Vinci CompassAçõesMai 2026

Vinci Compass - Carta do gestor (05/2026)

Maio 2026 · Vinci Compass

Carta de Maio 2026· publicada em 10 de jun de 2026

Coletada em 26 de jun. de 2026 ·

Ativos extraídos
24
Publicada em
10 de jun de 2026
Trechos únicos
20

Carta sobre maio/26 publicada 40 dias depois em junho/26.

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Resumo

A Vinci Compass, em sua carta de maio de 2026, descreve um cenário macroeconômico global mais cauteloso, marcado pela reaceleração do núcleo do PCE nos Estados Unidos — que afasta a perspectiva de cortes do Fed e abre espaço para novas altas de juros —, pela persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo modelo econômico desequilibrado da China. No Brasil, a gestora aponta para um ciclo gradual de cortes da Selic em passos de 25 pontos-base, condicionado pela inflação acima do teto da meta, risco fiscal em trajetória ascendente e incerteza eleitoral crescente. Nos portfólios, predomina postura defensiva, com preferência por empresas resilientes, boas pagadoras de dividendos e setores como Utilities, Bancos e Petróleo & Gás, enquanto no crédito o fechamento de spreads em maio foi aproveitado seletivamente diante da ausência de prêmios mais amplos.

Conteúdo

Ativos extraídos

Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.

24
  1. Na parcela de Bolsa, possui posição net vendida em Bolsa local, comprada em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra um índice de small caps. Posições vendidas em ibov via estruturas de opções também compõem a carteira.

    Mantém posição vendida no Ibovespa via estruturas de opções, compondo visão net vendida em Bolsa local contra carteira de dividendos e exportadoras.

  2. possui posição net vendida em Bolsa local, comprada em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos, concentrada em exportadoras, contra um índice de small caps.

    Mantém posição vendida em índice de small caps como hedge contra carteira comprada em exportadoras boas pagadoras de dividendos.

  3. Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.

    Utilities (Utilidades Públicas) ·Mantém Utilities como uma das maiores exposições da carteira, alinhado ao foco em setores defensivos, boas pagadoras de dividendos e forte geração de caixa.

    Bancos ·Mantém Bancos entre as maiores exposições da carteira, dentro de postura defensiva focada em empresas geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.

    Auren ·Mantém Auren (Axia) em carteira apesar do recuo técnico no mês, com leve cautela após queda nas expectativas de preços de energia.

  4. Os valuations já parecem apertados. O prêmio de risco das ações, medido pelo rendimento dos lucros em relação aos títulos do Tesouro, encontra-se bastante comprimido. Em um ambiente no qual o Fed volta a discutir altas de juros, esse equilíbrio se torna mais vulnerável.

    Vê a bolsa americana com valuations apertados e prêmio de risco comprimido, tornando-se vulnerável diante da possibilidade de o Fed retomar altas de juros.

    • +2.0Letras financeirasMACROcl62
    Esse movimento se alastrou para o mercado de letras financeiras, e acreditamos que deva continuar até chegar a níveis de spreads próximos aos anteriores à abertura.

    Espera continuidade do fechamento dos spreads de letras financeiras até atingirem níveis próximos aos anteriores à abertura recente.

  5. Mesmo nesse contexto, acreditamos que a Tenda esteja bem posicionada para continuar expandindo sua operação e repassando os aumentos de custos.

    Vê Tenda bem posicionada para seguir expandindo operações e repassando aumentos de custos, mesmo com preocupações sobre inflação na construção civil.

    • +2.0PetroquímicoSETORcl35
    Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Petroquímico.

    Mantém o setor petroquímico entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos.

  6. A principal contribuição positiva veio de nossa posição tomada em DI, enquanto o principal detrator foi nossa posição comprada em NTN-F.

    Mantém posição tomada em DI, que foi a principal contribuição positiva do fundo no mês.

    • -1.5Ativos turcosMACROcl62
    Ao longo do mês, reduzimos nossa posição em Turquia, antevendo um risco político que acabou se concretizando, assim como nossa posição de Líbano devido ao risco geopolítico na região.

    Reduziu a posição em ativos turcos ao longo do mês, antevendo um risco político que acabou se concretizando.

