Vinci Compass - Carta do Gestor (Set/2025)
Setembro 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 23
- Publicada em
- 14 de out de 2025
- Trechos únicos
- 18
Carta sobre setembro/25 publicada 43 dias depois em outubro/25.
Resumo
A Vinci Compass, em sua carta de setembro de 2025, aborda a desconexão entre a desaceleração da atividade econômica americana e a euforia dos mercados financeiros, sustentada por estímulos fiscais e monetários intensos, comparando o cenário a uma "festa" com risco de formação de bolha. No Brasil, a gestora destaca a política monetária ainda bastante restritiva — com juros reais acima de 10% — e projeta o início de um ciclo de cortes da Selic a partir de dezembro de 2025, com IPCA estimado em 4,6% para o ano. Nos portfólios, o posicionamento predominante é defensivo, com concentração em setores resilientes e empresas geradoras de caixa, enquanto Eletrobras figurou como principal destaque positivo nas carteiras de ações e Hapvida como principal detrator.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“A companhia se beneficia de uma perspectiva cada vez mais construtiva para os preços de energia no longo prazo, um cenário que valoriza seus ativos hidrelétricos. Com a expansão de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, a capacidade da Eletrobras de gerar energia de forma flexível em momentos de pico de demanda torna-se um diferencial estratégico muito valorizado pelos investidores. Adicionalmente, a forte geração de caixa e a perspectiva de distribuição de dividendos robustos consolidam a visão de que a empresa vive um ponto de inflexão positivo.”
Vê Eletrobras em ponto de inflexão positivo, favorecida por preços de energia construtivos no longo prazo, flexibilidade hidrelétrica e dividendos robustos.
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“No book de moedas, o Fundo está comprado em dólar contra real e em dólar contra libra esterlina.”
Real brasileiro ·Mantém posição comprada em dólar contra real no book de moedas, refletindo viés de depreciação da moeda brasileira.
Libra esterlina ·Mantém posição comprada em dólar contra libra esterlina no book de moedas, refletindo visão negativa sobre a moeda britânica.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimento e alocando o caixa do Fundo em novas emissões de FIDCs com diferentes lastros e emissores, caracterizados por alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 3% e 5% ao ano.”
Mantém alocação em novas emissões de FIDCs com lastros e emissores diversificados, alta subordinação e baixo risco de crédito, a taxas de CDI+3% a 5% ao ano.
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“Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Petróleo e Gás ·Mantém Petróleo e Gás como uma das maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de estratégia conservadora focada em dividendos.
Bancos ·Mantém Bancos entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Petróleo & Gás, dentro de postura defensiva focada em dividendos.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo possui posição aplicada no juro real, a parcela de menor duration foi reduzida, e títulos mais longos entraram na carteira por conta do nível de taxas.”
Mantém posição aplicada em juro real, reduzindo a parcela de menor duration e alongando a carteira em títulos mais longos dado o nível atual de taxas.
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“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Real Estate.”
Utilities (Utilidades Públicas) ·Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva focada em geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.
Setor Imobiliário ·Mantém Real Estate entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de um posicionamento mais defensivo.
“Ao longo do mês, mantivemos nossas posições vendidas em dólar contra o real, aplicadas em juro nominal e tomadas em cupom cambial.”
Mantém posição tomada em cupom cambial, apostando em alta dessa taxa.
“Segue também tomado no FRA de cupom cambial e nos juros de 10 anos dos EUA.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos dos EUA, apostando em alta das taxas longas americanas.
“Mantivemos nossa posição em lira turca e em nossas estratégias no Egito e cortamos a exposição a juros reais, atrelados ao IGP-M.”
Mantém posição comprada em lira turca, preservando a exposição cambial à Turquia como parte das estratégias em mercados emergentes.
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“reduzimos marginalmente o risco do portfólio, mas mantivemos sua composição praticamente inalterada, com destaque ainda para os setores de Construção Civil e Shopping Centers.”
Shopping Centers ·Mantém Shopping Centers como destaque do portfólio long short, preservando a composição apesar de redução marginal de risco diante de possível realização em outubro.
Construcao Civil ·Mantém destaque para o setor de Construção Civil no portfólio, apesar da redução marginal de risco diante de possível realização de lucros em outubro.
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“O Fundo teve um retorno de 0,68% no mês, com a principal contribuição positiva vinda de uma posição tática em ouro, seguida por FX em Egito e Turquia.”
Libra egípcia ·Mantém estratégias em moedas do Egito, que contribuíram positivamente para o retorno do fundo no mês.
Ouro ·Manteve posição tática comprada em ouro, que foi a principal contribuição positiva para o retorno do fundo no mês.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Consumer & Retail.”
Mantém Consumo e Varejo entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de um posicionamento defensivo na Bolsa.
“Com juros em queda e expectativas de inflação mais bem ancoradas, há espaço para valorização dos ativos locais. A Bolsa, que historicamente reage de forma mais forte ao recuo das taxas longas, deve ser uma das principais beneficiárias. Em suma, o Brasil está prestes a entrar em um ciclo de flexibilização monetária sustentado, que, somado ao ambiente externo positivo, torna o país particularmente atraente para investidores no futuro próximo.”
Vê espaço para valorização dos ativos locais com início do ciclo de cortes da Selic em dezembro e expectativas de inflação mais ancoradas.
“setembro foi desafiador para a Hapvida, com piora na perspectiva de sinistralidade e crescimento de curto prazo. O aumento da frequência hospitalar, o clima mais frio e o tom cauteloso da empresa levaram a revisões negativas nas estimativas do terceiro trimestre. Além disso, os dados da ANS mostraram retração no número de clientes, frustrando expectativas após o bom resultado do segundo trimestre.”
Vê cenário desafiador para Hapvida, com piora na sinistralidade, retração de clientes na ANS e revisões negativas para o terceiro trimestre.
“Iniciamos uma posição tática em Argentina devido à expectativa de auxílio norte-americano, que acabou não se refletindo em melhoras de preços dos ativos.”
Iniciou posição tática em ativos argentinos apostando em auxílio norte-americano, mas o movimento não se traduziu em valorização dos preços.
“A expectativa de um crescimento mais moderado no curto prazo, somada à visão de alguns investidores de que o negócio atingiu um estágio de maior maturidade, fez com que as ações fossem preteridas em favor de outras oportunidades no setor.”
Vê Lojas Renner pressionada por expectativa de crescimento mais moderado no curto prazo e percepção de maturidade do negócio, levando investidores a preteri-la.
“o índice de Small Caps subiu 2,09%, acumulando valorização de 27,6% no ano”
Registra que o índice de Small Caps subiu 2,09% em setembro, acumulando valorização de 27,6% no ano.
“O Ibovespa avançou 3,4% em setembro, acumulando alta de 21,6% no ano; o índice de Small Caps subiu 2,09%, acumulando valorização de 27,6% no ano; e o dólar registrou mais um mês de desvalorização, com queda de 2%, acumulando 14,1% de desvalorização no ano.”
Registra que o Ibovespa subiu 3,4% em setembro e acumula alta de 21,6% no ano, em mês de bom desempenho dos mercados.
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