Vinci Compass - Carta do Gestor (Jan/2026)
Janeiro 2026 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 30
- Publicada em
- 24 de fev de 2026
- Trechos únicos
- 29
Carta sobre janeiro/26 publicada 2 meses depois em fevereiro/26.
Resumo
A carta da Vinci Compass de janeiro de 2026 tem como tema central o ambiente de volatilidade global gerado por ações da gestão Trump e seus reflexos nos mercados emergentes, com destaque para o forte fluxo de capital estrangeiro para o Brasil — cerca de R$ 25 bilhões no mês —, que impulsionou a Bolsa em mais de 15% e apreciou o real em aproximadamente 5%. No cenário doméstico, a gestora aponta desaceleração da atividade e da inflação como fatores que levaram o Banco Central a sinalizar o início do ciclo de cortes de juros em março, com a Vinci projetando redução de 300 a 350 bps na Selic ao longo de 2026. No campo político, a carta descreve a articulação de uma candidatura de centro-direita não bolsonarista para as eleições de outubro como variável relevante para a trajetória dos ativos de longo prazo.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“No book de moedas, o Fundo permanece comprado em dólar e tomado em FRA de cupom cambial. As posições vendidas no euro e na libra permanecem.”
Mantém posição vendida em euro, refletindo viés de fortalecimento do dólar frente à moeda europeia.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo segue com posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de posições tomadas na curva de juro nominal local.”
Mantém posição aplicada em títulos atrelados ao IPCA de maior duration, apostando em ganhos com juros reais longos diante do início do ciclo de cortes.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimento e alocando o caixa do Fundo em novas emissões de FIDCs com diferentes lastros e emissores, caracterizados por alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 3% e 5% ao ano.”
Mantém alocação em novas emissões de FIDCs com lastros e emissores diversificados, alta subordinação e baixo risco de crédito, com taxas entre CDI+3% e CDI+5%.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados. Está concentrada em empresas com forte geração de caixa no curto prazo, boas pagadoras de dividendos e que se beneficiam de um dólar mais forte. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva voltada a geração de caixa, dividendos e dólar mais forte.
“A queda da Selic pode ser o evento necessário para desencadear a queda das taxas mais longas (reais e nominais), além de beneficiar ações mais cíclicas que ficaram para trás em relação às maiores empresas do índice.”
Espera que a queda da Selic destrave recuo das taxas longas reais e nominais e beneficie ações cíclicas atrasadas frente às maiores do índice.
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de postura defensiva e foco em dividendos.
“houve reversão no movimento de valorização dos metais preciosos, como o ouro e a prata. Ao final do mês, a prata chegou a registrar queda de até 35%.”
Observa reversão na valorização dos metais preciosos, com a prata chegando a cair até 35% ao final do mês após a nomeação de Warsh.
“Os principais detratores do mês foram nossas posições tomada em cupom cambial e vendida em libra esterlina contra o dólar.”
Mantém posição vendida em libra esterlina contra o dólar, apesar de ter sido um dos principais detratores de performance no mês.
“Ao longo do mês, após o forte rali nos ativos locais, mantivemos o portfólio e uma visão positiva para a apreciação do real, que buscamos capturar por meio de uma estrutura de opções com hedge em cupom cambial.”
Mantém visão positiva para a apreciação do real, capturada via estrutura de opções com hedge em cupom cambial após o forte rali nos ativos locais.
“posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos de França, Reino Unido e Japão.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Reino Unido, apostando em alta dos rendimentos dos Gilts.
“Na carteira de renda fixa, o Fundo mantém posição aplicada em títulos ligados ao IPCA de maior duration, além de posições tomadas na curva de juro nominal local e nos juros de 10 anos de França, Reino Unido e Japão.”
Mantém posição tomada nos juros de 10 anos do Japão, apostando em alta das taxas longas.
“Ao longo do mês, mantivemos nossas posições em Egito e Turquia.”
Mantém posição comprada na bolsa egípcia, que contribuiu positivamente para o retorno do fundo no mês.
“O Fundo registrou retorno de 2% no mês, com as principais contribuições positivas vindas das posições em Egito e Turquia, seguidas pela posição comprada em Bolsa Brasil.”
Mantém posição comprada em Turquia, que figurou entre as principais contribuições positivas do mês para o fundo.
“A principal contribuição positiva em janeiro veio da Vale. Alguns fatores, como o aumento do risco geopolítico, o maior protecionismo e o dólar mais fraco, impulsionaram a demanda global pelas commodities, sobretudo aquelas utilizadas nas transformações tecnológicas e energéticas. Esse movimento contribuiu para o bom desempenho do papel no mês.”
Vê Vale como destaque positivo, beneficiada por risco geopolítico, protecionismo e dólar mais fraco, que sustentam demanda global por commodities ligadas às transições tecnológica e energética.
“No mês, a ação da Itaúsa contou ainda com o impulso adicional do pagamento de dividendos, que refletiu o mesmo valor recebido do Itaú e contribuiu para a redução do desconto de holding com o qual a Itaúsa negocia em relação ao Itaú.”
Vê Itaúsa como principal contribuição positiva em janeiro, impulsionada por fluxo estrangeiro, rali de commodities e dividendos que reduziram o desconto de holding ante o Itaú.
“Por se tratar de ações com elevada liquidez e que se beneficiam desse fluxo, os bancos, de forma geral, apresentaram boa performance, mesmo sem alterações relevantes nos fundamentos.”
