Vinci Compass - Carta do Gestor (Abr/2026)
Abril 2026 · Vinci Compass
Coletada em 30 de mai. de 2026 · histórico · ⓘ
- Ativos extraídos
- 23
- Publicada em
- 21 de mai de 2026
- Trechos únicos
- 19
Carta sobre abril/26 publicada 2 meses depois em maio/26.
Resumo
A Vinci Compass avalia, em sua carta de abril de 2026, um cenário macroeconômico global marcado pela desaceleração da atividade, pressões inflacionárias decorrentes do choque do petróleo associado ao conflito no Oriente Médio e postura mais cautelosa dos bancos centrais. No Brasil, o Banco Central deu continuidade ao ciclo de cortes da Selic, embora o choque do petróleo tenha reduzido a convicção sobre a profundidade do afrouxamento monetário, tornando o cenário mais dependente da evolução do câmbio, das expectativas inflacionárias e do risco fiscal. Nos portfólios, a gestora manteve postura defensiva no crédito e na renda variável, com destaque para a contribuição positiva de Axia nas estratégias de ações e para a abertura temporária de spreads no crédito privado, desencadeada pelo adiamento do balanço da Aegea.
Conteúdo
Ativos extraídos
Cada ativo é criado de acordo com as prospecções ou posições da gestora reveladas na carta divulgada por ela.
“A posição comprada em inflação foi mantida e ampliada.”
Mantém e amplia posição comprada em inflação implícita no Brasil, refletindo expectativa de pressões inflacionárias persistentes associadas à energia.
“Avaliamos o resultado como transformacional, tanto pelo volume contratado quanto pelo retorno implícito nos ativos arrematados.”
Vê resultado da Eneva no leilão de térmicas como transformacional, pelo volume contratado e pelo retorno implícito nos ativos arrematados.
“Na renda variável, seguem as posições vendidas em índice de bolsa local (tanto large quanto small cap).”
Mantém posição vendida no índice de small caps da bolsa local, dentro de uma postura defensiva na renda variável brasileira.
“Seguimos originando novas oportunidades de investimento e alocando o caixa do fundo em novas emissões de FIDCs, com diferentes lastros e emissores, caracterizados por alto grau de subordinação e baixo risco de crédito, com taxas que variam entre CDI + 2% e 7% ao ano.”
Mantém alocação crescente em novas emissões de FIDCs com lastros e emissores diversificados, alta subordinação, baixo risco de crédito e taxas entre CDI+2% e 7%.
“A economia brasileira manteve bom desempenho, com apreciação do real frente ao dólar. Apesar do tom mais cauteloso adotado pelo Banco Central, a instituição optou novamente pelo corte de juros e sinalizou que, na ausência de deterioração relevante no cenário externo, deve dar continuidade ao ciclo na próxima reunião.”
Vê apreciação do real frente ao dólar sustentada pelo bom desempenho da economia brasileira e pela continuidade do ciclo de corte de juros.
“Após leve recuo, os preços de energia de longo prazo retomaram a trajetória de alta em abril, somando-se à expectativa de um forte resultado de geração no 1T26. No mês, a companhia também avançou em sua agenda de governança, com a aprovação da migração para o Novo Mercado, e em otimização de portfólio, por meio da transação de ativos de transmissão com a ISA Energia.”
Mantém visão construtiva sobre Axia no curto e longo prazo, apoiada em alta dos preços de energia, forte geração no 1T26 e avanços em governança e portfólio.
Trecho compartilhado · 3 ativos
“Atualmente, nossas maiores exposições estão nos setores de Utilities, Bancos e Petróleo & Gás.”
Petróleo e Gás ·Mantém Petróleo e Gás entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de postura defensiva e foco em dividendos.
Utilities (Utilidades Públicas) ·Mantém Utilities entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Bancos e Petróleo & Gás, refletindo postura defensiva e foco em dividendos.
Bancos ·Mantém Bancos entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Petróleo & Gás, dentro de um posicionamento defensivo.
“A principal contribuição positiva veio da posição aplicada em juros nominais no Brasil.”
Mantém posição aplicada em juros nominais no Brasil, principal contribuição positiva do mês, refletindo visão favorável ao ciclo de corte de juros local.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“No book de moedas, o fundo está comprado em dólar contra real (via estrutura de opções), dólar contra libra e dólar contra euro.”
Euro ·Mantém posição comprada em dólar contra euro, refletindo visão de fortalecimento da moeda americana frente à europeia.
Libra esterlina ·Mantém posição comprada em dólar contra libra esterlina, refletindo visão de fortalecimento do dólar frente à moeda britânica.
“Ainda assim, continuamos animados com a perspectiva para a Cyrela em um cenário de queda de juros no Brasil.”
Mantém visão otimista para Cyrela em cenário de queda de juros no Brasil, apesar do risco de inflação de materiais via exposição à baixa renda.
“Durante o mês, iniciamos uma posição comprada em NTN-B curta e uma posição comprada em real contra o dólar.”
O gestor iniciou posição comprada em NTN-B curta, refletindo visão favorável a juros reais na parte curta da curva.
Trecho compartilhado · 2 ativos
“Retomamos posições na Turquia e no Líbano e reduzimos a exposição à bolsa brasileira.”
Lira turca ·Retomou posições compradas em ativos da Turquia, sinalizando visão construtiva sobre a lira turca.
Libra libanesa ·Retomou posições compradas na libra libanesa, junto com exposição à Turquia, ao reduzir bolsa brasileira no portfólio.
“Atualmente, as maiores exposições da carteira estão nos setores de Utilities, Bancos e Petroquímico.”
Mantém o setor petroquímico entre as maiores exposições da carteira, ao lado de Utilities e Bancos, dentro de estratégia focada em empresas conservadoras e pagadoras de dividendos.
“O fundo apresentou ganhos nas posições tomadas em taxas de juros nominais, tanto no BRA quanto nos EUA e no Japão, além de resultado positivo na posição comprada em inflação implícita.”
Mantém posição tomada em juros nominais no Japão, que contribuiu positivamente para o resultado do fundo no mês.
“A carteira reflete uma visão mais defensiva para a Bolsa, mesmo diante de valuations atrativos, atualmente em níveis bastante descontados.”
Mantém visão defensiva para a Bolsa, apesar de valuations descontados, com preferência por geradoras de caixa e pagadoras de dividendos.
“O setor é exposto à inflação, dada a dificuldade de repasse de custos no segmento de baixa renda. Ainda assim, continuamos acreditando na resiliência do setor, mesmo diante do aumento das expectativas de inflação.”
Reconhece exposição do segmento de baixa renda à inflação pela dificuldade de repasse de custos, mas mantém confiança na resiliência do setor.
“O setor de baixa renda teve performance negativa em abril devido ao receio de aumento da inflação de materiais, reflexo da alta do preço do petróleo em função da guerra no Irã. O setor é exposto à inflação, dada a dificuldade de repasse de custos no segmento de baixa renda. Ainda assim, continuamos acreditando na resiliência do setor, mesmo diante do aumento das expectativas de inflação.”
Mantém confiança na resiliência da Tenda e do setor de baixa renda, apesar da performance negativa em abril e do receio com inflação de materiais.
“O principal detrator foi a posição de hedge na bolsa americana.”
Manteve posição de hedge vendida na bolsa americana, que foi o principal detrator de performance no mês.
“Na renda fixa, as posições tomadas em taxas de juros foram reduzidas no Brasil e encerradas nos Estados Unidos, com realização de lucro.”
Encerrou as posições tomadas em taxas de juros nos Estados Unidos com realização de lucro, zerando a exposição direcional na renda fixa americana.
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