  7. Na carteira de renda fixa, o Fundo possui posições aplicadas em juro real, concentradas em títulos curtos. As posições tomadas no juro nominal foram encerradas, com realização de lucro.

    Mantém posições aplicadas em juro real concentradas em títulos curtos e encerrou as posições tomadas em juro nominal com realização de lucro.

    • +1.5Juros reais Brasil (NTN-B)MACROcl52
    O Brasil ainda oferece um carrego real muito elevado e algum espaço para fechamento de juros, porém a oportunidade tornou-se mais seletiva. A combinação de inflação acima da meta, cortes graduais, risco fiscal e incerteza eleitoral exige maior disciplina na seleção dos ativos.

    Vê carrego real elevado e algum espaço para fechamento de juros no Brasil, mas considera a oportunidade mais seletiva diante de riscos fiscais e eleitorais.

  8. Esse fator ajuda a explicar a resiliência do real, em conjunto com o diferencial de juros ainda elevado, o CDS baixo e um dólar global mais fraco.

    Atribui a resiliência do real ao choque positivo do petróleo, ao diferencial de juros elevado, ao CDS baixo e ao dólar global mais fraco.

    • +1.0Libra egípciaMACROcl18
    A principal contribuição positiva foram nossas posições em dívida soberana argentina e libra egípcia.

    Mantém posição comprada em libra egípcia, que figurou entre as principais contribuições positivas de performance no mês.

  9. o mês foi desafiador para a Petrobras após a forte valorização acumulada ao longo do ano. A correção foi pressionada pela queda do preço do petróleo durante o mês, refletindo o noticiário em torno de uma possível negociação entre EUA e Irã para o encerramento do conflito no Oriente Médio.

    Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, apesar da correção da Petrobras no mês pressionada pela queda do preço do petróleo.

  10. Além disso, a alta do preço do cobre também contribuiu positivamente para o preço da ação.

    Atribui a alta do preço do cobre como contribuição positiva adicional para o desempenho da ação de Vale no mês.

  11. Trecho compartilhado · 2 ativos

    As posições compradas em dólar contra libra e dólar contra euro foram encerradas com realização de lucro.

    Libra esterlina ·Encerrou, com realização de lucro, as posições compradas em dólar contra libra esterlina.

    Euro ·Encerrou a posição comprada em dólar contra euro com realização de lucro, não mantendo mais exposição direcional à moeda.

  12. Trecho compartilhado · 2 ativos

    A principal contribuição positiva no mês veio de Vale, decorrente do ambiente construtivo na China que suportou o minério acima de $100/t no mês. Os estoques de minério nos portos e nas siderúrgicas continuaram saudáveis, a utilização dos altos-fornos atingiu ~90%, e as exportações continuaram em níveis elevados.

    Vale ·Destaca Vale como principal contribuição positiva do mês, sustentada pelo ambiente construtivo na China, minério acima de US$100/t e alta do cobre.

    Minério de ferro ·Vê ambiente construtivo para o minério de ferro, sustentado acima de US$100/t pela demanda chinesa, estoques saudáveis, alta utilização de altos-fornos e exportações elevadas.

  13. Por outro lado, o mês foi desafiador para a Petrobras após a forte valorização acumulada ao longo do ano. A correção foi pressionada pela queda do preço do petróleo durante o mês, refletindo o

    Atribui o desempenho negativo da Petrobras no mês à correção após forte valorização acumulada no ano e à queda do preço do petróleo.

  14. Esse cenário reforçou a percepção de que o ciclo global de flexibilização monetária pode ter chegado ao fim, mantendo os mercados atentos à evolução dos preços e da atividade econômica.

    Avalia que o ciclo global de flexibilização monetária pode ter terminado, com bancos centrais mais cautelosos diante da persistência das pressões inflacionárias.

  15. O choque do petróleo, contudo, não é apenas negativo para o Brasil. Diferentemente das economias importadoras líquidas de energia, o país se beneficia de preços mais altos por meio da produção doméstica, da balança comercial e da arrecadação. A produção de petróleo já se aproxima de 4 milhões de barris por dia e deve continuar crescendo com a entrada de novas plataformas, enquanto as exportações do setor ganharam peso relevante na pauta brasileira.

    Vê o choque do petróleo como benéfico ao Brasil, via produção doméstica próxima de 4 milhões de barris/dia, balança comercial e arrecadação.

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