Vê os bancos com boa performance impulsionada pela alta liquidez e pelo fluxo estrangeiro, ainda que sem mudanças relevantes nos fundamentos.
“Depois do forte rali, reduzimos nossas posições em Bolsa Brasil, bem como as posições compradas em peso chileno e em real.”
Reduziu a posição comprada em peso chileno após o forte rali recente.
“O mês de janeiro foi marcado por uma melhora relevante no fluxo de captação da indústria, o que foi positivo para os spreads das letras financeiras. Esse movimento decorreu da liberação dos valores investidos em CDBs do Banco Master, no montante total de aproximadamente R$ 45 bilhões. Ainda assim, seguimos enxergando um ambiente sustentável para os spreads, diante da escassez de emissões esperada para o primeiro semestre de 2026.”
Vê ambiente sustentável para os spreads de letras financeiras, diante da escassez de emissões esperada para o primeiro semestre de 2026.
“Pelas sinalizações da companhia, o Same Stores Sales da C&A deverá crescer abaixo da inflação em função do aumento da concorrência dos marketplaces e da menor oferta de produtos com ticket médio mais baixo.”
Projeta crescimento do Same Stores Sales da C&A abaixo da inflação, pressionado pela concorrência dos marketplaces e menor oferta de produtos de ticket mais baixo.
“Os investidores ficaram mais cautelosos em relação aos resultados futuros da companhia em função da alta expressiva dos preços do ouro e da prata, fator que pode afetar negativamente as vendas e as margens da empresa.”
Aponta cautela dos investidores com a Vivara diante da alta do ouro e da prata, que pode pressionar negativamente vendas e margens da companhia.
“A principal contribuição positiva do mês veio do Itaú. O valor dos ativos foi impactado pelo fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira (em parte em Fundos passivos) e pelo rali das commodities. Por se tratar de ações com elevada liquidez e que se beneficiam desse fluxo, os bancos, de forma geral, apresentaram boa performance, mesmo sem alterações relevantes nos fundamentos.”
Itaú foi a principal contribuição positiva do mês, beneficiada pelo fluxo estrangeiro e alta liquidez, mesmo sem mudanças relevantes nos fundamentos.
“Até o início do dia 30 de janeiro, moedas e Bolsas emergentes apresentavam valorização substancial, enquanto o índice DXY acumulava queda de quase 3% no ano.”
Observa desvalorização global do dólar, com o índice DXY acumulando queda de quase 3% no ano até o fim de janeiro.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Os principais destaques positivos do mês vieram do setor de Bancos, que apresentou a maior contribuição para o resultado, seguido por Petróleo, Mineração e Logística, todos com forte desempenho.”
Logística ·Logística figurou entre os destaques positivos de janeiro, contribuindo com forte desempenho para o resultado do fundo, ao lado de Bancos, Petróleo e Mineração.
Mineração ·Aponta mineração como um dos destaques positivos de desempenho no mês, contribuindo de forma relevante para o resultado da carteira.
“Janeiro foi um mês extremamente favorável para os ativos de risco no Brasil, com o avanço de 12,6% do Ibovespa, 10,1% do índice de Small Caps e a valorização de 5,2% do real frente ao dólar.”
Destaca alta de 10,1% do índice de Small Caps em janeiro, em mês favorável aos ativos de risco no Brasil impulsionado por fluxo estrangeiro.
“A fraca performance das ações decorreu da não implementação de parte do aumento de preços anunciado para janeiro, o que indica uma demanda chinesa por celulose mais fraca no início do ano. Além disso, a apreciação do real frente ao dólar contribuiu negativamente para as receitas de exportação da companhia (~90% do total).”
Atribui a fraca performance da Suzano à demanda chinesa por celulose mais fraca e à apreciação do real, que pressiona receitas de exportação.
“Se, por um lado, as Bolsas de países emergentes apresentaram retornos extremamente elevados, por outro houve reversão no movimento de valorização dos metais preciosos, como o ouro e a prata.”
Observa que as Bolsas de países emergentes apresentaram retornos extremamente elevados em janeiro, impulsionadas pelo fluxo de capitais para fora dos Estados Unidos.
“A posição comprada em taxa de juros dos Estados Unidos foi encerrada com realização de lucro.”
Encerrou a posição comprada em taxa de juros dos Estados Unidos com realização de lucro.
“Janeiro foi um mês extremamente favorável para os ativos de risco no Brasil, com o avanço de 12,6% do Ibovespa, 10,1% do índice de Small Caps e a valorização de 5,2% do real frente ao dólar. O grande destaque do período foi o forte fluxo de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira, que teve um volume de entrada de R$ 26,3 bilhões no mês, valor equivalente ao fluxo total registrado durante todo o ano de 2025, evidenciando a intensidade do movimento.”
Destaca alta de 12,6% do Ibovespa em janeiro, impulsionada por forte fluxo estrangeiro de R$ 26,3 bilhões, equivalente a todo o ingresso de 2025.
“Nesse mesmo período, o ouro chegou a registrar alta de 25%, enquanto a prata avançou quase 60% até o fim da última semana de janeiro. Esses ganhos, no entanto, foram parcialmente revertidos após o anúncio de que a presidência do Fed seria assumida por Kevin Warsh, um dos nomes considerados mais técnicos entre os cotados.”
Observa que o ouro chegou a subir 25% no mês como reserva de valor, mas devolveu parte dos ganhos após a indicação de Warsh ao Fed.
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