Out/2025)
Outubro 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 34
- Publicada em
- 07 de nov de 2025
- Trechos únicos
- 27
Carta sobre outubro/25 publicada 37 dias depois em novembro/25.
Resumo
A Vinci Compass, em sua carta de outubro de 2025, aborda o aparente paradoxo dos mercados globais — com a Bolsa americana renovando máximas apesar da desaceleração econômica corrente — e a trajetória de normalização macroeconômica brasileira, na qual a convergência fiscal e a desinflação sustentam a projeção de início de ciclo de cortes da Selic já em dezembro. No Brasil, a gestora estima inflação de 4,4% ao fim de 2025 e projeta que o Relatório de Inflação de dezembro deve apontar o IPCA no horizonte relevante próximo de 3%, abrindo espaço técnico para flexibilização monetária gradual. Nos portfólios, predomina postura defensiva no crédito — com spreads sofrendo abertura técnica em outubro após eventos envolvendo Braskem e Ambipar — e concentração em ações de empresas geradoras de caixa, exportadoras e boas pagadoras de dividendos, com destaque positivo para Eletrobras e Copel.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“No book de moedas, o Fundo permanece comprado em dólar e tomado em FRA de cupom cambial.”
Mantém posição tomada no FRA de cupom cambial, combinada com posição comprada em dólar contra real no book de moedas.
“Na renda variável, segue comprado em empresas exportadoras e geradoras de caixa e vendido no índice, com exposição líquida zerada.”
Mantém posição comprada em exportadoras e geradoras de caixa, contra vendido no índice, resultando em exposição líquida zerada na renda variável.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimento e alocando o caixa do Fundo em novas emissões de FIDCs com diferentes lastros e emissores, caracterizados por alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 3% e 5% ao ano.”
Segue alocando caixa em novas emissões de FIDCs com lastros e emissores diversos, alta subordinação e baixo risco, a taxas de CDI+3% a 5% ao ano.
“No mês, o Fundo teve um retorno de 1,23%, impulsionado pela nossa posição aplicada em juros nominais e nossa posição vendida em libra esterlina contra o dólar.”
Mantém posição vendida em libra esterlina contra o dólar, que contribuiu positivamente para o retorno do fundo no mês.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA, França, Reino Unido e Japão.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Reino Unido, apostando em alta das taxas longas dos gilts.
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“A principal contribuição positiva no mês veio da Vale, impulsionada pela manutenção do preço do minério de ferro ao redor de US$100/t, o que pode viabilizar o anúncio de um dividendo extraordinário até o final do ano. Com o atual patamar da commodity, a companhia deve gerar mais caixa do que o inicialmente projetado.”
Vale ·Vê Vale como principal contribuição positiva do mês, com minério próximo de US$100/t podendo viabilizar dividendo extraordinário e geração de caixa acima do projetado.
Minério de ferro ·Vê preço do minério de ferro sustentado ao redor de US$100/t, o que reforça geração de caixa da Vale e possível dividendo extraordinário.
“Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, alinhado ao foco em setores conservadores, boas pagadoras de dividendos e maior liquidez.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Real Estate.”
Mantém Real Estate entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de um posicionamento mais defensivo na Bolsa.
“A principal contribuição positiva do mês veio da Eletrobras, impulsionada pela expectativa de valorização de sua energia disponível. Essa percepção é sustentada tanto pela alta nos preços quanto pela valorização dos ativos hidrelétricos, que têm a capacidade de gerar energia nos momentos de maior demanda do sistema.”
Vê Eletrobras de forma positiva, sustentada pela expectativa de valorização da energia disponível, alta de preços e avanços estratégicos como venda de ativos e leilão de transmissão.
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“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Consumer & Retail.”
Bancos ·Mantém Bancos entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Consumer & Retail, dentro de postura defensiva para a Bolsa.
Consumo e Varejo ·Mantém Consumer & Retail entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, em postura defensiva com foco em geração de caixa.
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“Outubro foi um mês de dualidade, com os mercados financeiros brasileiros em euforia – refletida em recorde do Ibovespa, queda do dólar e inflação sob controle – versus riscos geopolíticos e debates fiscais internos.”
Real brasileiro ·Observa queda do dólar frente ao real em outubro e mantém posição comprada em dólar contra real, refletindo cautela com riscos fiscais e geopolíticos.
Ibovespa ·Observa que o Ibovespa atingiu recorde em outubro, refletindo euforia dos mercados brasileiros, embora persistam riscos geopolíticos e debates fiscais internos.
“No segmento de crédito high yield, o pipeline segue atrativo e continuamos enxergando o cenário atual como uma oportunidade de alocação com retornos ajustados ao risco. Diante de um ambiente macroeconômico desafiador, temos observado estruturas e prêmios de risco mais alinhados aos interesses dos investidores.”
Vê o crédito high yield como oportunidade atrativa de alocação, com pipeline robusto e prêmios de risco mais alinhados aos investidores em meio ao cenário desafiador.
“À medida que nos aproximamos do fim do ano, mantemos uma visão otimista para a Bolsa e setores domésticos, sustentada pela expectativa de um corte de juros antecipado em relação ao que o mercado precifica.”
Mantém visão otimista para Bolsa e setores domésticos, ampliando exposição a small caps com fundamentos sólidos diante da expectativa de corte de juros antecipado.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA.”
