Vinci Compass - Carta do Gestor (Dez/2025)
Dezembro 2025 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 25
- Publicada em
- 13 de jan de 2026
- Trechos únicos
- 19
Carta sobre dezembro/25 publicada 43 dias depois em janeiro/26.
Resumo
A carta da Vinci Compass de dezembro de 2025 tem como tema central o ambiente macroeconômico dual — marcado pelo ciclo de cortes do Fed diante do enfraquecimento do mercado de trabalho americano e pela expectativa de início do afrouxamento da Selic no Brasil em janeiro de 2026, dado o arrefecimento da atividade e da inflação. No campo doméstico, a gestora destaca que a percepção fiscal e o debate eleitoral — acirrado pela pré-candidatura de Flávio Bolsonaro — serão determinantes para o desempenho dos ativos brasileiros ao longo de 2026. Nos portfólios, prevalece postura defensiva, com concentração em setores resilientes, empresas geradoras de caixa e exposição comprada em dólar, enquanto na renda variável os destaques do mês foram Prio e Vale, com o setor bancário pressionado pelas incertezas eleitorais.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“No book de moedas, o Fundo permanece comprado em dólar e tomado em FRA de cupom cambial. As posições vendidas no euro e na libra permanecem.”
Mantém posição comprada em dólar contra o real, refletindo visão de depreciação da moeda brasileira.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“As posições vendidas no euro e na libra permanecem.”
Euro ·Mantém posição vendida no euro, no book de moedas, em conjunto com posição vendida na libra e comprada em dólar.
Libra esterlina ·Mantém posição vendida na libra esterlina dentro do book de moedas, refletindo visão negativa sobre a moeda frente ao dólar.
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“Iniciamos uma posição tomada em juros americanos, comprada de NTN-F 2035 e comprada em peso chileno contra o real.”
Peso Chileno ·Iniciou posição comprada em peso chileno contra o real.
Renda Fixa Brasil ·Iniciou posição comprada em NTN-F 2035, refletindo visão construtiva sobre juros longos brasileiros.
Renda Fixa EUA ·Iniciou posição tomada em juros americanos, apostando em alta das taxas longas dos Treasuries.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA, França, Reino Unido e Japão.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos da França, ao lado de EUA, Reino Unido e Japão, apostando em alta dessas taxas.
“No mês, o Fundo teve um retorno de 1,07%, impulsionado pela nossa posição tomada em cupom cambial. O principal detrator foi o custo do hedge desta operação no cupom cambial.”
Mantém posição tomada em cupom cambial, principal contribuidora do retorno no mês, apesar do custo do hedge ter sido o maior detrator.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA.”
Mantém posição aplicada em NTN-Bs de maior duration, apostando em ganhos com títulos atrelados ao IPCA na parcela de renda fixa.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“O mês permaneceu favorável para as commodities e, em especial, para o minério de ferro, cujo preço se manteve acima de US$ 100/t, patamar bastante favorável à geração de caixa das companhias do setor. Nesse nível de preços, a Vale apresenta potencial para gerar aproximadamente 11% de FCFY (Free Cash Flow Yield) em 2026.”
Vale ·Vê a Vale com potencial de gerar cerca de 11% de FCFY em 2026, sustentada pelo minério de ferro acima de US$ 100/t.
Mineração ·Vê cenário favorável para mineração com minério de ferro acima de US$ 100/t e destaca potencial de FCFY de cerca de 11% da Vale em 2026.
Minério de ferro ·Vê o minério acima de US$100/t como patamar favorável à geração de caixa do setor, sustentando potencial de 11% de FCFY da Vale em 2026.
“Apesar das recentes mudanças no cenário de juros nos Estados Unidos e no Brasil, mantivemos nossa estratégia inalterada, com foco em empresas e setores mais conservadores, bons pagadores de dividendos e com maior liquidez. Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Mineração.”
Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva voltada a setores conservadores, bons pagadores de dividendos e maior liquidez.
“A apresentação reforçou a expectativa de que a empresa deverá entregar um ciclo relevante de aumento de produção ao longo de 2026.”
Espera que a PRIO entregue um ciclo relevante de aumento de produção ao longo de 2026, conforme reforçado no PRIO Day.
“Ainda assim, seguimos confiantes na tese para 2026, dado o cenário estruturalmente benigno para a incorporação de baixa renda no Brasil.”
Mantém confiança na tese de Tenda para 2026, apoiada em cenário estruturalmente benigno para a incorporação de baixa renda no Brasil.
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“o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de manter as posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos dos EUA, França, Reino Unido e Japão.”
JGBs 10 anos ·Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Japão, apostando em alta das taxas, junto a posições semelhantes em EUA, França e Reino Unido.
Gilts 10 anos ·Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Reino Unido, ao lado de EUA, França e Japão, apostando em alta dessas taxas.
“Ao longo do mês, mantivemos nossas posições em Egito e Turquia e aumentamos nossa posição em Bolsa Brasil.”
Mantém posição comprada em bolsa egípcia, que contribuiu positivamente para o resultado do fundo no mês.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Consumer & Retail.”
Mantém Consumo e Varejo entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de um portfólio diversificado e defensivo.
“Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, com foco em setores conservadores e pagadores de dividendos.
“O Fundo registrou retorno de 0,65% no mês, com as principais contribuições positivas vindas das posições em Egito e Turquia, seguidas pela posição em juros offshore.”
Mantém posição comprada em Turquia, que figurou entre as principais contribuições positivas do fundo no mês.
“dezembro foi desafiador para o setor bancário de forma geral, especialmente para o Bradesco. A maior incerteza em torno das candidaturas de oposição para a próxima eleição presidencial pressionou o setor. Além disso, o Bradesco continuou sentindo os efeitos do resultado do terceiro trimestre, que, apesar de ter vindo em linha com as expectativas do mercado, levantou dúvidas sobre a trajetória futura de recuperação da rentabilidade do banco.”
Mantém Bancos entre as maiores exposições da carteira, apesar de dezembro desafiador para o setor devido à incerteza eleitoral e à pressão sobre o Bradesco.
“O Bradesco continuou sentindo os efeitos do resultado do terceiro trimestre, que, apesar de ter vindo em linha com as expectativas do mercado, levantou dúvidas sobre a trajetória futura de recuperação da rentabilidade do banco.”
Vê o Bradesco pressionado, com dúvidas sobre a trajetória de recuperação da rentabilidade após resultado do terceiro trimestre em linha mas pouco convincente.
“A geopolítica global foi marcada pelo retorno das chamadas "Trumponomics", com a implementação de novas tarifas comerciais que geraram volatilidade nos mercados, mas que, de forma paradoxal, contribuíram para a valorização do Ibovespa, que encerrou o ano com alta histórica de 34%.”
Atribui ao Ibovespa alta histórica de 34% no ano, paradoxalmente impulsionada pelas tarifas comerciais das Trumponomics, em movimento não exclusivo ao Brasil.
“Essa pressão inflacionária, somada a um déficit nominal recorde superior a R$ 1 trilhão, levou o Banco Central a manter a taxa Selic em 15% na reunião de dezembro, o maior patamar real do mundo.”
Na renda fixa Brasil, mantém posição aplicada em títulos IPCA de maior duration e tomada na curva de juro nominal local, diante de Selic em 15% e inflação no teto da meta.
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