Mantém posição aplicada em NTN-Bs de maior duration, apostando em ganho nos juros reais longos.
“Projetamos que o Banco Central possa iniciar a queda da Selic já em dezembro, com um corte inicial de 25 pontos-base, seguido de reduções graduais ao longo de 2026. A autoridade deve agir com prudência, preservando o equilíbrio cambial e consolidando a ancoragem das expectativas.”
Projeta início do ciclo de queda da Selic em dezembro, com corte inicial de 25 pontos-base e reduções graduais ao longo de 2026.
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“o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA, França, Reino Unido e Japão.”
Juros 10 anos Japão (JGB) ·Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Japão, apostando em alta das taxas, junto com posições semelhantes em EUA, França e Reino Unido.
Juros 10 anos França (OAT) ·Mantém posição tomada nos juros de 10 anos da França, apostando em alta das taxas longas em países desenvolvidos.
“A Bolsa brasileira, negociando a oito vezes lucros esperados, permanece em patamar historicamente descontado, sugerindo potencial expressivo de valorização à medida que o ciclo de cortes avance.”
Vê a Bolsa brasileira historicamente descontada a oito vezes lucros esperados, com potencial expressivo de valorização conforme avance o ciclo de cortes de juros.
“Ao longo do mês, zeramos nossa posição tática em Argentina, enquanto mantivemos a posição em lira turca e as estratégias no Egito.”
Mantém posição comprada em lira turca, que contribuiu positivamente para o resultado do mês ao lado da exposição ao Egito.
“A principal contribuição positiva no mês veio da ação da Copel, beneficiada por um ambiente de mercado mais favorável às geradoras hídricas. A companhia também possui um volume relevante de energia descontratada, o que lhe permite aproveitar o cenário e otimizar suas receitas.”
Vê Copel como destaque positivo, beneficiada por ambiente favorável às geradoras hídricas e por volume relevante de energia descontratada que permite otimizar receitas.
“O Fundo teve um retorno de 1,22% no mês, com a principal contribuição positiva vinda de nossas posições em Egito e Turquia, seguida pela posição vendida em dólar contra o real.”
Mantém estratégias no Egito, que foram a principal contribuição positiva do mês para o fundo.
“Nesse contexto de atividade ainda resiliente e inflação persistente, a coletiva pós-FOMC indicou uma possível pausa nos cortes em dezembro.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos dos EUA, antevendo possível pausa nos cortes do Fed em dezembro diante de atividade resiliente e inflação persistente.
“Ainda assim, a companhia segue apresentando uma geração de caixa muito forte, o que garante boas perspectivas de dividendos à frente.”
Vê Marcopolo com geração de caixa forte e boas perspectivas de dividendos, apesar da postura cautelosa da empresa para 2026.
“Os dados de crescimento de clientes divulgados pela ANS não foram positivos, e a taxa de ocupação dos hospitais, segundo a ANAHP, manteve-se acima do esperado para o trimestre. Esses indicadores reforçam uma perspectiva mais cautelosa para os resultados da companhia no curto prazo, o que tem se refletido em seu desempenho no mercado.”
Mantém visão cautelosa para Hapvida no curto prazo, diante de crescimento fraco de clientes pela ANS e ocupação hospitalar acima do esperado.
“Ainda assim, a Bolsa americana segue renovando máximas históricas quase diariamente, impulsionada por um otimismo que parece ignorar essa fotografia de curto prazo. Esse comportamento, à primeira vista contraditório, reflete o fato de que os mercados não se guiam pelos dados correntes, mas sim pelas expectativas futuras.”
Vê a Bolsa americana renovando máximas sustentada por expectativas de estímulos fiscal e monetário, mas alerta para equilíbrio frágil caso a inflação retorne.
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“outubro foi desafiador para a Petrobras, devido à preocupação com o preço do petróleo após os sucessivos aumentos de produção da Opep e à incerteza em relação ao novo plano de investimentos da companhia. Na segunda quinzena de novembro, a Petrobras divulgará seu novo plano quinquenal, e há apreensão quanto ao volume de investimentos previstos para os próximos anos, especialmente em um cenário de preços mais baixos do petróleo.”
Petróleo ·Vê pressão sobre o preço do petróleo diante dos sucessivos aumentos de produção da Opep, cenário que prejudicou a Petrobras em outubro.
Petróleo e Gás ·Vê cenário desafiador para Petrobras, com preocupação sobre preços do petróleo após aumentos da Opep e apreensão quanto ao novo plano quinquenal de investimentos.
Petrobras ·Vê outubro desafiador para a Petrobras, com preocupação sobre preço do petróleo após aumentos da Opep e apreensão quanto ao novo plano quinquenal de investimentos.
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“Os destaques positivos do mês vieram dos setores de Mineração, Energia Elétrica e Bancos, que contribuíram para o bom desempenho do Fundo.”
Energia Elétrica ·Aponta Energia Elétrica como um dos destaques positivos do mês, contribuindo para o desempenho do fundo.
Mineração ·Mineração figurou entre os destaques positivos de outubro, contribuindo para o desempenho do fundo long short neutro.
“No mês, observamos estabilização nos spreads do mercado de crédito privado high grade, após o movimento de fechamento ocorrido nos últimos três meses.”
Vê estabilização nos spreads de crédito high grade após fechamento dos últimos três meses, mantendo duration curta e caixa elevado para mitigar nova abertura.
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